Prefeitos fecham consenso pela conclusão e operacionalização do aeroporto regional

por São Joaquim Online 1

“Somos gratos pelo apoio e os investimentos que o governo do Estado está fazendo na Serra Catarinense. Mas ainda somos a região menos desenvolvida do Estado e sabemos que alguns gargalos impedem nosso desenvolvimento. Como este aeroporto que está em construção há 17 anos e ainda não entrou em funcionamento. Essa é sem dúvidas a maior necessidade hoje da nossa região”.

O desabafo é do presidente da Amures, prefeito de Otacílio Costa Luiz Carlos Xavier, que conduziu na tarde desta sexta-feira (12), assembleia de prefeitos com a presença de mais de 100 pessoas, no salão principal do Aeroporto Regional do Planalto Serrano, em Correia Pinto. A reunião serviu para unir os prefeitos e reforçar as cobranças para que o aeroporto entre em operação, ainda este ano.

O prefeito Celso Rogério Alves Ribeiro agradeceu ao presidente da Amures por ter aceito convite de incluir a assembleia de prefeitos na programação dos de 35 anos de emancipação política e administrativa de Correia Pinto. E reforçou o pedido de engajamento dos prefeitos pela conclusão e operacionalização do aeroporto.

“Sabemos da intenção do governo de ajudar a realizar este sonho, mas já perdemos muito tempo e a região tem pressa para ver este aeroporto funcionando. Mais que pessoas, este aeroporto vai realizar um sonho de todos nós e ajudar a alavancar a economia da Serra Catarinense”, afirmou Celso Rogério Ribeiro.

O secretário de Estado de Assuntos Estratégicos César Souza Júnior e o secretário de Estado do Turismo Leonel Pavan que haviam confirmado presença para falar sobre as obras do aeroporto e as ações de fortalecimento do turismo na região, acabaram não comparecendo ao evento. Representando o governo do Estado, Walter Manfrói confirmou a reedição do Fundam este ano e pediu pressa dos prefeitos em agilizar projetos para receber os recursos.

Prevendo o grande número de pedidos de projetos a partir do Fundam, a Amures reforçou a equipe de engenharia e pretende inclusive firmar mais uma parceria com a Uniplac, através do curso de engenharia. Hoje, os 18 municípios da Serra Catarinense estão aptos a receber recursos do Fundam.

Após a reunião os prefeitos e convidados puderam conhecer a pista do aeroporto, num passeio de ônibus contratado pela prefeitura. Depois participaram de uma confraternização no salão com vista panorâmica do prédio, enquanto o aeroporto não entra em operação.

 

Região terá portal turístico modelo

 

Durante a reunião da Amures foi apresentado aos prefeitos algumas ações que estão sendo realizadas através do Conselho de Turismo da Serra Catarinense – Conserra, entidade em tem participação tanto da iniciativa privada quanto de órgãos públicos.

O presidente da entidade Daniel Klein disse que o objetivo do Conselho é desenvolver o turismo de forma integrada e sustentável. “O turismo está presente em mais de 52 setores da economia e impacta atualmente, na geração de mais de 50 mil empregos diretos e indiretos na região”, disse.

O planejamento turístico da região apresentado aos prefeitos demonstrou que a parceria público privada é a palavra chave para alavancar esta atividade econômica. É nesse contexto que o assessor de imprensa da Amures Onéris Lopes está desenvolvendo um portal turístico que colocará a região na vitrine do turismo brasileiro. Com imagens de pontos turísticos, pousadas, hotéis e restaurantes em 360 graus, a proposta consiste em fazer com que o turista interaja ao consultar pela internet os atrativos da Serra Catarinense.

Esta nova ferramenta será colocada no ar em breve, com uma campanha de promoção dos atrativos turísticos da Serra Catarinense. O presidente da Amures disse que o portal turístico será mais um reforço importante para ajudar a promover a economia dos municípios. “ Turismo, aeroporto, infraestrutura das cidades através do Fundam tudo move nossa economia e estamos convictos de que estamos no caminho certo”, reiterou Luiz Carlos Xavier.

 

Aeroporto de Correia Pinto (1)

Linha do tempo do Aeroporto Regional

 

Foi em 1999 que a empresária Isabel Baggio e o comandante de aeronave Ricardo Sell Wagner entregaram ao então prefeito de Correia Pinto Demerval Batista solicitação de demanda de um aeroporto na localidade de Águas Sulfurosas.

 

Em 2002 é lançado o edital para construção da primeira etapa. Em 4 de janeiro são abertas as propostas das empresas concorrentes e na primeira etapa o investimento foi de R$ 15.891.214,44.

 

Em 2003 as obras sofrem a primeira paralisação e o serviço de terraplanagem que estavam em 70% é ameaçado de se perder.

 

Em 2004 as obras foram lentamente retomadas.

 

Em 2006 uma nova paralisação freia o ritmo das obras.

 

Só em 2007 é concluída a primeira etapa e dado início a segunda etapa da construção do aeroporto compreendido pelo acesso, terminais de passageiros e cargas, casa de força e dentre outras estruturas, a instalação de rede de água e esgoto.

 

Em 2009 uma nova paralisação travou o andamento da obra, que ficou mais de 500 dias sem uma única edificação nova.

 

Em 2010 a obra é retomada novamente

 

Em 2011 o governo do Estado libera R$ 600 mil e o governo federal mais R$ 1.6 milhão totalizando R$ 2 milhões para uma nova retomada.

 

Em 2012 é empregado um novo ritmo às obras com instalação da rede elétrica, hidráulica e aquisição dos equipamentos de balizamento noturno. O governador Raimundo Colombo assina ordem de serviço para pavimentação do acesso até a BR-116.

 

Em 2013 inicia a construção do trevo de acesso ao aeroporto e a instalação da esteira de transporte de bagagens e preparação da área de estacionamento aos usuários.

 

Em 2014 o aeroporto recebe a instalação da rede de alta tensão, sinalização de pista e estrutura da rede de telefonia. A estrutura do prédio começa a deteriorar e precisa de reparos. O investimento total neste ano no aeroporto atinge os R$ 43 milhões.

 

Em 2016 o aeroporto recebe a sinalização de balizamento noturno da pista, farol de aeródromo, biruta iluminada, casa de força, sistema de radionavegação, estação de rádio, meteorológica e sistema de luzes na cabeceira de pista

 

Em março deste ano, o gerente de Expansão de Infraestrutura da Infraero, Uelinton Rodrigo Wenceslau e sua equipe fazem uma vistoria no aeroporto e apontam pequenos ajustes necessários para que o aeroporto passe pelo processo de homologação da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC. E indicam que em quatro meses é possível superar a burocracia e por definitivamente o aeroporto em operação.

 

Por Oneris Lopes 

Comentários (1)

  1. Depois de anos e milhões gastos, a pista construída em Correia Pinto é de apenas 1.600m, ou seja, para turboélices de 70 passageiros, lamentavelmente só 70 metros maior que o de Lages. A Serra necessita de um pista/aeroporto para receber, sem restrição operacional, os jatos regionais da segunda geração que acomodam 144 passageiros em média. Correia Pinto precisa, no mínimo, pista de 2.200 x 45 metros!!! Também não adianta construir pista de 1.300m como a de São Joaquim, porque um turboélice de 70 passageiros necessita 1367m para decolar ao nível do mar, e muito mais em cima da serra. Em pleno século 21 é inadmissível que um aeroporto (Correia Pinto e São Joaquim) não opere voo por instrumento GPS. Aeroporto sem voo por instrumento GPS não é aeroporto, é um simples aeródromo sem infraestrutura aeroportuária. A falta de um aeroporto moderno e atual na serra manterá as mazelas do isolamento por falta de facilidades proporcionada pelo modal aéreo. Saudações,

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