Lages

Câmara se une a cardiologistas em busca de serviço de cirurgia cardíaca em Lages

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Câmara se une a cardiologistas em busca de serviço de cirurgia cardíaca em Lages

 

Na sessão deliberativa de terça-feira (10), os vereadores aprovaram por unanimidade o requerimento 007/2015, de autoria de todos os parlamentares para a realização de sessão especial no dia 03 de março, às 20h onde será discutida a implantação do Serviço de Cirurgia Cardíaca em Lages.

O processo para a implantação do serviço de alta complexidade já está bastante evoluído afirma o diretor do Planalto da Sociedade Brasileira de Cardiologia de Santa Catarina, médico cardiologista, Alexandre David Ribeiro.

Em visita à Câmara na noite de segunda-feira (09), ele destacou ao presidente do Legislativo, vereador Adilson Appolinário e aos membros da Comissão de Saúde da Casa, vereadora Aida Hoffer e vereadores Juliano Polese e Elói Bassin, que os cerca de 20 profissionais cardiologistas de Lages uniram esforços para a implantação do serviço no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres. “Existe a possibilidade e a vontade de fazer as cirurgias cardíacas aqui em Lages. A UTI tem condições técnicas de realizar o pós-operatório, além de termos equipe técnica qualificada”.

Para que o serviço comece efetivamente a funcionar e consequentemente traga à cidade a referência em cardiologia existem alguns entraves a serem resolvidos, como por exemplo, a compra de alguns equipamentos necessários para a realização da primeira cirurgia cardíaca para que então, possa ser solicitado ao Ministério da Saúde o credenciamento do serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “O SUS não credencia serviços que não existem. Por tanto, precisamos nos unir para realizarmos a primeira cirurgia e então, darmos sequencia ao processo de credenciamento”, diz o cardiologista.

Dispostos a viabilizar o atendimento em Lages, os profissionais cardiologistas, pertencentes ao corpo clínico dos hospitais Nossa Senhora dos Prazeres e Tereza Ramos, representados por Alexandre, entregaram aos vereadores, documento encaminhado ao governador do Estado de Santa Catarina, Raimundo Colombo, onde expõem que as dificuldades inerentes à saúde, como: Superlotação, sucateamento, insuficiência de leitos, falta de insumos, somados a fatores psicológicos, risco de transporte de pacientes e utilização de ambulâncias do Samu para transportes intermunicipais, interferem diretamente no sucesso dos procedimentos realizados. “A distância de 130Km, entre Lages e Rio do Sul onde temos nossa referência no Hospital Regional Alto Vale, torna-se uma fator determinante entre a vida e a morte”.

No documento, os profissionais levam ao conhecimento do governador, o fato de Lages já dispor de equipamentos que atualmente não se encontram organizados, e por consequência estão sub-utilizados, mas que se destinam ao diagnóstico cardiológico. Em Lages, de acordo com Alexandre, encontra-se o equipamento mais sofisticado, único para a realização de tomografia coronariana em Santa Catarina.

Além disso, o médico revela que as cirurgias serão realizadas por três cirurgiões cardíacos, pertencentes ao corpo clínico do hospital de Rio do Sul ( que já foram aprovados e realizarão em Lages, cirurgias cardíacas de revascularização miocárdica, troca valvar e implante de marca-passo definitivo. “Quem ganha com isso é a população que vai deixar de andar na estrada, vai poder realizar o procedimento cirúrgico perto de casa e, comprovadamente sabemos que o fator psicológico interfere diretamente na recuperação do paciente”.

Ao governador é solicitada a abertura de um canal de comunicação junto à Secretaria de Estado da Saúde para que as exigências legais para formalização do atendimento de Alta Complexidade em Cardiologia em Lages sejam conhecidas e devidamente cumpridas.

Para a sessão especial na Câmara serão convidadas diversas autoridades municipais e estaduais ligadas ao serviço de saúde. “Agora que sabemos, depois de muitos anos lutando para a realização deste serviço em Lages que sua implantação é possível não vamos medir esforços para que dentro de alguns meses o primeiro procedimento esteja sendo realizado com sucesso”.

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