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Por que alguns tipos de câncer são mais letais que outros?

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Gabriela Mateos para Agência São Joaquim Online

Há uma dúvida de saúde que intriga muitos pesquisadores, incluindo a Dra. Lauren Thurgood, do departamento de Hematologia e Genética Patológica da Universidade de Flinders (Austrália): por que alguns tipos de câncer são mais letais que outros? Por que algumas pessoas com câncer são curadas e depois do período da doença levam uma vida normal, enquanto outras morrem apenas alguns meses depois do diagnóstico?

Para tentar responder a essa questão, a Dra. Thurgood está estudando a leucemia linfoide crônica (LLC), uma forma de leucemia considerada comum, para tentar entender melhor porque um pequeno grupo de pacientes com esse tipo de câncer respondem mal ao tratamento. O LLC corresponde a 30% de todos os casos de câncer registrados, e é uma forma de crescimento lento da doença, na qual a medula óssea produz muito mais glóbulos brancos (linfócitos) do que deveria.

“Eu estou pesquisando as proteínas nas células cancerosas para tentar descobrir por que alguns pacientes têm uma doença mais patogênica, enquanto outros vivem mais tempo e não tem nenhum problema”, disse.

“Sabemos por pesquisas anteriores que as pessoas com um prognóstico pobre têm um gene defeituoso que faz com que tenham uma doença mais agressiva, mas ainda precisamos entender a nível celular o que esse defeito genético faz para as células”, completou a pesquisadora. Ela também explicou que as células cancerosas basicamente conversam com as células vizinhas na medula óssea, e por isso precisamos entender como elas interagem entre si, e como as células saudáveis permanecem vivas.

“Uma vez que aprendermos como as células se comunicam, podemos trabalhar no desenvolvimento de uma terapia de drogas específicas para impedir essa interação, que iria, essencialmente, evitar que as células de câncer tomassem conta do organismo”.

De acordo com a Dra. Thurgood, o LLC é normalmente diagnosticado em adultos idosos, sendo mais comum e prevalecente conforme a população envelhece. “O fato de que estamos vivendo mais significa que a frequência da doença vai disparar. Assim, qualquer nova informação vai se tornar fundamental para sua prevenção e tratamento”, completa.

A expectativa é que, uma vez que tenhamos mais conhecimento sobre a leucemia linfoide crônica e métodos de pesquisa sejam refinados, a medicina possa aplicá-los para prevenir e tratar outros tipos de câncer. [Medicalxpress]

 

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