Gastronomia profissional na mesa dos Joaquinenses
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Criatividade e ousadia. Estes são os principais ingredientes que a jovem gastrônoma Rafaela Yuke Yoshioka já leva para os pratos dos joaquinenses. No comando de 20 alunos auxiliares de cozinha no Caic ela trouxe da universidade um novo sabor para a gastronomia local sem tirar o gosto peculiar da cozinha serrana.
Rafaela explica que um dos objetivos do curso é “incrementar a tradição”. Molho de maçã na truta, espaguete ao molho de kiwi e torta de pinhão doce fazem parte das iguarias preparadas nas aulas.
Entre alguns pratos da nova mesa, velhos conhecidos se unem para estimular o sabor e se modernizar. É o caso do carreteiro contemporâneo, onde os mesmos ingredientes tradicionais recebem uma porção extra de pinhão moído e temperos. A paçoca de pinhão se junta à carne assada desfiada, que já era um prato bem conhecido dos tropeiros desde o início do século passado. E o sabor da moranga, que costuma arrancar suspiros dos turistas vem agora recheado com frescal ou charque, é parecido com o camarão na moranga do litoral e que se apresenta agora com uma decoração atraente e peculiar. Sem falar de receitas com carnes nobres, risotos, frutos do mar e muitos outros.
As aulas de gastronomia fazem parte do Projeto Profissionalizante do NEP (Núcleo de Ensino Profissional) realizado duas vezes por semana no Caic de São Joaquim. O programa iniciou seu primeiro módulo em março e se estendeu até julho deste ano, onde foram realizados os estudos básicos. De julho a dezembro acontece o módulo avançado, onde a cozinha requintada é estudada.
A elaboração dos novos sabores e decoração dos produtos é fundamental para cativar novos clientes e turistas que chegam para conhecer a Região, e que são a cada dia são mais exigentes e criteriosos. Para isso, o primeiro trabalho da Rafaela foi quebrar o receio da ousadia das alunas. Depois de provarem – e aprovarem as mudanças durante as degustações, ficou mais fácil para ela estimular a produção de novas iguarias. E deu certo!
Há um mês da conclusão do curso, o sabor e a apresentação dos pratos das quase formandas já é outro. Bom para elas, bom para o cliente, bom para o turismo de São Joaquim. A disputa pelas vagas do curso no ano que vem já começou. A gastronomia contemporânea da Serra Catarinense é realidade – e o turismo agradece.
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