Fim de semana com “rum and horse in snow”, em São Joaquim

neve esperaEsportes radicais de gelo em São Joaquim estão previstos para este fim de semana com a possível chance de neve.

Snowboard – equilíbrio sobre prancha; Bobsled – Descida de Trenó; Biatlo – Esqui nórdico entre as modalidades de esportes importados.

E os nacionais adaptados aqui, como: Horseback Riding Ice – Cavalgada no gelo; stirrup knocking the snow – batendo estribo na neve, e o famoso “rum and horse in snow” -  farão parte do último final de semana de julho em São Joaquim. É que a cavalgada é no sábado.

Exageros à parte, a previsão é de uma possível neve e temperatura pra lá de baixa. Às 18h de hoje já neva forte em Ushuaia, o Fim Del Mundo, na Argentina,  com temperatura de -2ºC. E ela tá vindo.

Aqui na Serra Catarinense a previsão é “Vento gelado, sensação térmica média bem negativa em parte do dia no topo da serra (inferior a -4/-7°C em alguns momentos”, segundo a Climaterra na sexta (25) e Pequena chance de neve ou chuva congelada no topo da serra acima dos 1300/1400 m,”

Do “Fim del Mundo” até aqui são dois dias de um gelo vem a galope e promete ser radical. Pra enfrentar somente a cavalo com poncho ou quebrando um run ao lado do fogão a lenha.

 

 

 

Portal G1 inventa neve e diz que a de São Joaquim não foi a maior

g1globoNo dia que São Joaquim lembrou 57 anos da maior nevada do Brasil, o portal G1, da Globo, inexplicavelmente, achou, não se sabe onde, uma neve ainda maior que teria acontecido em agosto de 1979 na cidade de Vacaria (RS). Neve esta que não se tem registro fotográfico e nem escrito, nem em livros e muito menos nos arquivos da internet.

Abaixo, parte do texto publicado ontem pelo G1:

“Maiores nevascas do Brasil
De acordo com a técnica em meteorologia, a maior nevasca registrada no Brasil foi em Vacaria, no Rio Grande do Sul, no dia 7 de agosto de 1979, que teve um acumulado de 2 metros. Seguida por São Joaquim em 1957 e Itatiaia, no Rio de Janeiro, em junho de 1985 com acumulado de 1 metro”. (Leia matéria)

Neve maior como a de 1957, somente a de 1912, também em São Joaquim, com relatos e devidamente registrada no livro Gavião de Penacho, de Enedino Ribeiro.

A foto acima (postada por este blog) é de uma suposta neve em 1979, e em um lugar suposto, já que não achamos, – nem eles, nenhum registro na internet sobre a tal neve.

Leia postagem abaixo.

Hoje faz 57 anos da maior neve no Brasil

O céu estava escuro. O frio era insuportável. A neve começou as dez horas da manhã e se estendeu até as 18 sem parar. Foram sete horas ininterruptas de neve intensa. Anoiteceu. O espetáculo estava concluído na manhã do dia seguinte: tudo branco!

Começou assim o amanhecer do dia 20 de julho de 1957. No dia 21 o que era beleza virou preocupação. Galhos de pinheiros desabavam a todo momento fazendo um barulho estrondoso que vinha da mata. No centro de São Joaquim os habitantes começavam a perceber que estavam isolados com mais de um metro de neve acumulado por toda parte. Não podiam se deslocar para qualquer lugar.

Muitos telhados de casas começavam a rangir, não suportaram o peso no telhado e tudo foi abaixo, mas ninguém se feriu. A cidade ficou coberta por sete dias. No terceiro as forças armadas já lançavam dos aviões  de guerra suprimentos e medicamentos próximo ao hospital, onde hoje está o novo Colégio São José.

Na foto,   motoristas tentavam retornar do interior do município para o centro da cidade. Em vão, ficaram dias escavando na neve abrindo trilhas para que o jipe seguisse.  O cenário depois que a neve derreteu era inacreditável. Milhares de pássaros mortos pelo caminho; também bois, cavalos e ovelhas.

No segundo dia  os aviões da Força Aérea Brasileira traziam remédios e mantimentos e lançavam sobre um campo de futebol próximo a cidade. A região ficou isolada por cerca de sete dias.

Somente outra neve teve a dimensão daquela de 1957, foi em 1912. O então deputado estadual de São Joaquim, Enedino Batista Ribeiro, em seu livro de memórias, relata o mesmo impacto que a neve causou na cidade. A beleza e depois o pavor de ver tudo desabando em sua fazenda na localidade de São João de Pelotas, interior de São Joaquim.

Vidal Cândido, o Tio Vida, na época com 28 anos, lembra até hoje da tal neve. Na fazenda da família via galhos quebrando pela mata enquanto com o pai e irmãos corriam para salvar a criação em meio a densa neve. Hoje, aos 84 anos, acredita que pode ver o mesmo cenário daquele amanhecer de 21 de julho de 1957.

Amanhã chega uma nova frente fria. Será?  (Foto Bampi)

Frio recorde é esperado nos próximos dias na Serra Catarinense

Araucária IpêO   frio que cobriu Santa Catarina de neve no ano passado poderá voltar e ainda mais avassalador nos próximos dias. Temperaturas negativas recordes, geada e ventos gélidos estão previstos. Pelo menos são sinais que já apontam alguns meteorologistas.

Link abaixo é do portal Climatempo:

“Duas massas polares serão observadas no decorrer da segunda quinzena de julho, sendo a segunda mais intensa após o dia 24 de julho. A meteorologista Josélia Pegorim analisa quando e como será o efeito destas duas ondas de frio sobre o Brasil. Se há possibilidade de nevar ou não, ainda é cedo para avaliar com confiabilidade.

Mas se as simulações atmosféricas feitas em super computadores continuarem confirmando as análises dos últimos dias, está para chegar a maior e mais forte massa polar do inverno de 2014, com um super poder de resfriamento. Podemos repetir aqui o que foi dito no início, para onda de frio de 2013: a massa polar que chega ao Brasil nos últimos dias de julho promete muito frio, ventos gélidos e fortes causando sensações térmicas de frio intenso não só no Sul, mas também em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Norte.” (Leia mais).

No tweeter da Climaterra o frio também é anunciado “Mantém o frio intenso de sexta (18) em diante em SC, geada forte no fim de semana na serra e áreas acima dos 800 m”. (Leia Mais)

 

Boa notícias na mesa para o turismo de São Joaquim

O SENAC, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, irá abrir uma extensão da central de Lages na cidade da neve. Além dos cursos profissionalizantes já existentes, o de Cozinha Pedagógica começa no segundo semestre, uma cozinha industrial privada já foi locada para ministrar as aulas.

O Senac já realiza hoje aulas de técnico em administração, recepcionista e dois de informática básica. As informações foram de Adenilson Varela da Silva, coordenador do Centro de Educação Profissional de Lages. Senac.curso-gastronomia-culinaria-gratis-senac-sp

 

Trade turistico da Serra se reúne para elaborar calendário de eventos

Abih LagesRepresentantes do “trade” (“comércio”) turístico das cidades de Lages, Painel, Bocaina do Sul e São Joaquim, entre eles a Protur, Associação Pró Turismo de São Joaquim e Região, se reuniram nesta quinta-feira (03) na Secretaria de Turismo de Lages para uma oficina de elaboração de calendário de eventos. A atividade é promovida pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) de Santa Catarina em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e apoio da Fecomércio. Busca-se capacitar os meios de hospedagem das dez regiões turísticas catarinenses.

A Serra será a primeira a formatar o calendário para promover e divulgar os eventos e a oferta turística atual, assim como oportunizar às entidades, empresas, instituições do setor e aos turistas um espaço de consulta com informações úteis. Na oficina se trabalhou o conceito e a classificação, diagnósticos e a elaboração do calendário.

A coordenadora do Programa Conexão Educacional do Senac de Florianópolis, Flavia Didomenico, diz que a ação contribui na fomentação, articulação dos envolvidos e organização para evitar os picos de sazonalidade. “Usamos uma metodologia objetiva e prática na qual teremos um calendário regional abrangendo todos os municípios”, afirma. (Com informações CLmais e foto Sandro Scheuermann/Divulgação)

A Festa e os pinhões

Acredito que deveriam tomar mais cuidado com estas festas populares. Na Festa do Pinhão o sujeito já ficava ‘ressabiado’ com o preço do estacionamento nas ruas paralelas - cobrado por particulares, era cerca de R$ 30,00 ou R$ 40,00 por carro.

O valor do ingresso era justo, R$ 40,00 inteira e R$ 20,00 meia, com shows nacionais. Já os valores dos pratos, muitas vezes extravasavam. X-entrevero ou pinhão por R$ 18,00. Os normais por R$ 12,00 e pratos por R$ 40,00. Valores justificados se tivessem o devido cuidado no atendimento e no sabor (Em alguns estabelecimentos).

Em outros bares o atendimento era bom, mas difícil dizer se por ser uma festa com tanta gente se explica o atendimento. Uma preocupação que fica de exemplo para outras festas, é a apresentação. Aquele monte de bares vendendo a bebida ‘capeta’. com luzes piscando. Um projeto visual, assim como acontece na oktoberfest, mudaria a impressão da festa. E isso, acredito, deve ser uma preocupação da prefeitura e das associações da cidade. Um empresa privada, como a que organizou a festa, tem a preocupação somente com o lucro.

Por outro lado a festa teve bons shows, segurança bem feita e público excelente.

Neve deve chegar nesta semana

DSC05246Tá com saudade tá?! O jeitão de verão deixa a Serra Catarinense nesta quarta. E a saudosa neve pode chegar durante a semana. O joaquinense já tá meio desconfiado com a falta de frio, se sentido esquecido pelos holofotes da mídia e com muito estoque de lenha pra queimar. Mas agora ela vem – a previsão é Epagri – Ciram.

“A semana inicia com temperatura amena, até elevada para época do ano. Porém, no decorrer da quarta-feira, a temperatura declina acentuadamente com o avanço de uma intensa massa de ar frio, de origem polar, e a mínima neste dia vai ocorrer à noite. Essa massa mantém as temperaturas baixas até o fim do outono, já que o inverno no Hemisfério Sul começa no próximo sábado, dia 21 às 07h51m.

Atenção: devido ao frio chegar acompanhado de umidade há pequena chance de neve nas áreas altas do Planalto Sul, entre a noite de quarta e a madrugada de quinta-feira.

Gilsânia Cruz e Marcelo Martins – Meteorologistas”

As travessias entre São Joaquim e Bom Jesus por tropeiros

ponte goiabeiras 23Com um rio cheio assim, é que nos damos conta da travessia dos tropeiros por décadas e até séculos entre São Joaquim (SC) e Bom Jesus (RS). Muitas vezes eles ficavam dias, até uma semana esperando o rio baixar o leito, com centenas de cabeças de gado na margem do rio. Com comida escassa e sob pequenas lonas de couro, aguardavam a chance de alcançar o estado  vizinho e garantir o comércio da tropa que sustentava as famílias. Quando acreditavam que a travessia era segura - se aventuravam. E que aventura!.

No início, quando conseguiam tocar o fundo do rio, as lajes de pedra eram lisas e o equilíbrio era difícil. Travessia adentro, os tropeiros sobre os cavalos somente com o peito e o rosto sobre a água e o cavalo com a cabeça. No meio do rio, estava a parte mais profunda, muitas vezes o rebanho nadava em círculos, o que era mais difícil para os tropeiros tocar a tropa com a correnteza forte do rio. Eles ficavam desnorteados por não avistarem a saída da travessia. Depois de muito tempo, levando as tropas em pequenos lotes, conseguiam com que ela chegasse a outra margem do rio.

A dificuldade continuava após a travessia. Lá, o gado, cansado e assustado, fugia para o mato fechado, e encontrá-los depois só no verão, quando saiam para o campo aberto. Outros, não resistiam a força da correnteza e só saíam do rio centenas de metros abaixo – quando ganhavam o mato, aqueles jamais eram encontrados nos campos.

Um trabalho exaustivo, feito durante décadas, séculos. Mesmo sobre a montaria dos cavalos e mulas, muitos tropeiros se aventuravam sobre essas águas assustadoras sem sequer saber nadar. O relato é de quem cruzou esse rio por anos, o Tio Vida.cavalos rio