Etileno, responsável pelo amadurecimento dos frutos e vegetais

O etileno é um gás de origem natural, considerado o “hormônio vegetal do envelhecimento”. Este gás é responsável pela maturação de frutas e legumes, levando-os a mudar de cor, obter uma textura mais macia e desenvolver aroma e sabor característico.
Existem frutos e vegetais que são produtores de gás etileno e outros alimentos que são muito sensíveis a ele. Por exemplo, produzindo frutos de etileno incluem maçã, manga, melão, banana, abacate, ameixa, uvas, tomates ou cebolas. Alimentos sensível ao etileno incluem brócolis, alface, aspargos, batatas ou cenouras .
Quando uma fruta madura exala etileno acelera o amadurecimento dos frutos que estão por perto, levando-os mais rápido a sua descomposição: Como exemplo vemos o amargo de cenouras, aumento da rugosidade das folhas de espargos, as manchas avermelhadas sobre a alface, o amarelamento dos brócolis ou amaciamento dos tomates maduros e verdes.
Manter uma boa qualidade de alimentos após a colheita e que chegam em perfeito estado para o consumidor é muito importante para qualquer produtor ou distribuidor de frutas. Como a produção natural de etileno após a colheita é inevitável, assim como a fontes artificiais deste gás como motores de combustão interna, é essenciais para tomar as medidas necessárias para que o etileno não afeta a qualidade das frutas e legumes que são transportados para os supermercados.

Algumas dicas para reduzir sua exposição a gás etileno
• Não armazene frutas e legumes que produzem muito etileno com produtos que são sensíveis a ela.
• Use filtros de etileno, que absorvem esse gás para que o alimento consiga chegar ao seu destino em perfeitas condições.
• Retire a fruta muito madura ou podre, que produz níveis mais elevados do etileno gás, muita fruta.
Fonte: www.ozeano.net

Pomar bonito!!!!

Não interessa o ponto de vista analisado na fotografia…sempre será bonito.

Se analisamos a foto desde o ponto de vista emocional, da forma que fomos educados e instruídos veremos que uma imagem assim, tão florida, nos dá ideia preciosidade, sempre que vemos flores nos conduze inconscientemente em esperar um futuro imediato melhor. Analisamos a beleza que aparece no primeiro plano sem importar critérios secundários.

Se analisamos desde o ponto de vista artístico, veremos que é uma fotografia perfeita, onde foi encontrado o melhor ângulo para equilibrar a luminosidade destacando as flores e minimizando as sombras convertendo-as em um ajustado contraste.

Mas, para o agrônomo ou técnico pouco interessa as definições anteriores. Se trata de uma imagem donde apresenta um pomar ideal, onde se presume que houve anos de boa poda de formação e condução; donde da ideia de alta fertilidade e produtividade; donde está controlado tecnicamente todos os detalhes; como exemplo, vemos o solo, de coloração escura dando entender que existe bom teor de matéria orgânica acompanhada de uma necessária umidade; bem nivelado para permitir um eficiente tratamento quando passar as pulverizadores sem oscilar o leque expedido; sem matéria verde para aumentar a luminosidade; no fundo cortinas contra-vento para harmonizar o clima dentro das quadras; plantas de altura e espessura homogênea. O agrônomo com certeza terá uma grande satisfação do dever profissional cumprido.

Tal vez o dono deste pomar deve ter outro sentido de beleza pensando no econômico.

Para os ambientalistas o conceito de que a natureza bem tratada nos das boas respostas. O perfeito equilíbrio de produção, clima e vegetação.

Resumindo: “é um pomar bonito para todos os gostos”

 

Procura pelo clone ideal.

Para cada região, população ou sociedade existe tendências e gostos dos consumidores. A maçã se caracteriza por ter um gosto acidulado acompanhado pela textura, crocância e aparência. Para cada uma destas qualidades temos variações e combinações e assim obtemos diferentes clones com características que o identifica. Paralelamente há países que se preocupam por estes detalhes para assim garantir o consumo, e em consequência melhora a comercialização.

Temos como exemplo a China que está aumentando a produção da Aksu Sweetheart considerada o clone mais aceitado pelos consumidores chineses. O Japão não abre mão das Fuji pela doçura e calibre. Os italianos são os maiores consumidores das Goldens prevalecendo o equilibro de açucares e ácidos. Os americanos e argentinos optam por maçãs que remarquem a acidez tendo um bom desempenho a Pink-lady, Granny Smith e Red Delicious, essas dois ultimas no vizinho pais. Os chilenos, pais exportador por excelência estão produzindo clones que mais demanda nos países que tem como clientes; além das Galas e Redes estão desenvolvendo a Ambrosia, clone este considerado o melhor na atualidade.

No Brasil, o consumidor compara a maçã com outras frutas, especialmente as tropicais, por tanto prefere frutas na qual prevaleça os açucares, mas sempre dando principal atenção á aparecia da maçã. Desta forma se cria um cenário conservador do mercado donde não dão chance a novos clones que podem aumentar a procura desta fruta. O mercado fica muito competitivo e tem épocas do ano que os preços ficam “negativos”, ou seja, os custos superam o valor de venta e assim se obrigam a colocar ao consumidor a maior quantidade possível criando uma imagem de baixa qualidade. Sempre existirá uma preferência pela maçã importada e não encobre a nacional devido a que a política cambial não permite. No histórico do mercado se viu em poucas e raríssimas oportunidade donde a maçã nacional se vende a melhores preços que a importada.

Futuro da Fruticultura (da pomicultura)

Em publicações espanholas deram a conhecer os preços e suas tendências da maçã a partir de setembro. Houve um aumento acima do 30% no preço ao consumidor. Consequência da quebra de produção gerada pelo intenso inverno que passaram. Não foi maior esse aumento porque diminuíram a cota destinada à exportação; tudo respeitando uma perfeita programação macroeconômica onde se protege o consumo e estabilidade do poder aquisitivo. Existe um articulado entrosamento entre a parte econômica, social e técnica visando o consumo ideal e dando ação ás estas três atividades mencionadas. No Brasil os preços é uma consequência de diferentes intensões e interesses de setores que participam ativamente. Pouco tem a ver com o consumo e produção da maçã por ser um setor falto de programas econômicos e donde o governo está ausente das necessidades primarias. Necessidades que garantam uma melhor alimentação do povo e uma garantia de estabilidade econômica ao produtor. Donde permite que entidades financeiras (bancos e factoring) trabalhem com plena liberdade mantendo ao produtor e empresas beneficiadoras com “a agua no pescoço” podendo lucrar assim com seus juros tiranos, empréstimos, negociações e renegociações, vendas comissionadas e terceirizadas etc. Sempre tirando lucros comodamente donde no existe, aumentando os custos e obrigando as empresas vender antecipadamente a preços menores para fechar as contas. Qual seria o futuro de esta atividade?; será que o produtor terá algum dia tranquilidade quando pensar no seu futuro? Mas não devemos nos preocupar demasiado porque as entidades financeiras que apoiam a atividade são muito competentes…….eles mantem a “ agua no pescoço”…o nível não pode subir nem tampouco descer. O produtor produze uma gostosa maçã para o povo e um suculento lucro ás entidades financeiras.

Golden Delicious – Injustiça feita

 

 Esta variedade de maçã ou clone é a mais produzida e consumida na Europa, principalmente na Itália e Polônia. Possui características organolépticas destacáveis comparando com as consumidas no velho continente. Sua florada é abundante e muito boa polinizadora, principalmente para Fuji e Gala dando facilidade para uma alta produtividade para os três clones. De fácil conservação frigorífica sendo resistente a distúrbios fisiológicos que surgem na Atmosfera Controlada. Seu maior defeito foi sua sensibilidade ás batidas (danos mecânicos). Foi produzida em Brasil em grande escala na década do ’80, mas devido as circunstancia da época converteram a ela em uma variedade comercialmente não viável. Os motivos de sua erradicação foram: em primeiro lugar foi que na época não tínhamos uma logística conveniente para a fruticultura, como estradas problemáticas, material de colheita inadequado e maquinas de classificar precárias. Outra, que 30 anos atrás surgiam as variedades vermelhas como a Royal Gala, Galaxy e Fuji Suprema onde o mercado fez uma forte pressão pela procura destes clones deixando a preferência da Golden em decadência e gerando uma queda de preços transformando-a em um “mal negocio”.

Hoje a situação seria bem diferente; seria uma excelente polinizadora que aumentaria a produção dela e das outras variedades polinizáveis. Sua boa adaptação á atmosfera controlada a converteria em uma excelente alternativa para colocar no mercado no final do segundo semestre onde a Gala e a Fuji apresenta importantes quebras no seu armazenamento.

Maçã Brasileira para a Índia.

 

 

Maçã Brasileira para a Índia.

 

A Índia é o 6º maior produtor de maçã do mundo com uma produção aproximada de 2 milhões de toneladas pero totalmente insuficiente para uma população de 1,35 bilhões de habitantes. A Índia está sofrendo com as conseqüências do progresso; sua população cresce mais do 7% ao ano e devido que sua economia em ascensão o porcentagem da classe média aumenta mais ainda. O Indiano tem hábitos muito saudáveis, eles dão muita importância ao consumo de alimentos naturais e precisamente falando de frutas os habitantes de regiões metropolitanas tem preferência pela maçã, diferente ao rural que dão preferência á manga. O progresso indiano deixa muitos conceitos para trás, como exemplo têm o grande desperdício de vegetais ao não respeitar a cadeia de frio e de carecer de uma boa logística de distribuição. Os grandes fornecedores de maçã a este país são Bélgica, Itália e França que devido á quebra de produção da Europa Ocidental deixaram espaço para a entrada de maçã de outros países, ou seja, que esta porta que se abre para o Brasil pode simplesmente ser temporária. Conforme a prensa internacional, Chile e Estados Unidos estão com as negociações bem avançadas deixando ainda espaço para outros países participar também. Para Brasil é interessante visando pelo lado da entrada de divisas, mas a Índia é exigente em preços e não em qualidade e calibre. O mercado indiano está habituado a importar variedades vermelhas principalmente as Galas, fato que deixa de ser tão interessante para o produtor da serra onde a maior produção se concentra na variedade Fuji. O desejo é que nossas empresas consigam fazer bons negócios ao levar nossa maçã a outros lugares tão distantes.

 

Fonte de informação: Portalfruticola.com / revista Agrovalle.com.ar

É hora de pensar em exportação.

O 2017 foi um ano que deu um tapa na cara nos produtores. Devido à falta de  entidades ou movimentos que se preocupem realmente pelo futuro da fruticultura e de quem produzem, nos vimos num cenário onde procuramos tirar dinheiro uns aos outros. Toda a expetativa que tinha o fruticultor pela boa qualidade e alta produção se transformou em simplesmente em “maçã barata”. Não existe uma política séria
de aumentar a procura da maçã; perdemos fácil para o mercado de outras frutas, para a recessão, para os juros de financiamentos absurdos e para a fruta importada.
Quem está no setor e não produze lucra mais daquele que produze. Mas agora a Europa nos está chamando. Se calcula que o velho continente vai ter uma quebra da mais de 20%, 10% a mais de seu excedente que dedicavam a exportar a outras terras. Os países fora do UE, que abasteciam a eles quebraram mais ainda. Pareceria que o divino organizou as terríveis geadas europeias para dar uma oportunidade aos produtores do Brasil, já que dizem que a Fuji de Santa Catarina é a melhor do mundo, agora é o momento de divulga-o. Todos os países do hemisfério sul estão
em sobreaviso. O mercado estará aberto e disponível; só mostrar que somos competentes e organizados. Pouco serve a experiência que temos; precisamos nos atualizar e obedecer a realidade comercial. Teremos que trabalhar em “Qualidade”.
Não só no fruto senão também em qualidade de gestão, comercialização e política. Requer grande responsabilidade porque estaremos tirando o excedente que nos derruba os preços hoje no mercado interno, porque abriremos novos mercados aproveitando a decadência de países exportadores do hemisfério austral como Nova Zelândia, Argentina e África do Sul, copiando tal vez as gestões de Chile que vai aumentando ano a ano sua participação nos países importadores trazendo divisas e bem-estar aos produtores transandinos. Tudo indica que a gestão será fácil porque o comerciante europeu precisará da maçã da serra ao ter poucas opções.
Esperemos um bom 2018 que inicia agora, nesta poda.

Agricultura ecológica, orgânica e biológica: qual é diferença?

A preocupação da sociedade com sua alimentação é cada vez maior, e por esse motivo aumentou a demanda de produtos mais saudáveis e naturais. Em consequência, na agricultura tem se popularizado termos como agricultura ecológica, orgânica e biológica. Mas sabemos realmente em que se diferenciam?

De acordo com a União Europeia, não há nenhuma distinção entre estes três conceitos. É na normativa europeia 834/2007 que regulamenta a produção e rotulagem de produtos orgânicos estabelece que estas nomeações são sinônimos. Na verdade, são os termos que são usados em diferentes idiomas, ao falar sobre este tipo de agricultura (orgânico no mundo anglo-saxão, biológico no francês e ecológico no espanhol).

Características da agricultura biológica
Enquanto não há nenhuma diferença substancial entre eles, sendo estas algumas das suas características principais que se distinguem da agricultura tradicional:
-O processo de produção é totalmente respeitoso ao meio ambiente
– Sem uso de produtos químicos ou pesticidas durante a sua produção
-Utilização de energias renováveis no possivel.
– Ele garante o bem-estar de plantas durante todo o processo de cultivo.
-Emprega a rotação de culturas como uma técnica de regeneração da terra.
-As frutas não sofrem qualquer tipo de manipulação durante o processo de crescimento.
– Preserva a biodiversidade e o ciclo biologicos das espécies
– Melhora a fertilidade do solo

Um outro fator que os distingue é o preço, a Agricultura orgânica é submetida a um maior número de controles e, além disso, não utiliza métodos de produção intensiva. Isto tem um impacto sobre o custo da fruta, porque é de baixa produtividade, a distribuição é escassa e seu preço é maior. Mesmo assim, para muitos usuários este aumento é compensado, já que são produtos de qualidade superiores.

Fonte: “Cultivo, poscosecha y marketing”; www.poscosecha.com

Consumo de frutas e Hortaliças

Brasil é o terceiro maior produtor de frutas e hortaliças do mundo, atrás da China e Índia, mas temos um povo mal alimentado. Os dados estatísticos anunciam que o Brasil tem mais de 60% dos indivíduos entre sobrepesos e obesos, este quadro caótico gera suscetibilidade a DCNT (doenças crônicas não transmissíveis) tais elas como diabetes, câncer, anemias, osteoporose e doenças cardiovasculares entre outros.  A OSM (Organização Mundial da Saúde) recomenda um consumo diário de 400 gramas de frutas e hortaliças para ter uma vida saudável. E segundo uma pesquisa feita no ano 2014 pela Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito telefônico), nos diz que só o 25% dos entrevistados conseguiam atingir as 400 gramas, e a média da pesquisa ficou entre 90 a 100 gramas per capita. Mais essa pesquisa tem controvérsias já que a OSM não considera á batata inglesa, batata doce, mandioca e outros tubérculos como hortaliças saudáveis, então os valores do consumo pesquisados cai abruptamente.

Temos grandes profissionais em marketing que consegue mudar o hábito alimentar de um povo que se nutre de produtos derivados e industrializados ou em outras palavras, alimentos pouco saudáveis. Se essa capacidade técnica mirasse aos produtos naturais talvez conseguíramos ter uma expectativa de vida melhor. E isto não é questão de cultura ou educação, porque temos como exemplo que um dos países pior alimentados, os norte-americanos, é questão de comunicação, divulgação e leis que encarrilhe o consumo. Assim conseguiríamos uma sociedade mais justa onde as empresas agropecuárias teriam uma melhor solvência econômica e as fabricas de alimentos industrializados não seriam bilionárias, como são na atualidade. Resumindo, a nossa região não teria maçãs que alcance á demanda do povo brasileiro.

Fonte: projetodraft.com // OMS

Pressão da Maçã

A pressão da maçã é uma maneira de qualificar a fruta no seu comportamento após retirada da planta. Pressão que é medida pelo penetrômetro, conforme imagem, e nos dá a ideia de resistência da fruta. Esta resistência de estourar as células imposto pelo instrumento nos identifica a mesma virtude para impedir a ação de agentes externos, seja biológico ou físico ou químicos. A célula possui a “laminilha média” ou “parede celular” que funciona como uma casca que encobre a célula, protegendo-a e permitindo que a mesma faça todas suas funções fisiológicas e se comunique com o meio externo pela osmose. Conforme vai passando o tempo no armazenamento, essa parede vai degradando e aumentando assim a sua vulnerabilidade aos agentes externos. Existem valores de pressão divulgados pela pesquisa que orientam de como administrar a maçã após sua colheita. Nos orienta dizendo que a partir de determinado valor do penetrômetro, podemos ter uma boa conservação frigorifica e monitorando esses valores periodicamente, podemos chegar a determinar o ponto certo de sua comercialização com a menor perda de qualidade possível.