Política

Luiz Henrique defende sistema prisional catarinense

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Artur Hugen para Agência São Joaquim Online

O senador Luiz Henrique defendeu em plenário, na tarde desta segunda-feira (2), o sistema prisional de Joinville, onde a Penitenciária Industrial Jucemar Cesconetto se destaca pelo tratamento humano e pela perspectiva de reintegração social que oferece, por meio da educação e do trabalho.

Instalada numa área de 12.000 metros quadrados e inaugurada em 2005, a penitenciária de Joinville foi a primeira do Estado e uma das primeiras do país a ser administrada pelo sistema de cogestão. Foi construída e equipada pelo governo estadual, mas é administrada pela iniciativa privada.

– A excelência da gestão da penitenciária de Joinville se reflete em números nesses dez anos de funcionamento: no primeiro semestre de 2014, a reincidência foi de apenas 8%, a grande maioria por furto e roubo – destacou.

O mais importante: em Joinville, dois terços dos presos trabalham e um terço estuda. Do total de 666 presos, cerca de 200 fazem pelo menos algum curso na penitenciária. Eles podem optar pelo ensino regular – 60% têm no máximo o ensino fundamental – ou por cursos profissionalizantes, como montagem de computador, eletricista, garçom e auxiliar de manutenção predial.

– Com o apoio da associação empresarial de Joinville, 18 empresas, entre elas Tigre (de tubos e conexões) e Ciser (de parafusos e porcas), montaram ilhas de trabalho na prisão. A prefeitura também oferece vagas para trabalhos em obras e serviços na cidade. No total, 384 presos trabalham em canteiros na penitenciária e outros 20 foram autorizados pela Justiça a trabalhar fora da prisão, com registro em carteira, a convite das próprias empresas – disse o senador.

O sucesso de Joinville levou o governo catarinense a criar mais três unidades semelhantes no Estado, em Itajaí, Tubarão e Lages. E éobjeto de reportagens no Brasil e no Exterior.

– Resumindo, são quatro os pilares essenciais que eu defendo e que foram implantadas em Joinville para a reabilitação e a reintegração dos detentos no retorno à liberdade: cogestão compartilhada com a iniciativa privada; tratamento humano aos prisioneiros; educação profissionalizante e trabalho – finalizou, dizendo que esse é um caminho que deveria ser seguido em todas as administrações carcerárias do país. ”

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