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Luiz Henrique deve anunciar hoje os partidos que apoiam sua candidatura

Por Artur Hugen para a Redação São Joaquim Online

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O senador Luiz Henrique (PMDB-SC) deve anunciar hoje, (30) ás 15:00h em seu gabinete, os partidos que comporão a mesa, liderada por ele, para concorrer à presidência do Senado Federal.
Já o PMDB vai se reunir às 17h desta sexta-feira (30) para definir a candidatura do partido à Presidência do Senado.

Por enquanto, apenas o senador Luiz Henrique (SC) lançou seu nome oficialmente. O atual presidente, Renan Calheiros (AL), que também pode concorrer, defende que a maioria da bancada de 19 senadores escolha o candidato do partido.

Independentemente da posição do partido, o senador Luiz Henrique mantém sua posição.

— Vou à bancada propor que abra a questão. Caso contrário, não participarei da votação e vou me apresentar em Plenário. Como fundador e ex-presidente do MDB, tenho legitimidade — afirmou.

Ainda segundo Luiz Henrique, sua candidatura foi movida por um sentimento de necessidade de mudança no Parlamento:

— Não saí candidato por minha vontade. É um sentimento que perpassa todos os partidos. Lembrando Ulysses Guimarães, nós fomos eleitos para mudar. Ou mudamos ou merecemos ser mudados. Em 2012, recebi apelo do Renan e recuei em favor dele. Na ocasião, ele me disse que tinha projeto de ser candidato a governador em Alagoas. Eu, com espírito partidário que sempre tive, abri mão. Esse sentimento de mudança já estava lá atrás. Agora é irreversível. Não sou dono da candidatura, mas depositário da confiança da maioria dos senadores. E vou até o fim — afirmou.

Para o representante de Santa Catarina, não seria bom negócio para a legenda a derrota interna de um dos dois candidatos:

— Seria ruim se o PMDB derrotasse um dos dois candidatos porque ambos têm história no partido. Espero que o presidente Renan seja o condutor desse processo e que o partido diga que tem dois candidatos a presidente. Vai assumir aquele que for mais votado em Plenário. Esse é o encaminhamento democrático — afirmou.

Na mesma reunião, o PMDB deve definir também o líder de sua bancada na nova sessão legislativa.

Eleição

O presidente e demais integrantes da Mesa Diretora do Senado têm mandatos de dois anos. Todos serão eleitos em votação secreta no Plenário, por maioria simples de votos, com a presença da maioria absoluta (41) dos 81 senadores.

De acordo com o Regimento Interno do Senado, a composição da Mesa deve seguir, na medida do possível, a representação proporcional dos partidos e blocos parlamentares na Casa. Por essa regra, o PMDB, dono da maior bancada, deve indicar o presidente, o segundo-vice-presidente e o suplente de quarto-secretário. O PT, que tem 13 senadores, deve indicar o primeiro-vice-presidente e o segundo-secretário. O PSDB, com 11 parlamentares, ficaria com o nome para a primeira-secretaria.

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