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Por uma História da Natureza

Por GIL KARLOS FERRI | Mestrando em História – UFFS

Imagem Epagri São Joaquim

A história é uma das mais amplas áreas do conhecimento, podendo se ocupar do entendimento de todas as atividades humanas ao longo do tempo. Uma das possibilidades para se entender o passado é através da História Ambiental, um viés de pesquisa que articula as ciências naturais com as ciências humanas, e considera o meio ambiente como agente ativo na história, visto que as pessoas organizam suas vidas relacionando-se com o mundo natural. 

Assim como toda narrativa, a análise socioambiental é resultado de seu tempo. As reinvindicações mundiais pela preservação ambiental influenciaram a formalização de uma história conectada aos anseios atuais da humanidade. Deste modo, procurou-se repensar as relações as pessoas e a natureza, considerando os impactos dessas interações em diferentes épocas, ecossistemas e sociedades. 

Um conceito-chave para compreendermos a história do meio ambiente é a paisagem, pois a terra é um documento histórico carregado de informações. No caso da Mata Atlântica catarinense, por exemplo, suas florestas originais foram alteradas pela ação antrópica, que modifica ainda hoje, inadvertidamente, este bioma. É chegada a hora de compreendermos nosso passado de devastação, para valorizarmos e preservamos a natureza que ainda possuímos.

É pertinente lembrarmos que fenômenos como desflorestamento e alterações climáticas sempre existiram, pois o planeta já passou por incontáveis transformações ao longo do tempo. Porém, o que está mudando é a intensidade e a amplitude dos fenômenos, sendo que alguns são ocasionados e/ou acelerados por ações antrópicas.  Diante da gravidade desta situação, e considerando que a vida na Terra existe por um instável consentimento geológico, a questão principal seria: e a espécie humana, sobreviverá às mudanças do planeta? Certamente não teremos tão cedo essa resposta, apenas, na melhor das hipóteses, ecos de um passado que pode alertar e instruir a humanidade.  

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