Crítica

Lei Orgânica de São Joaquim estabelece preferência às construções em pedras, incluindo calçadas e ruas

Calçadas em São Joaquim_

 

O bonito que é da gente!

A Lei Orgânica do município de São Joaquim estabelece em seu Capítulo VII sobre a Política de Desenvolvimento Urbano e Habitacional que as construções de calçadas e muros devem ser “preferencialmente de pedras”.

O capítulo ainda reza que a pavimentação das ruas da cidade deverá ser preferencialmente a de paralelepípedos (pedras) diferentemente do que está sendo implantando pelo Projeto Acorde na revitalização das ruas de São Joaquim que está utilizando concreto e descartando os velhos e eternos meios-fios de pedra.

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O Projeto Acorde ainda prevê o soterramento dos paralelepípedos de pedra por uma famigerada camada asfáltica sem dar chances ao município de reaproveitamento das pedras.

Um crime contra a Lei Orgânica: Pode-se assim interpretar!

Calçadas em São Joaquim
Calçada de entrada para o Climaterra respeitou e seguiu à risca a Lei Orgânica do Município de São Joaquim. O restaurante Vento Minuano também fez o mesmo assim como diversos comerciantes em São Joaquim…

 

 

Sobre a Lei Orgânica:

lei organica (3)

A Lei Orgânica foi redigida e publicada no ano de 1990 uma época de ouro e revolução política que tinha como Prefeito Rogério Tarzan Antunes da Silva e a Câmara de Vereadores que teve como autores da Lei Orgânica os Vereadores Luiz Antônio Goulart Nunes (Presidente), Inácio Domiciano da Rosa, Humberto Luiz Brighenti, Elson Antônio Coral, Angelita Goulart Camargo, Acácio Flores Nunes, José Albus Schilisting, Natália Martorano Salvador, Raul Antônio Fávero, Sebastião Alano Neto e Elson Kiotaka Outuki… Este último se tratava de um gênio que mais tarde se tornou escultor fazendo maravilhas com as pedras de São Joaquim e posteriormente deu a sua vida em prol do seu trabalho morrendo em um acidente de trabalho enquanto talhava uma pedra em forma de anjo. Mais tarde seu conjunto de obras de esculturas de pedra foi foi em grande parte destruído após uma detonação de uma obra do Estado através da SDR de São Joaquim no mirante dos pinheiros.

 

Se ainda estivesse vivo Elson Outuki lutaria com unhas e dentes para que o patrimônio de pedra se mantivesse também vivo para a comunidade joaquinense.

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9 thoughts on “Lei Orgânica de São Joaquim estabelece preferência às construções em pedras, incluindo calçadas e ruas”

  1. Ainda temos lanchonete no centro sem banheiro aos clientes.Banheiro público não funciona,fora de são Joaquim cidade pequena oferece banheiro público aos visitantes com uma funcionária sempre ali cuidando da limpeza e até impedindo que entrem pra fazer baderna .Porque em São joaquim não funciona direito?Funcionários a prefeitura tem .Fico triste quando vejo isso com nossa terra amada.

  2. Agora nos temos que comecar a fiscalisar os muquifos que esta cidade tem, nao moro mais em sao Joaquim , quero somente ajudar , buteco sem banheiro , lanchonetes sem estrura .zonas a noite onde o crime se organiza construções em cima das calçadas. Parece que nao tem vigilncia sanitari, fiscalizacao bombeiros , fiscalizacao prefeitura . A noite e uma baderna moto correndo carros em disparada . Nao tem administração pública
    ,

  3. Meus parabéns CIDADÃO JOAQUINENSE. Você pensa como eu, mas infelizmente tem pessoas que vivem na idade da (PEDRA) literalmente. Matéria prima, seria ideal as pedras, mas se pensando em acessibilidade o melhor é como está sendo feito, vocês querendo ou não.

  4. Gostaria de alertar que: como um cego e cadeirantes vão andar em calçadas de pedra? Acho que de acordo com a ABNT, tem de ser calçadas onde todas as pessoas, inclusive com deficiências possam andar com segurança. Estão pensando somente no turismo.

  5. Visitei Bom Jardim da Serra na última semana. Acho muito importante a valorização da cultura local, neste caso utilizando a pedra nos elementos arquitetônicos da cidade. Porém, a acessibilidade deve ser considerada no espaço urbano, e as lajotas de concreto com piso tátil, quando colocados de maneira correta representam a melhor solução. Percebo que alguns municípios padronizam as calçadas, mas inviabilizam a acessibilidade com postes, lixeiras, placas e até floreiras colocadas de forma inadequada. Ainda mais preocupante é o corte de árvores, prejudicando a arborização da cidade e a preservação do patrimônio natural da Serra. Isso é um retrocesso, num país que está sofrendo as consequências do uso indiscriminado dos recursos naturais.

  6. quando esta lei orgânica foi criada em 1990 pouco se pensava em acessibilidade
    me indigna que em 2015 ainda existam pessoas que não pensam em facilitar a vida de nossos irmãos com necessidades especiais, já não basta a batalha diária de um cadeirante para se locomover ainda querem que estes andem por calçadas e ruas de pedras.
    eu de fato não consigo entender, vamos pensar em desenvolver e atualizar nossa cidade e não em seguir oque pensavam à 25 anos, sendo que uma cidade desenvolvida só existe quando nela habitam cidadãos desenvolvidos, com mente aberta e sujeitos a mudanças.
    desde já agradeço a atenção

  7. O verdadeiro jeito certo, é o que torne as ruas e calçadas viáveis e transitáveis,desde que seja bem feito, até mesmo o chão batido seria aceitável,temos ruas centrais como a Murilo Bortoluzi,Marcos Batista que ainda são de pedra, mias são vergonhosamente feias e em péssimas condições,nos pontos onde existem calçadas de pedra, cadeirantes e carrinhos de bebê são impossibilitados de circular. Eu como integrante do povo,só quero o exencial e em boas condições.

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