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AIDS, entenda como ela realmente é

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Nesta segunda-feira, 1º de dezembro, em todo o mundo é lembrado o Dia Mundial Contra a Aids.

Em Santa Catarina, somente em 2013, a doença atingiu mais de 33,5 em cada cem mil pessoas em Santa Catarina. A fim de reforçar a importância do uso de preservativo e do teste rápido contra a doença, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC) e os municípios catarinenses unem-se para falar da importância da prevenção e do tratamento da doença. A data foi instituída pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1988 para conscientizar a todos sobre a pandemia de Aids no mundo e estimular o debate sobre a prevenção e tratamento.

O ano de 2014 marca os 30 anos da luta contra a Aids em Santa Catarina. “É um momento para se refletir sobre os avanços e desafios na prevenção, diagnóstico e tratamento, promovendo ações intergovernamentais em conjunto com toda a sociedade a fim de alterar o curso da epidemia”, pondera o diretor da Dive/SC, Eduardo Macário. “Além da prevenção, com o uso de preservativo, o diagnóstico precoce também é importante para conter o avanço da doença. Quanto mais cedo for descoberta a infecção, maior qualidade de vida terá o paciente e menor será o risco de transmissão”, afirma Macário.

Santa Catarina é segundo Estado do país com a maior taxa de detecção de novos casos de Aids: foram 33,5 novos casos por cem mil habitantes em 2013. Fica atrás apenas do Rio Grande do Sul. Dos 20 municípios do país com mais de 50 mil habitantes e com maiores taxas de detecção em 2013, oito são catarinenses: Itajaí, Balneário Camboriú, Rio do Sul, Camboriú, Biguaçu, São José, Florianópolis e Criciúma. O Estado também tem a quarta maior taxa de óbitos pela doença no Brasil, sendo registradas 7,8 mortes a cada cem mil habitantes.

A Dive chama atenção para o aumento na proporção de infecção entre jovens de 15 a 24 anos. Em 2010 foram detectados 166 novos casos. Em 2013, 247 pessoas foram diagnosticadas com a doença, a maioria (64%) homens. “Isto demonstra a necessidade de se reforçar as estratégias de prevenção nesta faixa etária, especialmente no uso do preservativo”, ressalta a gerente de Vigilância das DST, Aids e Hepatites Virais, Ingrid Bittencourt.

De acordo com a gerente, a mobilização também tem a meta de intensificar e incentivar o uso do teste rápido para a detecção do HIV nas unidades de saúde do Estado. Esse tipo de exame, que utiliza apenas uma gota de sangue do paciente, permite a detecção não só do HIV, mas de outras doenças, como a sífilis e hepatite dos tipos B e C. Os resultados são obtidos em menos de meia hora.

O uso de medicamentos de maneira profilática também é cada vez mais estimulado, seja quando ocorre contato com material biológico contaminado (exposição sexual ou relacionada ao trabalho – acidentes com material perfurocortante), na forma de profilaxia pós-exposição, ou na forma de profilaxia pré-exposição (quando a pessoa toma a medicação de maneira preventiva antes de se expor ao risco de transmissão, como ocorre entre os casais sorodiscordantes (um possui HIV e o outro não).

A Aids e o HIV

HIV é a sigla em inglês para o Vírus da Imunodeficiência Humana, responsável por causar a Aids. Após o contágio, a doença pode demorar até 10 anos para se manifestar. Dessa forma, a pessoa pode ser portadora do vírus sem desenvolver a doença.

O HIV é encontrado no sangue, no esperma, na secreção vaginal e no leite materno das pessoas infectadas pelo vírus, e mesmo sem apresentar sintomas pode ser transmitido durante relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação.

Ao desenvolver a Aids, o HIV começa um processo de destruição dos glóbulos brancos do organismo da pessoa doente. Como esses glóbulos brancos fazem parte do sistema de defesa dos seres humanos, sem eles o doente fica desprotegido e várias doenças oportunistas podem aparecer.

Como se pega o HIV:

– Fazendo sexo vaginal, oral ou anal sem camisinha, com alguém infectado;
– Compartilhando agulhas e seringas;
– Da mãe para o filho, durante a gravidez, no parto ou na amamentação;
– Através de transfusões de sangue contaminado pelo HIV. Daí a importância de só receber sangue testado para o HIV e outras doenças;
– Outra forma menos frequente de transmissão se dá através de materiais perfurocortantes contaminados pelo HIV, utilizados na aplicação de tatuagens, injeções, nos serviços de manicure e barbeiro (principalmente alicates, navalhas e lâminas de barbear), instrumentos odontológicos e cirúrgicos, entre outros.

A Aids não é transmitida em banhos de piscina, vasos sanitários, maçanetas, banco de ônibus, nem sentando ou pisando em locais quentes ou frios. Também não se pega através de abraços e apertos de mão.

Como evitar a Aids?

Usando sempre camisinha em qualquer tipo de relação sexual (anal, oral ou vaginal), seja homem com homem, mulher com mulher ou mulher com homem;
Não compartilhando agulhas ou seringas;
Recebendo somente transfusão de sangue testado;
Evitando contatos com objetos perfurocortantes não esterilizados.

 

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