Dado Villa-Lobos fala de Legião Urbana na Serra Catarinense

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Que país é esse? Uma das músicas mais repetidas no Brasil até hoje, é a que ele menos tem orgulho. “Nós tocamos ainda sim. Mas tocamos com raiva!!!”,

Membro de uma das maiores bandas de pop rock do Brasil, Dado Villa-Lobos, guitarrista do Legião Urbana esteve em Lages para o lançamento do livro “Memórias de um Legionário”. O bate papo fez parte do 3º Salão do Livro da Serra Catarinense.

Dado esbanjou humildade, simplicidade e com a fala calma – até parecia um serrano. Contou desde a formação da banda, as dificuldades do grupo e aventuras. Instigado pela platéia, foi cobrado sobre alguma aventura que nunca havia sido divulgada ou contada no livro: aí falou, “Certa vez, época de ditadura, em uma Brasília amarela voltávamos para a Capital, aqueles horizontes e horizontes que não acabavam mais. Chegando perto de Brasília havia uma blitz da polícia, aí foi aquele tal… de despejar pacotinhos pra todo lado (risos do público). Tinha um tubinho com aquele, pózinho branco, não tem…rss… Aí, um dos nossos amigos engoliu aquilo tudo. E passamos na boa”. Eles tinham na época cerca de 17 anos.

Mas Dado frisou que a vida dele não seria a mesma sem Renato Russo. “Ele (Renato) tinha umas ansiedades, principalmente ali depois do segundo, terceiro álbum, achava que não iria mais compor nada porque as ideias não vinham, aí nós íamos fazendo as músicas, várias, sem letras, e de repente ele aparecia com as letras. Sempre incríveis”. “Tinha sempre aquela coisa de nunca repetir ‘refrão’ na música, adorava escrever muito”.

No seu projeto pessoal lembrou que foi  e é produtor de várias bandas novas, mas foi o convite para acompanhar alguns shows e parcerias com os amigos dos Paralamas do Sucesso que resolveu voltar aos palcos. “Eles me disseram: “Dado, vem cá, o teu lugar é aqui cara, é no palco”, aí comecei a repensar. Daí surgiu um disco solo e turnês.

Sobre a polêmica dos direitos autorais da marca ‘Legião Urbana’ ele foi enfático ao responder a um questionamento. “Cara! Nós viemos do punk, do pós punk. A nossa preocupação era só com a música, nunca nos preocupamos com esse negócio de marca. Só que aí depois apareceu um cara, sei lá da onde, e reivindicou os direitos autorais da marca Legião Urbana. Nós ganhamos em todas as instâncias os direitos das músicas da banda. Esse cara ficou com as palavras ‘Legião Urbana’. Aí ele pode, sei lá, vender lápis, caderno, sabonete com esse nome, mas não as músicas”, lembrou ele. “Não pode usar a minha foto!!!”. As bandas covers do Legião também são de propriedade ‘desse cara’, lembrou ele. “Mas as bandas covers do Legião são muito boas”, ressaltou.

Para ver Legião Urbana nos palcos novamente será difícil. Disse que tem apenas um show no mês que vem em Brasília – e nada mais.

 

 Aprovado projeto que reconhece Cruz e Sousa como promotor público

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou nesta quarta-feira ,6 o projeto de lei  que reconhece o poeta João da  Cruz e Sousa como promotor público. A proposta  379/2016, de  autoria do deputado estadual Dirceu Dresch, líder da Bancada do PT, foi aprovada por unanimidade e segue agora para sanção do governador.

 

Conforme Dresch,  o objetivo é reconhecer a injustiça cometida com o poeta em 1883, quando ele foi indicado para o cargo de promotor público em Laguna, mas não foi empossado no cargo por ser negro. “Estamos corrigindo, de forma simbólica, um erro histórico. É também uma forma de reconhecer a luta de todos aqueles que atuam contra o racismo. A discriminação que Cruz e Sousa sofreu continua todos os dias, com a vitimização da juventude pobre e negra deste país”, disse o deputado.

 

Assessoria de Imprensa

“Aumento da importação está tirando renda dos agricultores familiares”, afirma Dresch

 

Crise na atividade leiteira     

O deputado Dirceu Dresch (PT) levou ao plenário da Assembleia Legislativa  sua preocupação com a atual situação da atividade leiteira no estado. De acordo com o parlamentar, que participou nesta semana de diversos seminários sobre o tema na região Oeste, a abertura indiscriminada das importações e a queda no consumo interno devido à crise econômica do país vêm ocasionando uma queda crescente do preço do produto, prejudicando, assim, a fonte de renda de cerca de 70 mil famílias catarinenses e a base econômica de diversos municípios.

 

Ele defendeu que o governo federal faça a compra de excedente no mercado para regular o preço e suspenda a importação de leite oriundo principalmente do Uruguai e da Argentina. Comparando ao ano de 2010, o governo aumentou em 117% o volume importado de leite no ano passado.

 

“O aumento da importação está tirando renda dos agricultores familiares. Em todas as regiões do Estado, principalmente nas regiões Oeste, Sul e Alto Vale do Itajaí, a produção de leite é a grande fonte geradora de renda. Temos hoje em Santa Catarina a maior bacia leitura do mundo. É a atividade que está mantendo os agricultores no campo, e isso tudo está ameaçado”, alertou Dresch.

 

O deputado apontou o risco de exclusão de agricultores da cadeia produtiva do leite e defendeu uma maior intervenção do Estado. “Quem vai produzir leite no futuro: nós queremos que continuem sendo os agricultores familiares”, afirmou. Ele reivindicou a ampliação de políticas de incentivo e de proteção que garantam assistência técnica, acesso a tecnologias de pastagens e melhoria genética, além de crédito regulador e garantia de preço mínimo.

 

“Precisamos encarar esse debates, e não tenho dúvidas de que os governos precisam estar presentes com políticas protetivas, pois os pequenos não conseguem competir no mercado se não tiverem proteção do Estado. É preciso dar condições para que os agricultores continuem na atividade leiteira, permaneçam nas suas propriedades, nas suas comunidades, produzindo alimentos e gerando a riqueza que movimenta os pequenos municípios”, disse.

 

Assessoria de Imprensa

Pedro Uczai denuncia política econômica excludente de Temer

Durante a votação da Medida Provisória 780, nesta terça-feira (12), o deputado federal Pedro Uczai (PT/SC) ocupou a Tribuna do Plenário da Câmara dos Deputados para denunciar a perversa política econômica implementada pelo Governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB), que gera desemprego e desigualdade social com a concentração da renda no setor financeiro via taxa de juros.

A MP 780 cria o Programa de Regularização de Débitos não Tributários (PRD) para parcelar dívidas de pessoas físicas e empresas com autarquias, fundações públicas federais e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Essa medida, na prática, é mais um ‘prêmio’ oferecido pelo governo aos grandes sonegadores de impostos do país. Em alguns casos a medida propõe a redução de 90% dos juros, da multa de mora e das multas aplicadas pela ausência de recolhimento de receitas públicas.

O resultado dessa política de perdoar dívidas de sonegadores é uma queda na arrecadação do governo federal. Na visão de Uczai, “essa diminuição é usada como justificativa para a imposição da agenda neoliberal dos golpistas, mais de uma vez rejeitadas nas urnas”. O parlamentar ainda citou outras iniciativas do governo Temer cujo impacto recai diretamente sobre a classe trabalhadora, como o congelamento em investimentos nas áreas sociais pelos próximos vinte anos, a chamada “PEC do teto dos gastos públicos”.

A investida do governo e seus aliados sobre o patrimônio público estatal brasileiro também não ficou de fora das denúncias feitas pelo parlamentar petista. “Querem privatizar empresas estratégicas para o desenvolvimento do País, a exemplo da Eletrobrás. Ora, graças a esta estatal nós temos a universalização do acesso à energia elétrica e a modicidade tarifária, cuja regulação governamental impede grandes oscilações nos preços”, advertiu.

O desmonte da legislação trabalhista foi outro ponto abordado pelo deputado Pedro Uczai. Ele lembrou que a CLT “é fruto de mais de um século de lutas da classe trabalhadora” ao criticar a alegação de modernização da legislação. “O que de fato está por trás desta reforma trabalhista é a precarização das relações trabalhistas, sujeitando os trabalhadores aos caprichos dos patrões com a retirada de direitos e garantias históricas”, finalizou.

 

Cleberson Marcon | Assessoria de Comunicação 

Ana Maria Braga exibe programa exclusivo sobre São Joaquim

Foi a maior matéria já publicada em rede nacional sobre São Joaquim, maior até que o Globo Repórter sobre o frio, exibido três anos atrás. Foi 1 hora e sete minutos no programa Mais Você exclusivo sobre a cidade. Abordou desde a nossa tradicional rosquinha de coalhada até os vinhos fino de altitude. Vale a pena conferir novamente.

O destaque pode abrir caminho para que ainda mais veículos de comunicação venham para cá conhecer nossas atrações.

Assista: Clique no link abaixo

https://globoplay.globo.com/v/6084565/

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Brasil a caminho do brejo

nanivaca

Como disse um ex-presidente do Paraguai: o Brasil é um irmão grandão e bobão.

A ordem é botar tudo à venda: petróleo brasileiro às multinacionais; Aquifero Guarani, 29 aeroportos; Banco do Brasil, Caixa, minérios, correios, rodovias, terras… tudo!

E tudo vendido barato, diante uma população passiva e ingênua, manipulada – e ainda com um governo sem conseguir um voto popular sequer – só com um golpe e sem disparar um tiro.

Tudo por R$ 90 bilhões, antes: sem esquecer que a corrupção na privataria tucana FHC foi superior a R$ 100 bilhões.

Como canta Chico Buarque; ” dormia a nossa pátria mãe tão distraída sem perceber que era submetida a tenebrosas transações”

 

O Primeiro jornal de São Joaquim

Foi publicado dia 20 de fevereiro de 1906. Tem 111 anos. O diretor era Adolpho Martins. O texto abre assim: “Graças ao patriotismo de uma falange de homens superiores deste belo torrão, surge o primeiro número da Gazeta Joaquinense, Que coração de patriota deixará de aprovar a aparição que apesar de simples e pequena tem por escopo propugnar ainda que modestamente pelo bem geral e em particular em tudo que for atinente a esta parte tão futurosa Região Serrana

No Jornal, matérias sobre a descoberta dos EUA sobre o “Carvão Catharinense’, que daria para abastecer tanto o mercado brasileiro, como o americano; ainda matéria sobre o naufrágio do navio Aquidaban, que resultou na morte de 112 marinheiros naquele ano e muitas notícias locais, entre elas a denúncia de um curandeiro que prometia milagres na saúde – além de baile no Club Astréa que começou as 8 horas da noite e se estendeu até 4 horas da madrugada.

Por fim, o texto: “A Gazeta Joaquinense” na sua missão social saberá com denodo dar combate a heresia política, apontar os vícios que deturpem o caracter e a pureza das instituições q. felizmente nos regem; procurará destruir abusos não arrefecendo deste … (Continuação apagada)

O Jornal faz parte do arquivo deixado por Joaquim Galete da Silva. Os exemplares eram parte do acervo do ex-prefeito Gregório Cruz.

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Maior Neve no Brasil foi em São Joaquim, e não Vacaria

Os números não mentem. Apesar de alguns meteorologistas afirmarem que a maior neve no Brasil foi em Vacaria (RS), em 1979, registros meteorológicos mostram que não: foi em São Joaquim (SC) em 1957.

No dia 21 de julho de 1979, Vacaria registrou 27,4 mm, com temperatura de 1ºc e São Joaquim 30,5mm no dia 20 de julho de 1957 com temperatura de -3ºc – os dados estão no livro ‘A Neve no Brasil’, de Nilson Pedro Wolff 2005 que reúne 388 páginas sobre a o fenômeno da neve, sendo metade da publicação com o registro de tabelas de neve do (INMET) Instituto Nacional de Meteorologia.

Alguns mencionam o acúmulo de neve como medição, mas o dado visual não é tido como leitura oficial. Se por exemplo, se medir o acúmulo de neve ao lado de uma casa, onde a neve escorreu do telhado, a precipitação pode parecer muito maior do que o que realmente aconteceu.

Os dados do estudo foram disponibilizados pelo 8º (DISME) Distrito de meteorologia de Porto Alegre, que registra a ocorrência de neve a partir do ano de 1948 até 2005 (ano da publicação do livro), em cidades que possuem estação climatológica e registram o fenômeno. Os números apresentados correspondem ao total medido em milímetros (mm) nos horários correspondentes às leitura, cuja quantidade de água foi recolhida no pluviômetro de cada estação. Cada 1,0 (um milímetro) corresponde a um litro de água por metro quadrado.*

*(Fonte: A Neve no Brasil, Nilson Pedro Wolff. Editora Evangraf. Porto Alegre RS, 2005)