Política

Em sessão solene, trade turístico mostra preocupação e pede avanços no setor

Durante a sessão solene no início desta semana, que comemorou os dias nacional e mundial do Turismo, celebrados em 8 de março e 27 de setembro respectivamente, o deputado Herculano Passos (PSD-SP) afirmou que é necessária a potencialização do segmento no Brasil. Para ele, isso resultaria na geração de empregos e no crescimento da economia.

O deputado, que também é presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo (FrenTur) e foi autor do requerimento para a solenidade, lamentou ainda os reflexos da situação da segurança pública no País. “A fragilidade divulgada afasta turistas estrangeiros a virem ao Brasil, e os próprios brasileiros deixam de viajar como antes”, disse.

O secretário-executivo do Ministério do Turismo, Alberto Alves, ressaltou a importância do trabalho da FrenTur e pediu atenção especial para aprovação do Projeto de Lei 2724/2015 e seus apensados, que tratam sobre a transformação da Embratur em agência, da abertura do capital das empresas aéreas (PL 7425/2017) e da modernização da Lei Geral do Turismo (PL 7413/2017). “Dependemos do Congresso para aprovar essas medidas e melhorar o ambiente de negócios, garantir o adequado posicionamento ante as transformações do setor, aprimorar a conectividade aérea e fortalecer a promoção do Brasil”.

As ações ostensivas da Frente em defesa do turismo também foram referendadas pelo professor Mário Beni, presidente do Conselho da Confederação Nacional do Turismo. “Com a Frente Parlamentar, comandada pelo deputado Herculano, o Congresso assume, pela primeira vez, uma atitude agressiva no sentido de orientar, de chamar a atenção e de juntar efetivamente a academia e as pessoas que veem no turismo uma perspectiva de desenvolvimento também no país”.

O diretor de Marketing e Relações Públicas da Embratur Walter Vasconcelos ressaltou os objetivos almejados para o turismo brasileiro nos próximos cinco anos. “Queremos passar dos 6,5 milhões de visitantes, do ano passado, para 12 milhões, em 2022, além de gerar 6 milhões de novos empregos. A receita vinda dos turistas estrangeiros poderá saltar de US$ 6 bilhões, em 2016, para US$ 19 bilhões, em 2022.”

Presidente Nacional da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Dilson Jathay Fonseca Junior, chamou a atenção para os altos custos do país. “Somos o país que tem a maior carga tributária do mundo no turismo. Assim fica muito difícil competirmos como destino turístico no mercado internacional”, lamentou.

Toni Sando, presidente executivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau, afirmou que confia no trabalho da FrenTur para ajudar a mudar o cenário do setor. “De 2014 para cá, já passaram quase 10 ministros pela pasta do turismo. Como se pode ter continuidade no planejamento de turismo, quando ele não é prioridade? Deputado Herculano, acredito que a Frente pode contribuir e estimular a mudança no rumo e na estratégia de uma política de Estado e não de uma política de governo, que vem sendo alterado a cada gestão e a cada conveniência”.

Artur Hugen, com texto e fotos da AI, Jane Santin/gabinete

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