Manchete

Em nota SDR admite pagamento de mais de 200 mil em obra do Mirante da Serra do Rio do Rastro

Mirante da Serra do Rastro (7)

A SDR de São Joaquim, através de nota oficial admitiu na tarde desta sexta-feira (31) o pagamento de mais de 200 mil efetuados na revitalização do Mirante da Serra do rio do Rastro onde recebeu uma cerca (guarda-corpo) de 30 metros, um Heliponto, telas de proteção e mais reforma dos banheiros.

Além dos R$ 220.000,00 gastos no processo, o mirante ainda ganhou um mastro de uma bandeira e mais uma miradouro na curva 55 no valor de R$ 190.000,00.

Segundo a explicação, tudo foi pago conforme o projeto executado e que os materiais utilizados contém um preço salgado por se utilizar das medidas de segurança necessárias.

O restante do mirante ficou completamente desprotegido. Só não deu para entender o porquê enviaram para a imprensa um croqui e na execução da obra apresentaram outro, pois nas plantas enviadas para a imprensa constava calçadas e lixeiras personalizadas e que depois deixou de haver.

Mas o que foi estranho mesmo é a SDR admitir os gastos e mesmo assim dizer que a matéria veiculado no site é uma inverdade.

Veja na íntegra a nota emitida pela SDR:

 

             Revitalização do Mirante na Serra foi paga conforme projeto executado

A revitalização do Mirante na Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra, foi paga à empresa contratada conforme os serviços executados, após fiscalização da área técnica da SDR São Joaquim. A matéria veiculada pelo site São Joaquim On Line dá a entender que o valor não condiz com a obra, o que não é verdade. “As planilhas com as medições e pagamentos estão a disposição aqui na SDR para consulta de qualquer cidadão. Antes de veicular uma informação, é preciso averiguar os fatos para não correr o risco de publicar inverdades”, destaca a Secretária Solange Pagani.

Vale ressaltar que o mapa apresentado pelo site era apenas uma concepção e que na elaboração do projeto final, a calçada até o heliponto não foi incluída na obra, a planilha orçamentária contempla apenas 107,27 m² de calçadas. Mas como mostra o mesmo mapa, o trecho com guarda-corpo e paver é de 30,65 m², entre os dois quiosques, na área central do mirante, onde a concentração de visitantes é maior. As novas muretas de proteção receberam base em concreto e grade metálica inclinada, com altura total de 1,2 metros. No restante, a execução é em tela eletro soldada, com extensão total de 200 metros (tratamento anti corrosivo fixada em base de concreto armado) e altura de 2 metros para evitar risco de quedas dos visitantes.

Em release encaminhado em março para a imprensa, foi informado alguns dos itens inclusos na obra, além do guarda-corpo e tela: reforma nos sanitários (incluindo revisão da instalação hidrosanitária), sistema de iluminação, sete lixeiras especiais anti-animais para evitar o acesso de cães e animais silvestres, como os famosos quatis (o desenho apresentado no site é apenas ilustrativo, segue a foto em anexo das lixeiras), revisão de sete caixas de coleta de água pluvial (com colação de novas tampas em concreto), construção de heliponto, com dimensão de 625 m², no lado direito, com talude de grama em leiva.

Segue abaixo trechos da carta do empresário hoteleiros em Bom Jardim da Serra e presidente do Conselho Estadual de Turismo, Ivan Cascaes, que teve importante participação na obra através de sua defesa no conselho para a liberação dos recursos.

 

Ao São Joaquim On Line :

Não poderia me furtar de responder as críticas emitidas na matéria sobre o Mirante da Serra do Rio do Rastro, visto eu, Ivan Cascaes, ter pessoalmente  uma participação efetiva e podemos até dizer  sem falsa modéstia,  decisiva,   tanto na idealização do projeto como na luta para obtenção das verbas necessárias para a realização das duas obras  (Revitalização no Mirante da Serra do Rio do Rastro e da Plataforma de observação na curva do poste 55 ). A matéria  publicada sobre o Mirante da Serra do Rio do Rastro tem algumas contradições.

O autor demonstrou falta de orientação e conhecimento técnico quando se refere ao valor da obra como se fosse uma inacreditável verba de R$ 200 000,00 para realizar apenas 30 metros de cerca. Está no mínimo sendo injusto com o Estado e com a SDR.

Primeiro que a obra não se limita aos míseros  30 metros de cerca como o título em letras garrafais se refere. Segundo, não se trata de uma simples cerca, mais sim um guarda corpo executado em ferro  em base de concreto armado, com dimensionamento robusto e desing compatível com as normas de segurança, o que não custa nada barato  e trata-se de um material de excelente qualidade, necessária ao uso público no local, mesmo porque foi demolido o antigo muro de pedras e concreto com altura não compatível com o exigido pelo corpo de bombeiros, que era uma obra que impedia a visibilidade e levava aos usuários a transpô-lo para fazer fotos da serra do Rio do Rastro correndo risco de queda. Com o novo equipamento, que é vazado o usuário não precisa mais transpor o guarda corpo para conseguir o efeito fotográfico desejado, mesmo porque sua altura dificulta esta transposição.

Os banheiros ficaram em condição de uso e foi instalado um portão de ferro com tratamento anti- corrosivo e pintura a base de epóxi compatível a prova de vandalismo que vinha ocorrendo no local.

Execução de  cerca com  altura adequada,  oferecendo segurança necessária ao local que vai do guarda corpo até o final do heliporto, em aço eletro soldado com tratamento anti corrosivo fixada em base de concreto armado.

Execução de um heliporto  com elevação do nível do solo com pavimentação em concreto armado de alta resistência, obras de grama e cercamento também com as telas eletro soldadas. Cabe esclarecer que se não aproveitássemos a oportunidade de aceitar a verba que o estado poderia dispor, as aeronaves que fazem vôos panorâmicos continuariam a descer no meio dos usuários  onde se correria o risco de acidentes. Assim, hoje ela pode descer em local apropriado e protegido por cerca adequada.

Execução de um mastro de 30 metros de altura executado em aço com tratamento anti corrosivo e calculado para resistir a uma velocidade do vento de até 150 Km/hora. Para isso, teve que ser executado uma fundação dimensionada sobre rocha fraturada, localizada na extremidade do perau, sem poder usar detonações e se promover as ancoragens necessárias para resistir a esse esforço do vento com uma bandeira a 30 metros de altura. Em compensação, hoje, Bom Jardim da Serra tem o pavilhão nacional hasteado em um dos pontos mais altos do país. (Pelo que me consta no pico da bandeira não tem mastro nem bandeira)

Iluminação com refletores com lâmpadas Led na base do guarda corpo tornando o Mirante  com maior visibilidade  para quem está subindo a Serra. Foi recuperados boeiros e passeios em concreto armado.

Quanto a plataforma de observação da curva do poste 55 foi uma obra que ofereceu mais conforto e segurança aos turistas, pois está localizada no ponto mais propício a obtenção de fotos da Serra do Rio do Rastro. Quando não tinha a plataforma o turista ficava no meio da pista, correndo para o outro lado da pista a cada veiculo que trafegava no local. Hoje eles ficam  em segurança e conforto para levarem as lembranças da sua Majestade. Esta obra foi executada  toda em aço tratado contra a corrosão com fundação em concreto armado em um local de grande risco e dificuldade na sua execução.

Poderia me estender muito mais com detalhes de execução, projeto e outros componentes desta obra. Porém é visível  para qualquer pessoa de bom senso que as obras foram executadas com um  custo extremamente baixo para o estado e aproveito a oportunidade para parabenizar a SDR – São Joaquim pelo trabalho executado nesta concorrência, pois tenho conhecimento dos pedidos de reajustes dos empreiteiros e que foram negados pela SDR por força de lei.

Estas obras de revitalização do Mirante da Serra do Rio do Rastro se constituem em uma pequena parte do que sonhamos para a Serra do Rio do Rastro. Mas entre não fazer nada e fazer uma parte com os recursos que poderíamos conseguir no momento que surgiu a oportunidade,  preferimos realizar  esta pequena parte. Desta forma  promovemos maior segurança e conforto aos nossos turistas.

 Ivan Antonio Bertoncini Cascaes

Presidente do Conselho Estadual de Turismo

Hoteleiro da região serrana.

 

 

Related Articles

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close