Aeroporto de São Joaquim tem previsão de atender 7.653 passageiros/ano em 2025

O projeto para o aeroporto de São Joaquim está em fase de Estudo Preliminar, que detalha as necessidades do terminal e define valores de investimento. As obras incluem a reforma e ampliação da pista de pouso e decolagem e novos terminal de passageiros, pátio de aeronaves e seção contraincêndio.

Esta é a segunda de cinco etapas até a conclusão da obra. A previsão é que em 2025 o aeroporto já tenha recebido 7.653 passageiros, segundo informações da Secretaria da Aviação Civil.

O programa de aviação regional foi criado em 2012 com o objetivo de conectar o Brasil e levar desenvolvimento e serviços sociais a lugares distantes dos grandes centros – como é o caso da Amazônia Legal. Para isso, a Secretaria de Aviação Civil (SAC) vai investir cerca de R$ 7,3 bilhões na construção ou reforma de 270 aeroportos em todo o território nacional.

O investimento do programa é oriundo do Fundo Nacional da Aviação Civil (FNAC), composto por taxas e outorgas da aviação, e que só pode ser investido de volta no próprio setor. As contratações das empresas responsáveis pelos estudos e obras são feitos diretamente pelo governo federal e não há repasse de verbas a estados e municípios.

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O aeroporto de São Joaquim tem uma vasta novela acompanhada pelo blog São Joaquim de Fato. O TCU já chegou a emitir parecer que as obras estavam comprometidas e a empresa responsável pela obra na época, teve que dar explicações. Confira as matérias anteriores.

Tribunal diz que obras do aeroporto de SJ estão comprometidas  (Clique aqui)

Governo tem prazo para regularizar obras do aeroporto de São Joaquim (Clique aqui)

Martinho de Haro e a inspiração joaquinense

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Foi em um sítio no interior de São Joaquim, na Fazenda Palma, que Martinho de Haro pintou por cerca de 30 dias uma de suas telas lá pelos anos 1940 – conta Tio Vida, que sempre tropeava pelo local.

Nessa idas, um ‘modelo’ para uma de suas pinturas era um senhor de idade chamado Tio Amandio. Martinho pagava ele por dia para ficar a partir das 10 horas da manhã trajado de gaúcho, com intervalos, por cerca de duas horas.

Amandio colocava o pé no estribo da montaria do cavalo, com o braço sobre o animal enquanto ele pintava. Amandio, com estranheza, certo dia, no início da pintura perguntou pro Tio Vida: “Mas pra que serve isso aí. Não tô entendendo?”.

Com a obra pronta com certeza Amandio deve ter ficado honrado.

Quem o conheceu, conta que Martinho era um homem com fala calma, sereno e observador. Olhava as pessoas com quem conversava diretamente nos olhos. Era observador – como todo bom artista.

Legado: A maioria das pinturas de Martinho na Serra Catarinense foram feitas nesta fazenda. Ele nasceu em São Joaquim e depois residiu em vários países e depois diversas cidades brasileiras. Em São Joaquim  ficou por seis anos depois da fama. Após este período foi para Florianópolis onde encontrou inspiração para a maioria de suas obras geniais.

Quem foi:

Martinho de Haro (São Joaquim, 1907Florianópolis, 1985) foi um pintor, desenhista e muralista brasileiro.

Iniciou-se na pintura em Lages, Santa Catarina, em 1920, e expôs individualmente pela primeira vez no Conselho Municipal de Florianópolis, em 1926.

Como bolsista do governo catarinense, estudou na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro, de 1927 a 1937, tendo aulas com Cunha Melo e Rodolfo Chambelland. Trabalhou como auxiliar de João Timóteo na decoração da Igreja de Nossa Senhora da Pompéia, em 1930, e de Eliseu Visconti na execução do panneau doTeatro Municipal, de 1930 a 1935.

Ainda na década de 1930, freqüentou o curso de pintura de Henrique Cavalleiro e o Núcleo Bernardelli; viajou à França, onde estudou com Otto Friez na Academie de La Grande Chaumiere de Paris, em 1938. Devido ao início da guerra, retornou a São Joaquim em 1939, ali permanecendo até 1944, quando mudou-se para Florianópolis. (wikipédia)

 

100 comentários do povo sobre o aumento. Sem comentários dos vereadores

Vereadores de SJ reajustam seus salários e agora recebem R$ 3.652,56

Por sete votos contra um – o presidente da Câmara só vota em caso de empate – os vereadores de São Joaquim aprovaram no dia 1 de junho de 2015 um reajuste dos seus salários em 8,42% .

Na ata da reunião, um dos vereadores, que votou contra, Maurício Japonês, afirma que o aumento é legal, mas imoral.

Ficou assim:

Art. 1º – Nos termos do art. 45 da Lei Orgânica do Município, combinado com o art. 114, VI e 46, VI, “f”, do Regimento Interno da Câmara, fica concedida a reposição inflacionária aos subsídios dos senhores Vereadores da Câmara de Vereadores de São Joaquim-SC, no percentual de 8,42% (oito vírgula quarenta e dois por cento) equivalente ao índice oficial do INPC referente à inflação acumulada dos últimos 12 (doze) meses.

Art. 2º – A reposição inflacionária será concedida a partir do mês de Maio de 2015.

 

Câmara de Vereadores (1)

Produtores de maçã e a crise de representação

MAÇÃS-RASIP-Foto-João-Carlos-Lazzarotto-Quando muitas empresas de comunicação em suas matérias falam da venda dos ‘produtores’ de maçã, confundem com ‘compradores’ de maçã. A maioria dos pequenos produtores não exporta, cabe aos compradores esse comércio, mas nem sempre o valor é repassado aos pequenos produtores.

Não sei o caso da empresa Renar, de Fraiburgo, (ela produz, mas também compra) que deu a entrevista a uma empresa de rede esta semana – mas o lucro dos produtores em geral na Serra Catarinense não aumentou com a exportação anunciada, ao contrário da entrevista.

E o que tem feito algumas lideranças de entidades representativas como a (AMAP), Associação de Produtores de Maçã e Pera para garantir um melhor preço para os produtores com essa alta do dólar. Estão ao lado dos produtores ou dos donos de uma ou outra empresa que compra e de políticos? Reivindicam melhores estradas? Preço dos produtos? Tem isenção para defender os pequenos produtores?

Dinheiro tem: são mais de 1.000 associados e a mensalidade mínima é R$ 30,00 reais. A Amap tem bons nomes, mas a liderança…

Confira a matéria abaixo divulgada em rede estadual:

Produtores de maçã apostam na alta do dólar para ampliar exportações 

Responsáveis por cerca de 50% de toda maçã produzida no Brasil, os produtores catarinenses da fruta apostam na alta do dólar para aumentar a exportação do produto. Algumas indústrias estão mudando a estratégia comercial, para conquistar novos mercados e se beneficiar do momento econômico do país.

Por ano, a média estadual é de 600 mil toneladas, segundo a reportagem exibida no RBS Notícias deste sábado. Apenas uma única empresa de Fraiburgo produz aproximadamente 42 mil toneladas por ano.

Há dois anos, ela parou de exportar parte de sua produção, para se concentrar no mercado interno. No passado, 20% do que era produzido seguia para outros países.

Agora, com a alta do dólar, a estratégia é voltar a buscar novos mercados. A expectativa é dobrar a produção em cinco anos. “O fato do dólar ter uma alta, abre uma janela de exportação muito importante pra gente. É uma válvula de escape pra gente conseguir continuar crescendo sem grandes preocupações”, afirma o diretor da empresa, Lucio Caetano da Silva, da empresa Renar.

Leia a matéria na íntegra: (Clique aqui)

São Joaquim por baixo

imagens-toupeiraTá bom pra Toupeira!

Parecia um mal preságio. Na semana passada estive com amigos no Restaurante Divino Grão, na rua Major Jacinto Goulart, onde acontece as obras do esgoto. Ao sair do carro nos deparamos com uma fonte que subia por um tampão da Telesc. Só esgoto.

Foi assim o dia inteiro, o cheiro era insuportável. Esgotaram os tubos três vezes durante o dia e tudo voltava formando um rio por toda a rua imunda.

Da Casan, diziam que o problema era da empresa construtora e a empresa dizia que o problema era da Casan. Chegaram a dizer que o problema era da Telesc, empresa extinta nos anos 1990.

Agora…

Temos a notícia que as trapalhadas são generalizadas. Obra aberta sem licitação para concluir e fechar e sem prazo para terminar, justo na então Via Gastronômica. Empresários dali já estão desanimados e pensando em se mudar para outro local ou outra cidade.

O boulevar foi pouco discutido, e a falta de estacionamento para os turistas é preocupação constante de empresários e moradores. As ideias nos projetos vem de cima, tem até uma comissão na cidade para discutir, mas com poucos resultados e representatividade.

Reuniões com pressão e abaixo-assinado.

A novela tá só começando. A obra era para ser concluída no início do ano, já para a Festada Maçã (2015). Temos o risco agora de ter naquela rua um paraíso para as toupeiras por um longo tempo – trânsito só embaixo da terra. (Foto São Joaquim on line)

Rodovias de São Joaquim são roletas russas

Mais um acidente fatal na SC-114 tirando a vida de um trabalhador. Segundo informações do site On Jack, o condutor da Parati era um senhor das iniciais W.Z,  tentou tirar o carro de um buraco   e acabou se perdendo vindo a bater de frente com o uno dirigido por Reginaldo Ribeiro da Rosa, 35 anos, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

E mais acidentes irão acontecer.

Risco frequenteAcidente-São-Joaquim-5

Quem passa por essa rodovia,  e é joaquinense, sabe que é uma roleta russa. Não faltam relatos de usuários que tem seus veículos quebrados. Quem passou por ali por vezes já viu mais de quatro carros  no trecho trocando pneus depois de caírem nas armadilhas – muitos a noite e sob chuva.

Na cidade, borracharias cheias de carros com turistas e joaquinenses indignados.

No último sábado a noite, o turista Alexandre Martorano Kuerten, estava na Borracharia Catarinense com um grupo de amigos. O carro teve os dois pneus dianteiros furados em um mesmo buraco, ” por sorte depois de um tempo passou um cara, um anjo – me emprestou o pneu estepe dele e me acompanhou até aqui”, disse um amigo dele de Tubarão (SC).

As operações tapa – buracos só vem quando o acesso já está praticamente intrafegável.

Estamos largados à própria sorte.

 

Rodovia dos Cânions deve ser retomada, mas novela continua

Moramos tão perto do Rio Grande mas ainda temos a sensação de que é outro país, continente, tamanha é a dificuldade do acesso. Mas agora esperamos que as coisas andem. São dois caminhos, o dos Cânions, e o das Neves, mas com uma luz no fim do túnel distante.

Esta semana foi anunciada uma ‘possível’ retomada da construção Rodovia dos Cânions, que liga o mirante da Serra do Rio do Rastro até São José dos Ausentes (RS).

Pelos Cânions

mapa-serraEm Bom Jardim da Serra, a obra BJ-050 – rodovia dos Cânions, que chega até São José dos Ausentes (RS) foi assinada pelo então prefeito Rivaldo Macari em outubro de 2010 e seguiu em ritmo lento até o início de 2013. (No mapa, o caminho segue a direita de Bom Jardim, sentido sul, até os Ausentes)

Na primeira etapa foram 2,8 quilômetros, a segunda compreende 7,1 kms. Ainda restam 22 kms. Os recursos de R$ 7 milhões foram liberados pelo governo federal.

As obras estavam em ritmo lento, tanto é que a empresa responsável, a Sul Catarinense, abandonou a obra, foi quando o poder executivo chamou agora a segunda colocada na licitação, a Confer de Criciúma – a empresa discute um reajuste de mais de 1 milhão de reais que deveriam ser pagos dos cofres da Prefeitura de Bom Jardim. O empreendimento já custou R$ 10 milhões.

Segundo o prefeito de Bom Jardim, Edelvânio Topanoti, estão a disposição 6,5 milhões, mas precisa de correções e as obras devem reiniciar logo.

Pelos Caminhos da Neve

O projeto da Rodovia Caminhos da Neve é aquela novela, já estamos cansados de publicar. Foi lançado no dia 12 de fevereiro de 1993 – mais de 22 anos.

A pavimentação abrange 30 quilômetros, já tem nove.

Se a via estivesse pronta, ligando São Joaquim, na Serra de SC, com Gramado, na Serra do RS, as duas regiões teriam um incremento expressivo de visitantes. João Eduardo do Amaral Moritz, conselheiro da ABIH-SC e presidente da Câmara de Turismo da Fecomércio diz que, se a nova via já estivesse pronta, Gramado (RS) teria recebido mais de 1 milhão de turistas no inverno passado (recebeu 700 mil). A Serra de SC, que atraiu 400 mil, poderia ter recepcionado perto de 700 mil.

O que estamos perdendo

Mais de 400 mil turistas gaúchos optariam por trafegar nos Caminhos da Neve, são 25% dos que hoje trafegam pelas BRs 116 e 101. segundo estudo do Prointur – Sul 2014. (Programa Nacional de Infra-Estrutura turística da Caixa Econômica Federal).

Dos 12 milhões que trafegam pelas BRs, 101 e 116 – 5% é o número estimado, que traria para a nossa região cerca de 600 mil veículos.

Teria espaço agregado com o novo fluxo cerca de seis mil leitos e 500 empreendimentos.

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