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Após ser interditado hospital de São José do Cerrito,Estado apresenta alternativas e pode ter novas funções

São José do Cerrito_reunião e vistoria hospital_Foto Pablo Gomes_SDR Lages_1.jpg

 

Estado apresenta alternativas, e hospital de São José do Cerrito pode ter novas funções

 

Interditada desde o dia 15 de janeiro pela Vigilância Sanitária e acumulando dívidas que, somente em encargos trabalhistas dos funcionários, ultrapassam os R$ 90 mil, a Fundação Hospitalar de São José do Cerrito poderá ter novas funções em breve.

Por determinação do secretário estadual da Saúde, João Paulo Kleinubing, a gerente de Planejamento do Sistema Único de Saúde (SUS), Terezinha Serrano; e a gerente de Contratualização dos Serviços do SUS, Grace Ella Berenhauser; acompanhadas da gerente de Saúde da Secretaria do Desenvolvimento Regional de Lages, Camila Baccin, se reuniram na tarde desta quinta-feira com o prefeito Arno Tadeu Marian e a direção do hospital.

Deixando claro que não é atribuição do Estado impor ou decidir nada em relação à fundação hospitalar, mas auxiliar na busca por soluções, Terezinha e Grace orientaram as autoridades locais no sentido de utilizar o prédio, de boa estrutura e bem localizado, para outros fins sociais que beneficiem a comunidade, uma vez que manter o hospital, que conta com 22 leitos e atendia, em média, de 18 a 25 pacientes por mês, é uma possibilidade praticamente inviável.

_ Não estamos dizendo que precisa fechar, mas tem que sair da situação em que se encontra. Esse hospital não é referência para nenhum outro município, e se for para mantê-lo, tem que abrir 24 horas por dia, sete dias por semana, e fazer todos os investimentos necessários. O nível de atendimento é bem maior. A população não quer qualquer serviço, ela quer cada vez mais o melhor e precisa ter a segurança de que vai ser atendida sempre _, diz Terezinha.

 

Centro de Atenção Psicossocial (Caps) microrregional está entre os possíveis destinos

 

Várias alternativas foram discutidas, entre elas, a transformação do hospital em um pronto atendimento com horário estendido para a realização de pequenas cirurgias. Porém, como o município já conta com uma unidade central de saúde bem estruturada e que realiza justamente estes serviços, a hipótese foi praticamente descartada, estudando-se apenas a futura ampliação do horário de atendimento para o período noturno.

Outra possibilidade sugerida foi uma sala de estabilização, que contaria com equipamentos específicos e um técnico permanente para dar o primeiro atendimento a casos que podem se agravar até a chegada ao hospital mais próximo, no caso, em Lages, distante 40 quilômetros.

Residência terapêutica, casa-dia para idosos, entidade de assistência social e até uma instituição educacional entraram na pauta, mas a alternativa que mais agradou a prefeitura e a direção do hospital foi a destinação do prédio a um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) microrregional para o atendimento ambulatorial, e não de internação, a pacientes depressivos, neuróticos, ansiosos, esquizofrênicos e dependentes químicos.

 

Caps não mexe no cofre do município, mas decisão precisa ser conjunta

 

O Caps microrregional contaria com recursos do Ministério da Saúde para se adequar e pagar todos os custeios sem a necessidade de utilização de verba do município.

_ Essa região tem uma carência muito grande desse tipo de tratamento, e seria uma ótima destinação para a fundação hospitalar _, comenta Terezinha Serrano.

Na próxima semana, a gerência de Saúde da SDR Lages enviará a São José do Cerrito um profissional especializado para apresentar às autoridades locais todas as informações relativas ao Caps. Enquanto isso, a direção do hospital e a prefeitura irão definir de que forma o prédio poderá passar para o município.

_ As cidades de Correia Pinto e Ponte Alta também estão cogitadas para receber o Caps, e agora São José do Cerrito aparece como possível candidato. É uma boa alternativa para o município. Mas não posso tomar nenhuma decisão sozinha. Tudo precisa ser feito no colegiado dos secretários de Saúde _, explica Camila Baccin.

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