Como se destruir uma variedade?

Temos o exemplo da Pêra William’s, que entre todas as variedades desta fruta é a mais aceita pelo consumidor do mundo todo. Ela é macia, cheirosa, doce, de textura agradável pelo paladar e tem uma forma típica das pêras a que a converte na rainha das frutas. Mais toda beleza tem seu sacrifício já que é muito sensível ao manuseio. Ela é exigente no beneficiamento; precisa ser colhida com uma pressão alta, ponto de colheita verde fisiológico e resfriada rapidamente. Não suporta ser armazenada em bins;  tem que ser embalada de imediato; embrulhada com papel sulfito e com sacos de polietileno dentro das caixas. Ela libera muito etileno o que justifica sua instabilidade após colhida. Da colheita ao consumidor ela passa por o transporte ao empaque, pelo resfriamento, processamento de classificação, resfriamento novamente, transporte, centro atacadista e para finalizar na gondola das fruteiras ou supermercados. Podemos notar que é muito processo para uma variedade tão delicada.

A consequência surgiu a estupida tecnologia. Aplicam a ela em câmaras frias um gás para bloquear dita maturação, ou seja, deixamo-la resistentes ao triste e incompetente manuseio das distintas etapas mencionadas. Estamos falando do MCP-1, gás que se aplica para inibir a produção de etileno dentro da fruta modificando assim sua própria fisiologia.

Ao final das contas chega ao mercado uma pera verde, firme e sem gosto. Logico que o consumidor perdeu seu atrativo e quem come uma pera nessas condições não compra mais e todas essas virtudes que comentamos no início da nota ficou para a história.

Nem o produtor e nem o consumidor tem culpa deste descaso e são os únicos prejudicados. Em outros países se proíbe o uso de agentes externos que modifiquem o estado natural dos vegetais.

AGRICULTURA BIODINAMICA

Na procura de uma resposta convincente das incógnitas surgida pela atividade da fruticultura, nos obriga a esclarecer conceitos básicos da nossa relação com a natureza e o futuro da humanidade. A responsabilidade é grande porque estamos gerando alimentos tirados de um médio natural, de um médio que não é nosso pero que o compartimos e é vital. Não conhecemos o caminho certo e por tanto buscamos nos identificar com diferentes filosofias de vida. Uma dessa filosofia que está surgindo agora nos debates dos agrônomos é a AGRICULTURA BIODINAMICA.

 

O que significa o termino “agricultura biodinâmica”?

O método de agricultura biodinâmico é desenvolvido desde 1922, a partir das indicações e conselhos dados pelo filósofo croata Rudolf Steiner, conhecido pela visão do mundo chamado «Antroposofía» o «Ciência Espiritual». O qualificativo «biodinâmico» significa que se trabalha com as energias que geram e mantem a vida. Este era o objetivo que procurava o primeiro grupo de agricultores que, animados por Rudolf Steiner, se dedicaram a experimentar sob o terreno a fim de verificar a validez do novo método. Eles denominaram como método «biodinâmico», partindo de duas palavras gregas: «bios», vida e «dynamis» energia. O uso da palavra «método» implica no só fabricar abonos de una nova forma (circunstancialmente orgânicos), se não fundamentalmente respeitar certos princípios para cuidar da salude da terra e das plantas, e para procurar una nutrição sadia para os animais e para o ser humano.

Maçã Perfeita

O nome comercial do clone perfeito é SWEETANGO. Estamos falando do cultivar de maçãSweeTango®Minneiska, criada na Universidade de Minessota, EUA, produto vem do cruzamento do cultivar Honeycrisp (mãe) com o cultivar Minnewasheta (paie foi colocada em plantio no ano de 2009 em alguns pomares dos Estados Unidos e Canada. O tipo e características deste cultivar foi um pedido de uma cooperativa de produtores de maçã, que queriam ter uma variedade da fruta com qualidades relevantes e que se destacassem das outras que se expõem no mercado mundial.

Pelos comentários, o objetivo foi alcançado, a fruta tem uma cor avermelhada intensa e viva, com lenticelas brancas que se destacam como contraste, de calibre médio a graúda e de alta produtividade. Suas células são grandes o que a faz da variedade mais crocante e de sabor como seu grande destaque, já que foi muitoelogiada em todos os testes públicos. Mais a principal estrela de elogios é que a variedade pode ser colhida 20 dias antes do início da colheita da Gala, virtude que a deixa comercialmente muito interessante.

A SWEETANGO é de marca registrada e sua exploração comercial será controlada e direcionada conforme interesses de seus proprietários. Para sua aquisição e os direitos de produção, o produtor deverá pagar um forte royalty, ainda assim, na Europa já se está plantanda.

Fonte: portalfruticola.com; freshplaza.com

Novo produto contra a escaldura

A INTI – Argentina (Instituto Nacional de Tecnologia Industrial) desenvolveu um produto natural a traves da proteína da soja que protege de distúrbios ocasionados na pele nos frutihorticolas. Para o caso preciso da maçã brasileira seria um tratamento para evitar a escaldadura superficial fisiológica. Dita proteína possui entre outros componentes o ácido ascórbico, forte antioxidante que evitaria a aparição deste distúrbio.

O procedimento já foi autorizado por resolução do Mecosur. Tratasse de um recobrimento superficial; é 100% natural, não afetando nem alterando as qualidades organolépticas.

O mesmo substituiria a difenilamina, etoxiquina e o MCP-1, produtos indispensáveis para evitar a escaldadura e de custos muito alto.

 

Esperemos que este projeto saia rapidamente do papel e seja utilizado nos packing-house na brevidade possível. Por ser um produto derivado da soja não justifica um alto valor monetário e assim poderemos diminuir o custo do beneficiamento da maçã. Consequentemente favorecerá assim o melhoramento da liquidação do produtor.

Produtores do Futuro.

O pomicultor, responsável pela produção do um dos mais importantes alimentos para o ser humano, passará por importantes modificações em seus costumes produtivas nos próximos anos. Se bem hoje o governo facilita todo tipo de comercialização visando o aumento da arrecadação de impostos, escapa da realidade que se questiona a nível mundial. Criar processos sustentáveis e ecologicamente corretos é o caminho certo.

Como foi mencionado em artículos anteriores, os produtores da Europa tem diminuído o uso de defensivos em um 50% nos últimos 30 anos. Brasil não acompanha essa tendência por em quanto, até que a maçã importada chegue com preços mais competitivos e se vejam na obrigação de encarrilar na tendência mundial. Segundo fontes da prensa europeia (*), no mês de Março se aprovará a compra da multinacional suíça Syngenta pela Chem-China. Esta última é uma empresa estatal chinesa que por médio de subsídios procura, com essa operação comercial, garantir uma tranquila produção nacional e paralelamente aumentar sua expansão capitalista pelo mundo.

Resumindo: em um futuro imediato os custos aumentaram e o mercado pagará menos de tal forma que a maçã perderá competência comercial seguido pela queda do poder aquisitivo do produtor de maçã. A sobrevivência dependerá da boa produtividade e qualidade dos nossos pomares, do melhoramento clonal e da pesquisa para encontrar melhores alternativas de sanidade.

 

 

(*) Fonte: Reuter / hortoinfo / freshpraza.es

Ponto turístico (Maçã)

Quem frequenta os supermercados convive com um verdadeiro passeio turístico. A estratégia destes estabelecimentos é forçar ao consumidor visitar todas as gôndolas provocando despertar o instinto de compra, ou seja, adquirir todo o que seja necessário. Podemos ver que padaria, açougue, lacticínios e fruti-horti-grangeiros estão em lugares bem distantes entre eles e ao se direcionar a qual queira, de necessidade primordial, passa por inúmeras tentações de produtos expostos.

O primeiro atrativo para incitar ao consumidor a se locomover é a “COR” donde a maçã joga um papel importante criando grandes parvas geralmente ao lado de outras de laranjas fazendo contrastes coloridos.

Uma vez “pescado” o consumidor se passa ao segundo atrativo que é a “QUANTIDADE” que ao ver o acumulo se pensa inconscientemente que existe uma grande procura. Já este individuo, perto da fruta,  está livre de pegar, apertar e cheirar que seria o terceiro atrativo.

Para o supermercadista pouco importa se o consumidor comprou pouco o muito porque as frutas não dão grandes faturamentos. O importante é satisfazer o instinto do cliente dando uma sensação de conforto do lugar e assim é mais fácil de cair nas redes da tentação.

Todo este mecanismo de marketing e logística é pouco interessante para o produtor de maçã já que não influi em nada no aumento do consumo de frutas. O livre comercio não respeita ao individuo em suas necessidades de sobrevivência senão que é um mero instrumento para um faturamento comercial.

O perfil do consumidor brasileiro é esse: ver, apreciar, testar e optar. A escolha passa sempre pelo tacto. Tem uma grande minoria que é diferente; não gosta de pegar um produto manuseado ou descartado por outra pessoa que estava na frente. Mais o supermercadista não pode impor uma conduta ao consumidor porque pode levar ao constrangimento ou simplesmente ao incomodo. Nos países de alto consumo a maçã é vendida em fruteira donde o atendente delicadamente coloca os frutos escolhidos pelo cliente numa sacola e os supermercados oferecem as maçãs fracionadas em sacolinhas ou bandejinhas.

Consumo de Maçã

O mercado mundial de maçã está bem organizado e com tendências já definidas donde os governos regionais se acomodam para transitar nesses caminhos assegurando um futuro tranqüilo e oneroso a exceção é Brasil e Argentina que não conseguem enxergar esses horizontes. Com respeito ao país vezinho sofre as conseqüências de longos anos de governos incompetentes que transformaram uma fruticultura exemplar numa atividade falida e sem futuro. Brasil cursa em trajetos da ingenuidade guiado por um mercado tecnológico e químico dominante, conseguindo construir grandes “elefantes brancos tecnológicos”, se convertendo em grande consumista de defensivos agravado por absurdas cargas tributaria que fazem um cenário produtivo de altos custos. As conseqüências estão à vista se comparamos nossa conjuntura com a realidade mundial.

A maçã é a segunda fruta mais consumida no mundo; só atrás da banana e nos produtos agrários esta 20° – Cana de açúcar, arroz, milho e trigo ocupam os primeiros lugares -. Se bem o consumo desta fruta em Europa está caindo em torno de 2% cada ano não é preocupante porque é um só numero estatístico já que as empresas produtoras estão investindo pesado nos países da Europa oriental aproveitando saborosos subsídios.

Os dados de consumo de maçã se dividem em dois grandes grupos; os países produtores que tem uma média de 10 quilos/per capita anual e países não produtores. No ultimo grupo cabe destacar que os países da África Ocidental que só no ano 2013 seu consumo aumentou 175% (fonte da CAFI-argentina) comparando com a África norte e oriental em 80%.  Poderia deduzisse que a procura mundial desta fruta aumenta mais que a produção. Brasil tem um consumo de 6,5 quilos per capita/ano, mais se desconsideramos o que é direcionado diretamente a indústria, vemos que o brasileiro não consume mais de 4,5 quilo. Pouco visto, principalmente, desde o ponto de vista alimentar. Portanto não devemos fechar os olhos a tamanha potencial que tem nossa fruticultura.

Cultura da Maçã – Castelo de Naipes

Mais que cultura diria que é uma arte cujo o produtor coloca toda sua experiência, sabedoria e amor pela mesma e que acompanhado pela técnica, se tem o mesmo entusiasmo, criam uma energia positiva que alcança a níveis altos de rica satisfação.
Sempre caminhando pelo amor ao próprio e respeitando a mãe natureza, esses indivíduos que geram o sustento do povo, se convertem em seres invejáveis e imprescindíveis dentro de uma comunidade.
Eles, os produtores, são a raiz de qualquer cadeia alimentar pero mais precisamente o produtor de maçã que mediante sua destreza supera qualquer desafio de mecanização, automação ou qualquer iniciativa oportunista que possa aparecer.
Podem criar maquinas e produtos químicos que nada pode supera-lo. Pode substitui-lo, como estamos vendo nestas épocas mais às vezes pagando um preço muito caro que é a baixa produtividade e qualidade da nossa maçã.
Só o produtor pode atingir altos níveis de satisfação (castelo de naipes). Mais quanto mais imponente seja sua construção mais frágil fica. Qualquer pode derruba-lo. Fácil de derrubar.
Como a maioria dos artistas, o produtor de maçã merece reconhecimento social e governamental

História da Cydia (carpocapsa pomonella)

 

Era época dos anos 70 em Valle de Rio Negro e Neuquén quando se estudou o ciclo biológico desta praga e mediante o uso de armadilhas de feromônio se podia monitorar períodos de eclosão de ovos e desenvolvimento das larvas desta espécie. Em poucos anos se conseguiu diminuir de oito ou dez para apenas duas pulverizações e paralelamente se controlava também a grafolita, bicho de cesto e outros lepidópteros. Parecia um sucesso total da pesquisa até que apareceu aquele produto magico de baixo custo e com um bom suporte comercial (propaganda). Houve na época uns agrônomos que alertou que dito produto (piretroide) eliminava também aos inimigos naturais da espécie mais como eles não tinham o amparo de multinacionais ficaram como meros charlatães, ou inúteis teóricos ou vulgarmente chamados de “ratos de laboratórios”. Hoje é impossível reverter o caos gerado desde aqueles tempos. As pragas estão incontroláveis fazendo da fruticultura uma atividade pouco rentável.

Esta novela pode nos levar a reflexão e comparar o que temos hoje em nossas mãos.

 

Hoje temos produtos para forçar a brotação, para alongar a fruta, para segurar na planta, para amadurecer antecipadamente, para retardar a colheita, etc etc; depois vemos que nossos pomares tem queda de produção, que seu comportamento em frio é deficiente, que cada ano fica mais sensível á distúrbios fisiológicos e a doenças fitopatológicas. O primeiro que nos dizem que o clima está mudando e as plantas não se adaptam. ABSURDO!!! E assim os custos aumentando, a produção em decadência e o trabalhador rural cada vez mais pobre. A produção orgânica sem apoio técnico e sem pesquisa. Os ambientalistas continuam falando ao vento. A resposta a tudo isto está nas plantas que nos sentenciam mostrando a nossa incompetência e nossa ignorância.

Continuamos preocupados pela produção de maçã da China

Esse país asiático, que tira o sono de muitos empresários da fruta, colheram, nesta safra, um total de 43,5 milhões de toneladas com 70% da variedade Fuji. Calcula-se um 2% a mais da campanha anterior. O que mais preocupa é sua gestão em aumentar a exportação desta fruta. Calculam que atingiram uma exportação de 1,5 milhões de toneladas abastecendo aos países asiáticos e Rússia; este último era o principal cliente dos exportadores argentinos e perderam pelo preço e qualidade. Eles esperam um aumento de 750.000 toneladas por ano.

No Brasil, estamos construindo castelos nas nuvens; festejando uma quebra da produção nacional para atingir preços absurdos e deixando em consequência um país desabastecido. Não pensamos que o governo  na possibilidade de colocar algum produto na China para melhorar a balança comercial poda abrir uma janela para a entrada desta fruta; poderia acabar com toda essa felicidade e transforma-a em um caos para os produtores que seria os primeiros em sofrer as consequências.

 

Dados da fonte de fresh-market.pl/freshpraza.es