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5 suplementos que podem ajudar a controlar a depressão

Natasha Romsnzoti para Agência São Joaquim Online

Muitas pessoas usam suplementos nutricionais e fitoterápicos para tratar problemas de saúde mental. No entanto, nem todos possuem provas de sua eficácia.

Dos suplementos que têm sido estudados para auxiliar no tratamento da depressão, apenas alguns possuem evidências a favor do seu uso. Confira cinco deles:

IMPORTANTE: Esta é uma visão muito básica dos resultados comprovados cientificamente de apenas cinco suplementos do mercado. As pessoas que considerarem seu uso devem obter aconselhamento profissional antes de começar a tomá-los. Além disso, alguns podem ser tomados em conjunto com outros medicamentos, tais como antidepressivos. Porém, é imprescindível consultar um médico especialista antes de combinar suplementos com outros remédios.

Suplemento de ácidos graxos ômega-3

omega 3

Existem três tipos de ácidos graxos ômega-3 envolvidos na fisiologia humana e importantes para o metabolismo normal. Estudos epidemiológicos mostram que a baixa ingestão de ômega-3 pode estar relacionada ao aumento do risco de sintomas depressivos.

Uma revisão de dezenas de ensaios clínicos científicos sobre a depressão que avaliaram a eficácia destes ácidos graxos isolados ou em combinação com outros antidepressivos apoiaram a sua utilização no tratamento da depressão.

Uma meta-análise que combinou os resultados de cinco estudos semelhantes também encontrou um efeito significativo dos ácidos graxos ômega-3 na redução da depressão bipolar.


 

Same

same

S-Adenosilmetionina (conhecido como “Same”) é um composto que ocorre naturalmente encontrado em quase todos os tecidos e fluidos do corpo. Ele está envolvido em processos como a produção e quebra de substâncias químicas no cérebro, incluindo serotonina, melatonina e dopamina.

Estudos científicos mostraram que preparações orais e injetadas (entre 800 miligramas a 1.600 miligramas) de Same são tão eficazes quanto antidepressivos, e tendem a produzir relativamente menos efeitos adversos. O composto também melhora a resposta à medicação antidepressiva.

Same parece ser bem tolerado com efeitos colaterais leves, como dores de cabeça, agitação, insônia e distúrbios gastrointestinais.


 

Erva-de-são-joão

erva de são joão

Erva-de-são-joão (Hypericum perforatum) é uma planta com uma longa história de uso medicinal que tem sido estudada no tratamento da depressão em mais de 40 ensaios clínicos com diferentes graus de qualidade metodológica.

Uma revisão de estudos de 2008 analisou 29 pesquisas envolvendo 5.489 pacientes e comparou o uso desse suplemento com placebo e com antidepressivos. A revisão concluiu que as pessoas eram significativamente mais propensas a responder a erva-de-são-joão do que ao placebo. Na mesma análise, a erva teve um efeito equivalente ao de antidepressivos.

Devido ao risco de interações medicamentosas, caso as pessoas estejam tomando outros medicamentos, só devem ingerir suplementos que tenham baixas quantidades de hiperforina, a principal substância química da planta. Só um profissional de saúde pode fazer um aconselhamento adequado sobre a quantidade certa.

Além disso, o suplemento não deve ser tomado junto com antidepressivos, pois pode causar síndrome da serotonina, uma condição que afeta o sistema nervoso e é potencialmente fatal.


 

NAC

nac

N-acetilcisteína (NAC) é um aminoácido com fortes propriedades antioxidantes. Já foi usado para tratar sobredosagem de paracetamol e estudos descobriram que reduz significativamente a depressão no transtorno bipolar.

Em um estudo controlado por placebo de 24 semanas com 75 pessoas com transtorno bipolar, um grama de NAC duas vezes por dia reduziu significativamente a depressão.

O suplemento parece não causar reações adversas significativas.


 

Zinco

zinco

O zinco é um mineral encontrado em alguns alimentos, e há evidências emergentes que pode melhorar o humor em pessoas deprimidas.

Uma revisão de ensaios clínicos randomizados feita em 2012 descobriu dois estudos de 12 semanas com amostras de 60 e 20 pessoas que concluíram que o zinco como suplemento auxiliar a remédios antidepressivos reduziu significativamente a depressão.

O zinco pode ser ingerido de forma segura em doses de até 30 mg por dia, embora um aminoácido precise ser tomado também para melhorar a absorção.

O zinco é um suplemento relativamente seguro, mas pode causar náuseas com o estômago vazio.

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