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Luiz Henrique propôs ao governo programa para diversificar os transportes de cargas

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Artur Hugen para Agência São Joaquim Online

O senador Luiz Henrique (PMDB-SC) sugeriu ao governo – como solução a longo prazo para a grave crise do transporte rodoviário de cargas, a elaboração de um programa de intermodalidade que englobe: cabotagem marítima, ferrovias e hidrovias. A ideia é desafogar a malha rodoviária brasileira e melhorar as condições de trabalho dos caminhoneiros.

A propor a nova política de modais de transportes de cargas durante audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CNA), Luiz Henrique assinalou a necessidade dessa diversificação em função do gigantismo continental do Brasil “que obriga os caminhoneiros a um desgastante passeio de mercadorias para abastecer a população”.

– Nós precisamos de transporte de cabotagem marítimo, de transporte ferroviário a longa distância. Temos que aproveitar nossa malha hidroviária para o transporte aquaviário”, apelou o senador.

Para implementar sua proposta, ele sugeriu ao governo a criação de um programa de investimentos que atraia parceiros internacionais, como a China, que já acena nesse sentido para a Argentina. Ele lembrou que os chineses têm capital e empresas interessadas em investir em modais, assim como há empresas nacionais competentes no ramo.

– Então, é preciso que o Brasil estabeleça no longo prazo, mas não muito longo, uma política de intermodalidade de transporte. E, de outro lado, uma política de recuperação, de duplicação, de triplicação ou mais da malha rodoviária brasileira completamente sucateada”, propôs o senador.

Ele observou que, enquanto em outros países a política de intermodalidade de transporte normalmente consagra o transporte rodoviário para distâncias de no máximo 300 quilômetros, no Brasil os caminhoneiros percorrem distâncias enormes: pegam uma carga no sul para levar ao norte do país por falta de outras modalidades de transportes.

Como exemplo citou sua cidade, Joinville – sede da maior fábrica de geladeiras do mundo, cujos componentes saem de todo o país pelas rodovias para atender um estado do sul. Da mesma forma, disse que os eletrodomésticos das marcas Consul e Brastemp saem de Joinville para abastecer o comércio lá de Cruzeiro do Sul, no Acre

Ao destacar que o Brasil possui 7,2 mil quilômetros de costa marítima, exatamente a mesma extensão da muralha da China, Luiz Henrique lamentou que o Brasil tenha revogado o transporte marítimo de cabotagem – “tão essencial para restabelecer as rotas de comércio sul/norte, sul/norte/nordeste”.

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