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Depressão na adolescência: preste atenção nos sintomas

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Por Hype Science 

 

E especialmente no caso de adolescentes, que têm naturalmente uma confusão de humores, pode ser difícil reconhecer a depressão.

Um estudo recente da Social Indicators Research revelou uma evolução nos sintomas de depressão em estudantes desde 1980. Por isso, é importante que os pais saibam como a depressão se parece nessa idade, a fim de que possam ajudar seu filho adolescente a ficar mentalmente apto e, mais importante, seguro.

Entre os sintomas de depressão relatados na pesquisa, mas que não são tão conhecidos do público, estão: falta de apetite, problemas para dormir, falta de concentração, inquietação ,sentir-se sobrecarregado,choro, frequente,severidade,baixo astral,cansaço com perda de energia, perda de interesse nas atividades que gostava,pensamentos suicida.

Depressão e suicídio estão entre as principais causas de morte entre os adolescentes.O estudo constatou que, em comparação com os seus homólogos na década de 1980, os adolescentes na década de 2010 eram 38% mais propensos a ter problemas de memória e 74% mais propensos a ter problemas para dormir. Eles também tinham duas vezes mais probabilidade de ter procurado ajuda profissionais para tentar resolver estas questões de saúde mental.
– Como Ajudar alguém com depressão
Se você acha que seu filho adolescente pode estar deprimido, procure um terapeuta ou psiquiatra licenciado para obter ajuda. Mesmo que não tenha certeza, não faz mal ter uma segunda opinião, apenas por prevenção.

 

– 5 MITOS QUE MUITOS ACREDITAM SOBRE DEPRESSÃO

Depressão é sinônimo de tristeza
Muitos conhecidos do ator Robin Williams que foram entrevistados desde a sua morte falaram que eles nunca o viram infeliz, ainda que ele sofria de depressão profunda. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, muitas das pessoas que sofrem de depressão sentem sim uma tristeza esmagadora, mas, em contrapartida, muitos outros não sentem qualquer emoção específica. A melhor descrição seria uma sensação de vazio e apatia. E uma vez que a ansiedade muitas vezes acompanha a depressão, muitos sentem um constante estado de tensão que persiste por nenhuma razão aparente.

Depressão é sintoma de fraqueza mental
Parte do estigma que envolve a depressão é que os outros vão encarar essa doença como um sinal de fraqueza. No entanto, nós não temos o costume de acusar ninguém que sofra de uma doença cardíaca, ou tenha câncer, por exemplo, que são doenças que afetam uma ampla gama de pessoas. A depressão também é uma doença e, mais especificamente falando, é um transtorno médico absolutamente complexo que tem dimensões biológicas, psicológicas e sociais. Dessa forma, as pessoas “fortes” também podem sofrer de depressão grave, e as consequências de não tratá-la são tão reais e trágicas como em qualquer outro caso de doença grave. Uma condição que afeta a química do cérebro e do sistema nervoso não é menos devastadora do que uma que afeta qualquer outra parte do corpo.

Depressão é sempre situacional
Embora a depressão muitas vezes apareça por conta de um fato pontual, como perda de um ente querido, divórcio, estresse no trabalho, etc, ela não precisa desse tipo de faísca para começar. A depressão normalmente é diagnosticada quando alguém sofre de episódios prolongados (de pelo menos duas semanas) de desesperança, vazio e letargia que não têm nenhuma causa aparente. Esses períodos podem se manifestar inexplicavelmente, mesmo quando os eventos da vida parecem geralmente positivos. Esta, inclusive, é outra razão de porque depressão e tristeza não são sinônimos.

Sintomas depressão são todos mentais
Embora seja verdade que muitos sintomas de depressão são coisas que normalmente associamos com a “cabeça” (emoção, tensão, etc), a condição se manifesta com frequência em todo o corpo. Sintomas depressivos comuns incluem indigestão, dificuldade em respirar, aperto no peito e fadiga geral. Alguns pacientes também se queixam de dores musculares persistentes.

Uma vez depressivo sempre diagnosticado como depressivo .
A forte presença de comerciais de antidepressivos e insistência da mídia nesse assunto tem tido uma repercussão negativa. Muitas pessoas têm medo de serem colocadas em um antidepressivo, mesmo que possam se beneficiar de seus efeitos, porque acham que o medicamento pode viciar e gerar uma dependência.

A realidade é que nem todo mundo se beneficia com antidepressivos. Segundo algumas estimativas, cerca de 40% das pessoas que recebem prescrição para ingerir o medicamento não experimentam nenhum benefício. Afinal, cada um é cada um. Algumas pessoas reagem melhor a formas de psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental, ou uma combinação de medicação e terapia. Mesmo alguém que obtém bons resultados a partir de um antidepressivo pode, com supervisão médica, eventualmente, reduzir essa medicação. Por isso é importante o acompanhamento médico. Só um profissional irá saber o que receitar e qual o melhor tratamento para cada caso.

 

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