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Problema Social – São Joaquim já tem mais de uma dezena de moradores de rua

A Cidade de São Joaquim convive com uma expansão populacional nada animadora se tratando da quantidade de moradores de rua que habitam em locais públicos dentro do gélido município.

Os pontos mais comuns, onde costuma a estar abrigados, é no terminal Rodoviário Pedro Mattos, debaixo do Hospital Sagrado Coração de Jesus, no Belvedere e na concha acústica da Praça Cesário Amarante.

Muitas pessoas relataram medo ao passar pelos andarilhos, muitos deles consomem bebidas alcoólicas o que os torna um pouco invasivos, mas alguns vieram apenas pela oportunidade de trabalhar na safra da maçã.

Eles provém de vários estados do Brasil como Bahia, Minas Gerais, Maranhão, Rio Grande do Sul e São Paulo, chagam em São Joaquim com recursos escassos e até o início da safra da maçã ficam dormindo em locais públicos.

Homem dorme debaixo de árvore no Belvedere – escadaria

Alguns deles chegaram a relatar que foram trazidos por empresas de cultivo de maçã e que se dispersaram do resto dos contratados para a colheita por terem sido demitido sumariamente.

-“Fui contratado por uma empresa, mas fui mandado embora e não me devolveram a minha carteira de trabalho. Agora espero uma chance de voltar para casa ou então arrumar outro emprego.” Disse um dos andarilhos.

A Secretaria de Assistência social respondeu que está trabalhando no âmbito de resolver este grave problema social engendrado em São Joaquim mediante a busca de mão-de-obra para a colheita da maçã:

-“A Assistência Social se mobilizou no âmbito de tentar resolver este problema social, estamos pagando uma pousada para que estes andarilhos possam ficar hospedados, por no máximo até cinco dias, para que, desta forma, possam conversar com as empresas e se estabelecerem para a colheita da maçã. Outra forma de ajuda da Secretaria de Assistência Social é oferecer passagens para que estes andarilhos possam voltar a sua cidade de origem.” Revelou a Secretária Municipal de Assistência Social Marilda dos Santos.
A Assistência Social ainda enfatizou que tal problema gera também um dilema social, trabalhista e de segurança pública:

-“O apelo é que estas empresas, que trazem ou atraem esta mão-de-obra de outros estados que ofereçam as condições favoráveis para estas pessoas, deveriam trazer eles e levá-los de volta na data específica da colheita, que seja tudo minuciosamente organizado para alojar e alimentar… É ruim trazer e deixar eles à merce da sorte, isto é desumano. Além do mais, o trabalho deve ser feito em parceria com a polícia, pois são pessoas que não se sabe qual a origem” enfatizou a Secretaria de Assistência Social.

A resistência

Muitos dos moradores de rua resistem em receber auxílio social e chegam, muitas vezes, a fugir da hospedaria onde são alocados. Outros nem sequer aceitam tal proposta.

Também é comum vê-los pedindo esmolas pelas ruas ou procurando algum tipo de emprego.

O frio mortal

A cidade de São Joaquim tem um longo histórico de moradores de rua que morreram por hipotermia (congelados) durante as tenebrosas e gélidas madrugadas durante o outono e inverno.

As assistentes sociais do município calculam que existe mais de uma dezena de moradores de rua em São Joaquim hoje e que este número ainda poderá aumentar entre o início e o término da colheita.

 

 

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