Serra Catarinense

Eventos apresentam o potencial econômico da pecuária de corte na Serra Catarinense

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Lages – Abrir as porteiras de propriedades para mostrar exemplos de sucesso na pecuária de corte foi o espírito de uma tarde de campo e de uma visita técnica realizada recentemente numa reunião de mais de 130 participantes. São em propriedades de referência que fazem parte do Projeto Redes de Propriedades de Referência Tecnológica (REPROTEC), que vem sendo conduzido há três anos, e possui resultados e bons exemplos consolidados, para transformar a pecuária da região serrana em uma atividade rentável, aproveitando as oportunidades do mercado e a vocação histórica da região.

Numa dessas propriedades, na localidade de Santo Antônio dos Pinhos, em São José do Cerrito, ocorreu uma dessas tardes de campo, visando apresentar os resultados de evolução da propriedade pertencente à família Schneider. Apesar de pequena, a propriedade possui bons índices obtidos com a aplicação de tecnologias recomendadas pelo projeto. Foram promovidos ajustes como o manejo reprodutivo, sanitário do rebanho, ajustes na adubação e manejo adequado de pastagens para alcançar a terminação de novilhos precoces ao sobreano.

Com a evolução do sistema, a propriedade alcançou uma lotação média de 1,5 unidades animais/ha, isto equivale a uma lotação 3,5 vezes maior do que a média das propriedades da região. Além do aumento da lotação os demais índices também evoluíram. Como exemplo a natalidade, que inicialmente era de 70%, passou para 92%, neste ano. Os 38 terneiros desmamados em maio com 220 kg de peso vivo/cabeça passaram a alimentar-se em 13,4 hectares de pastagens perenes de inverno, planejadas para a terminação. Estes animais hoje estão com idade média de 11 meses e peso vivo médio de 286 kg, ganho médio diário de 1,4 kg/cabeça/dia, fruto de uma alimentação equilibrada pelo manejo adequado das pastagens.

Da mesma forma, uma visita técnica para avaliação do sistema de cria foi realizada na fazenda Cipó, na Coxilha Rica, numa propriedade que pertence a quatro gerações à família do Sr. João Machado. Nesta propriedade os índices de avaliação multiplicados comprovaram a dobra da produção. Novilhas de primeira e segunda cria manejadas em pastagens naturais melhoradas obtiveram uma dieta de melhor qualidade e expressaram índices de 85% de natalidade na segunda parição, aproximando-se da meta produtiva de 1 terneiro/vaca/ano.

Potencial para o desenvolvimento regional

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Estes eventos são uma iniciativa para apresentar o potencial de pecuária de corte para a geração de renda na Região Serrana com o intuito de multiplicar boas experiências. Existem tecnologias adaptadas para diferentes sistemas e realidades. Seja para a pecuária de cria com base em pastagens naturais, ou em sistemas de ciclo completo intensificados, que podem agregar valor maior a carne produzida na região.

Em função do rebanho de aproximadamente 530 mil matrizes criado na região é possível aumentar a produção em 132.000 terneiros/ano com tecnologias muito simples, como as apresentadas nas propriedades de referência. A terminação dos terneiros em sistemas intensivos a base de pasto podem agregar maior valor a cadeia produtiva, atendendo o mercado interno catarinense, reduzindo a necessidade de importação de carne pelo Estado que hoje é da ordem de 40%.

O impacto econômico gerado com a pecuária moderna com base em tecnologias e metas produtivas, tem potencial para transformar a realidade da economia local, aproveitando oportunidades que a região possui como o potencial produtivo das pastagens, vocação do serrano para a pecuária de corte e o mercado local e internacional aquecidos para os próximos anos.

Informações:

Eng. Agro. Cassiano Eduardo Pinto – Estação Experimental de Lages

Eng. Agro. Newton Borges da Costa Júnior – Gerência Regional de Lages

 Assessoria de Imprensa

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