Pressão da Maçã

A pressão da maçã é uma maneira de qualificar a fruta no seu comportamento após retirada da planta. Pressão que é medida pelo penetrômetro, conforme imagem, e nos dá a ideia de resistência da fruta. Esta resistência de estourar as células imposto pelo instrumento nos identifica a mesma virtude para impedir a ação de agentes externos, seja biológico ou físico ou químicos. A célula possui a “laminilha média” ou “parede celular” que funciona como uma casca que encobre a célula, protegendo-a e permitindo que a mesma faça todas suas funções fisiológicas e se comunique com o meio externo pela osmose. Conforme vai passando o tempo no armazenamento, essa parede vai degradando e aumentando assim a sua vulnerabilidade aos agentes externos. Existem valores de pressão divulgados pela pesquisa que orientam de como administrar a maçã após sua colheita. Nos orienta dizendo que a partir de determinado valor do penetrômetro, podemos ter uma boa conservação frigorifica e monitorando esses valores periodicamente, podemos chegar a determinar o ponto certo de sua comercialização com a menor perda de qualidade possível.

Subprodutos da maçã – Um Potencial Perigoso

Se nos determos a pensar, nas propriedades saudáveis que a maçã tem, fruto este composto por 88% de água, deduzimos que qualquer processamento que consiga concentrar essas virtudes seria muito interessante. Daí surgem subprodutos com sucos, pastas, aromas, pectinas, desidratados, cidras, etc. E em cada um deles uma variedade imensa de formas de comercializa-la. Os padrões de qualidade são diferentes aos conceitos de venda da maçã imediatamente após a colheita. Seria fácil pensar que aqueles frutos pequenos, sem coloração, ou com outro dano, algo que desmereça sua boa aparência, pode ser de ótima qualidade para aqueles subprodutos mencionados e favorecer a um melhoramento da liquidação da maçã entregada em natura.

Mas na realidade as coisas não são tão simples assim. Temos como exemplo o país vizinho, a Argentina, que décadas atrás tinha mais de 20 empresas de processamentos de subprodutos, algumas delas multinacionais que atendiam a todo o mercado mundial. Hoje só possuem duas e quase em estado de falência, consequência de políticas empresariais e governamentais impróprias. Cargas tributárias e a política cambial desfavorável, deixaram segmentadas a exploração total da fruticultura. Mas não é uma exclusividade apenas do país vizinho, vários países sofrem deste mal, a tal ponto que algumas multinacionais concentraram seus investimentos na China, que hoje é o país que controla os preços internacionais do suco.

São consequências do livre comercio global, onde o benefício de algumas multinacionais coloca em xeque a atividade frutícola em diferentes regiões do mundo. Pouco interessa se as produções destes subprodutos ajudam a uma economia regional ou setorial, se gera mão de obra ou diminui sua sazonalidade. Igualmente existe empresas e produtores que apostam na diversificação da atividade, mas todos muito cientes que o risco é grande e exige muito da competência dos aventureiros, se podemos chamar assim a uma atividade sem nenhum respaldo comercial e garantia do Estado.

Queda de produção da maçã europeia.

(foto da freshplaza.es

Em artigos lidos neste fim de semana do jornal argentino Rio Negro publicam uma nota que pode ser interessante para a fruticultura regional. Comenta que traz fortes geadas acontecidas em época de florada em grandes regiões produtoras desta fruta provocará uma marcada diminuição na colheita. Se fala que das 12,4 milhões de toneladas estimadas terá uma redução e dito valor que pode chegar a 9,5 milhões. Se os exportadores do velho continente tinham programado uma exportação de 1,5 milhões (similar ao ano anterior), não poderão cumprir já que a quebra para abastecer seu próprio mercado é de 3 milhões.

Neste cenário se verá que no mercado brasileiro prevalecerá a demanda encima da oferta o que se manifestará com preços pouco interessantes para os importadores. Na nota deste jornal evidencia um otimismo para os países produtores do hemisfério sul que, a diferença de Brasil, são grandes exportadores e o principal cliente-alvo é o mercado europeu.

Para o caso pontual do Brasil não teremos uma queda dos preços da maçã nacional por culpa da importação e cabe se preparar para a próxima colheita porque se abriram portas para colocar nossa fruta na entressafra daquele continente.

Anunciada a produção de maças do ano 2017

A WAPA (World Apple and Pear Association) é um organismo internacional ao qual orienta o mercado mundial de peras e maçãs com seus dados estatísticos. Seus dados e informações são muito confiáveis que servem de elemento importante para empresas que atendem a este setor frutícola.

Em sua última publicação anunciou a Brasil com uma produção de 1.100 toneladas de maçãs para o ano 2017 que se bem é 33% superior ao ano anterior (826 toneladas), é similar à média dos últimos 8 anos (1.114 toneladas). Ou seja, se deduze que a queda de preços ou diminuição do ritmo de venda é simplesmente um fato temporário e que não compromete o futuro da fruticultura; que essa produção estagnada não acompanha ao aumento da população consumidora; que fora da crise econômica deve existir um aumento na procura da maçã; que pode ser simplesmente um ato especulativo de aqueles que realmente lucram com esta atividade.

Paralelamente a estes dados podemos deduzir que o motivo da diminuição do consumo da Europa aconteça em Brasil também, justificado pela educação e atividade da última geração onde se está deixando de lado a preocupação do consumo de alimentos naturais e em consequência as frutas são as grandes vítimas.

Voltando aos dados fornecidos pela WAPA pode mostrar preocupação aos exportadores brasileiros já que existe um aumento de mais de 15% na produção dos clones de Gala e Fuji nos países produtores do hemisfério austral que atendem o mercado do outro hemisfério.

Continuamos preocupados pela produção de maçã da China II

 

O site Bloomberg que atende as notícias do mundo financeiro global colocou em um artigo um alerta aos empresários da fruticultura, principalmente os que atende as maçãs; que não é mais que uma chacoalhada ás ideias exportadoras dos países frutícolas.

A nota explica que os chineses por ser um pais potencialmente importador e captador de capitais não estão vendo grandes benefícios nas suas negociações; ou seja, que não estão vendo vantagens nos preços dos produtos adquiridos. Resumindo, eles vêm que vender o colocar capital na China está sendo um grande negócio mais por esse motivo se está criando uma consciência para entrar numa segunda etapa da China capitalista. Na China do futuro, sabendo de todo seu potencial e donde existe uma harmonia entre a parte empresarial e o governo, prossigam em seu caminho queimando etapas até atingir suas metas. No momento que eles queiram ser exportador, tenham plena certeza que serão dominantes. Por enquanto só estão atendendo países vizinhos e iniciando seus negócios na África mais sabemos que tem potencial para atender muito mais

Diferentes Horizontes na Fruticultura Mundial

As diferentes regiões produtoras de maçãs estão caminhando por diferentes situações conjunturais. A Europa que décadas atrás consumia frutas frescas intercalando a procura de diferentes hemisférios, na atualidade percebem que a procura por frutas do hemisfério sul encarece o produto manifestando-se na queda do consumo. Por tal motivo existe diferentes políticas que atendem as novas necessidades. Uma é Polônia que está investindo em qualidade para atender aos países vizinhos. Outra é a Rússia que deixa de ser um centro de distribuição de frutas importadas para procurar ser um grande produtor, aumentando sua produção própria e subsidiando a países adjacentes como Romênia e Hungria. Em nota do site Freshplaza (Espanha) comunica que Emiratos Árabes Unidos esta fazendo um investimento exagerado de 40 milhões de euros em Azrú (Marrocos) projetando um empreendimento de 1.000 hectares de produção e beneficiamento de maçãs só para atender só os países europeios. O objetivo é recuperar o incremento constante do consumo sendo o primeiro passo a diminuição do valor do produto que consequentemente cria uma barreira a produtos de outros continentes.

Desta maneira os produtores do hemisfério austral se vêm prejudicados já que são grandes exportadores, agora em decadência. Por tanto, Austrália, África do Sul e Nova Zelândia não estão aumentando sua produção e se preocupando no consumo localou do próprio continentes. Argentina praticamente está abandonando a cultura da macieira. Chile chegará a um colapso no futuro não muito longe já que seu principal cliente, Estados Unidos, também está investindo na produção própria.

Também não podemos esquecer do maior produtor mundial, a China, que atende seu próprio consumo e de outros países asiáticos sem ignorar o medo de que eles nos impõem pensando o que faram quando tenham excedentes de produção.

No Brasil ainda temos muito campo de ação para poder atender ao mercado interno. Só estudar os custos, distribuição e politicas protetora que o produtor ficará tranquilo no seu empreendimento por muitos anos.

Como se destruir uma variedade?

Temos o exemplo da Pêra William’s, que entre todas as variedades desta fruta é a mais aceita pelo consumidor do mundo todo. Ela é macia, cheirosa, doce, de textura agradável pelo paladar e tem uma forma típica das pêras a que a converte na rainha das frutas. Mais toda beleza tem seu sacrifício já que é muito sensível ao manuseio. Ela é exigente no beneficiamento; precisa ser colhida com uma pressão alta, ponto de colheita verde fisiológico e resfriada rapidamente. Não suporta ser armazenada em bins;  tem que ser embalada de imediato; embrulhada com papel sulfito e com sacos de polietileno dentro das caixas. Ela libera muito etileno o que justifica sua instabilidade após colhida. Da colheita ao consumidor ela passa por o transporte ao empaque, pelo resfriamento, processamento de classificação, resfriamento novamente, transporte, centro atacadista e para finalizar na gondola das fruteiras ou supermercados. Podemos notar que é muito processo para uma variedade tão delicada.

A consequência surgiu a estupida tecnologia. Aplicam a ela em câmaras frias um gás para bloquear dita maturação, ou seja, deixamo-la resistentes ao triste e incompetente manuseio das distintas etapas mencionadas. Estamos falando do MCP-1, gás que se aplica para inibir a produção de etileno dentro da fruta modificando assim sua própria fisiologia.

Ao final das contas chega ao mercado uma pera verde, firme e sem gosto. Logico que o consumidor perdeu seu atrativo e quem come uma pera nessas condições não compra mais e todas essas virtudes que comentamos no início da nota ficou para a história.

Nem o produtor e nem o consumidor tem culpa deste descaso e são os únicos prejudicados. Em outros países se proíbe o uso de agentes externos que modifiquem o estado natural dos vegetais.

AGRICULTURA BIODINAMICA

Na procura de uma resposta convincente das incógnitas surgida pela atividade da fruticultura, nos obriga a esclarecer conceitos básicos da nossa relação com a natureza e o futuro da humanidade. A responsabilidade é grande porque estamos gerando alimentos tirados de um médio natural, de um médio que não é nosso pero que o compartimos e é vital. Não conhecemos o caminho certo e por tanto buscamos nos identificar com diferentes filosofias de vida. Uma dessa filosofia que está surgindo agora nos debates dos agrônomos é a AGRICULTURA BIODINAMICA.

 

O que significa o termino “agricultura biodinâmica”?

O método de agricultura biodinâmico é desenvolvido desde 1922, a partir das indicações e conselhos dados pelo filósofo croata Rudolf Steiner, conhecido pela visão do mundo chamado «Antroposofía» o «Ciência Espiritual». O qualificativo «biodinâmico» significa que se trabalha com as energias que geram e mantem a vida. Este era o objetivo que procurava o primeiro grupo de agricultores que, animados por Rudolf Steiner, se dedicaram a experimentar sob o terreno a fim de verificar a validez do novo método. Eles denominaram como método «biodinâmico», partindo de duas palavras gregas: «bios», vida e «dynamis» energia. O uso da palavra «método» implica no só fabricar abonos de una nova forma (circunstancialmente orgânicos), se não fundamentalmente respeitar certos princípios para cuidar da salude da terra e das plantas, e para procurar una nutrição sadia para os animais e para o ser humano.

Maçã Perfeita

O nome comercial do clone perfeito é SWEETANGO. Estamos falando do cultivar de maçãSweeTango®Minneiska, criada na Universidade de Minessota, EUA, produto vem do cruzamento do cultivar Honeycrisp (mãe) com o cultivar Minnewasheta (paie foi colocada em plantio no ano de 2009 em alguns pomares dos Estados Unidos e Canada. O tipo e características deste cultivar foi um pedido de uma cooperativa de produtores de maçã, que queriam ter uma variedade da fruta com qualidades relevantes e que se destacassem das outras que se expõem no mercado mundial.

Pelos comentários, o objetivo foi alcançado, a fruta tem uma cor avermelhada intensa e viva, com lenticelas brancas que se destacam como contraste, de calibre médio a graúda e de alta produtividade. Suas células são grandes o que a faz da variedade mais crocante e de sabor como seu grande destaque, já que foi muitoelogiada em todos os testes públicos. Mais a principal estrela de elogios é que a variedade pode ser colhida 20 dias antes do início da colheita da Gala, virtude que a deixa comercialmente muito interessante.

A SWEETANGO é de marca registrada e sua exploração comercial será controlada e direcionada conforme interesses de seus proprietários. Para sua aquisição e os direitos de produção, o produtor deverá pagar um forte royalty, ainda assim, na Europa já se está plantanda.

Fonte: portalfruticola.com; freshplaza.com

Novo produto contra a escaldura

A INTI – Argentina (Instituto Nacional de Tecnologia Industrial) desenvolveu um produto natural a traves da proteína da soja que protege de distúrbios ocasionados na pele nos frutihorticolas. Para o caso preciso da maçã brasileira seria um tratamento para evitar a escaldadura superficial fisiológica. Dita proteína possui entre outros componentes o ácido ascórbico, forte antioxidante que evitaria a aparição deste distúrbio.

O procedimento já foi autorizado por resolução do Mecosur. Tratasse de um recobrimento superficial; é 100% natural, não afetando nem alterando as qualidades organolépticas.

O mesmo substituiria a difenilamina, etoxiquina e o MCP-1, produtos indispensáveis para evitar a escaldadura e de custos muito alto.

 

Esperemos que este projeto saia rapidamente do papel e seja utilizado nos packing-house na brevidade possível. Por ser um produto derivado da soja não justifica um alto valor monetário e assim poderemos diminuir o custo do beneficiamento da maçã. Consequentemente favorecerá assim o melhoramento da liquidação do produtor.