Política

Em Brasília, governador Colombo entrega reivindicações do setor de transporte de cargas para o governo federal

Colombo

Artur Hugen para Agência São Joaquim Online

O governador Raimundo Colombo participou na tarde desta quarta-feira, 4, em Brasília, de audiência com o secretário-geral da Presidência da República, Miguel Rossetto. O encontro atende a um pedido de empresários e representantes do setor de transporte de cargas de Santa Catarina, que buscaram junto ao governador apoio para ampliar o diálogo com o governo federal

“Eu assumi um compromisso com os líderes do movimento dos caminhoneiros de trazer o pleito que me foi apresentado. E decidi fazer isso pessoalmente. Desde o início do movimento, conversei muito com o ministro Miguel Rosseto e estamos trabalhando para ajudar no máximo que pudermos”, afirmou Colombo após entregar o documento.

Na próxima semana, deverá ser realizada uma nova reunião em Brasília entre representantes do governo federal e do movimento dos caminhoneiros. Entre as reivindicações apresentadas pela categoria estão questões como a redução do preço do diesel, que tem um peso significativo no custo do frete.

“Trata-se de setor de qualidade que ajuda bastante o Brasil e está enfrentando sérias dificuldades, com um custo de trabalho muito grande. É preciso buscar alternativas para tentar evoluir e dar segurança para essa categoria. Como Governo do Estado, vamos também procurar as empresas de Santa Catarina para ajudar a buscar uma fórmula que melhore essa situação e essa relação”, acrescentou Colombo.

O governador reconheceu a urgência necessária para aprofundar o debate. “O setor está com dificuldades operacionais. Não atendê-los, não encontrar uma alternativa, significa agravar a situação. E o Brasil depende fundamentalmente do vetor rodoviário. Todo mundo viu o que aconteceu e não quer que aconteça novamente. Por isso, é importante negociar e construir um cenário. Da minha parte, o que eu puder ajudar e colaborar, eu vou fazer”, ressaltou após o encontro com o ministro Rossetto.

Em Santa Catarina, o Governo do Estado manteve a cúpula da Segurança trabalhando de forma integrada durante as manifestações dos caminhoneiros: o Gabinete de Gestão Integrada Estadual foi ativado, permanecendo em operação constante desde o início do movimento. A Polícia Militar Rodoviária e Polícia Rodoviária Federal chegaram a organizar corredores especiais para o deslocamento em comboio dos caminhões. Desde terça-feira, 3, não foram mais registrados bloqueios nas rodovias catarinenses.

Em Brasília, nesta quarta, o governador Colombo também esteve reunido com o senador Luiz Henrique da Silveira e com o secretário executivo de Articulação Nacional, Acélio Casagrande, e secretária adjunta, Lourdes Martini.

Lei dos Caminhoneiros

Também contribuiu para o fim dos bloqueios nas estradas a sanção pela presidente Dilma Rousseff na segunda-feira, 2, da nova Lei dos Caminhoneiros. A sanção integral da lei significa o cumprimento de uma das principais propostas do acordo negociado pelo governo no dia 25 de fevereiro, para destravar o impasse entre representantes dos empresários e dos motoristas. O texto organiza a atividade dos motoristas profissionais ao definir jornada de trabalho, formação, seguro por acidente, atendimento de saúde e tempo de descanso e repouso.

Um dos destaques da nova regra é o pedágio gratuito por eixo suspenso para caminhões vazios. A lei também define o perdão das multas por excesso de peso dos caminhões recebidas nos últimos dois anos e muda a responsabilidade sobre o prejuízo. A partir de agora, os embarcadores da carga, ou seja, os contratantes do frete serão responsabilizados pelo excesso de peso e transbordamento de carga. A lei garante também a ampliação de pontos de parada para caminhoneiros.

O governo federal anunciou ainda que tomará as medidas necessárias para permitir a prorrogação por 12 meses das parcelas de financiamentos de caminhões adquiridos por caminhoneiros autônomos e microempresários, por meio dos programas ProCaminhoneiro e Finame, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

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