Política

Coruja e a dívida pública do Estado – “Quando não se tem argumento para o debate, publica-se uma nota oficial”.

O deputado Fernando Coruja voltou ao assunto da dívida pública do governo estadual, que estava em R$33 bilhões no final de 2016 e que sofrerá um aumento significativo com o empréstimo aprovado pela Assembleia de R$ 1,5 bilhão, com parte para o Fundam2, e o restante para viabilizar obras atrasadas do Pacto por Santa Catarina. Na tribuna da Assembleia, comentou a nota oficial sobre o assunto, publicada pela secretaria de Fazenda do Estado, dizendo que ” isso se tornou rotina, em nosso país –  quando não se tem argumento para debater a questão, publica-se uma Nota Oficial”.

Para Coruja, o argumento que compara a dívida catarinense com a de outros Estados equivale a dizer “eu devo, mas meu vizinho deve mais” e disse que a capacidade de endividamento é relativa “porque se eu tenho uma casa em meu nome posso pegar emprestado o valor da casa, que é dada como garantia ao banco – só que posso perder a casa, se não pagar”.

Em relação ao argumento de que Santa Catarina foi protagonista de uma negociação das dívidas dos Estados com a União em 2016 e que desde que o acordo entrou em vigor, em agosto, o Estado já deixou de repassar mais de R$ 1 bilhão para a União, Coruja lembra  que em 2018 Santa Catarina terá que retomar os pagamentos.

Dizendo que o governo do Estado precisa cumprir com suas responsabilidades sociais, investindo em saúde, segurança e educação “e não diminuindo a alíquota de investimento no SC/Saúde, de 4,5% para 0,5% da parcela que o governo repassa, enquanto o usuário continuará pagando 4,5%”, Coruja citou que o governador esteve em Lages, na quinta-feira passada e surpreendeu-se com a informação de que estava faltando remédio no Hospital Tereza Ramos, dizendo “eu não sabia!”.  E continuou: “não sabia como?! se o assunto está diariamente na mídia catarinense ?”. Para Coruja, dizer que não sabia, virou a resposta padrão de governantes.

Coruja disse que vai continuar repetindo que “o governo não deve  tomar empréstimos que comprometam o futuro do Estado e ao contrário do que disse em sua Nota Oficial, que a evolução da dívida do Estado de SC não está entre as questões que exigem maior preocupação  e que o maior problema continua sendo a previdência, seguido da folha de pessoal, a prática tem demonstrado o contrário, já que recentemente concedeu aumentos estratosféricos a determinadas categorias de servidores”.

 

 

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