‘Obras’ indignam população

calçadas 2A calçada da fama, ou má fama, tem novo episódio.

Depois de uma verdadeira vigília, um cerco, uma operação de guerra por cerca de muitos cidadãos joaquinenses na semana passada para discutir a má construção no início do projeto Acorde, com os engenheiros e políticos, agora começa tudo de novo.

O meio fio, que seria construído em pedra basalto, típica da região, foi ignorado. Começaram tudo de novo com erros ainda mais grosseiros. Destruiram o que era mal feito e estão fazendo de novo ainda pior.

A incapacidade de gerência já está dando nos nervos da população. Não existe um paessoa contente com os detinos do projeto. Só umas duas lá no palacete.

As respostas soam mais do que deboche.

A população agora se mobiliza novamente.

 

 

 

Sem comando, comunidade se une

Carro de boiAntes de terminar esta nota, talvez outra decisão ‘importante’ sobre São Joaquim esteja decidida, aí já fica as minhas desculpas por não conseguir apurar a tempo as ‘ordens’, ou os desmandos sobre o que se decide sobre a cidade.

Faz calçada, tira calçada, põe político, tira político – nem a água da chuva sabe mais pra onde correr, ficou empoçada na Marcos Batista, e agora tem buraco novo. Dizem que no caminho pro Rio Grande do Sul tem buraco esperando na fila pra achar espaço, aí tem buraco dentro dos panelões gigantes que se formaram.

Mas enquanto parte da classe política está desunida e desorientada, a comunidade começa a se unir cada vez mais. O resultado pode ser surpreendente.

 

 

 

Legnaghi na Prefeitura e Martorano na SDR

Secretários

 

Mycchel Legnaghi (Sem Partido), proprietário do portal São Joaquim on Line é o novo Secretário de Habitação da Prefeitura Municipal de São Joaquim. Ele assume no lugar de Emerson Oliveira (PT), que fez um trabalho exemplar nos dois anos que esteve na pasta, várias casas para população carente através do Minha Casa Minha Vida, reformas e investimento e assistência na população mais carente de São Joaquim. Um trabalho sem alarde, mas que transformou a vida de muitas famílias.

Mycchel, que conhece a realidade da população joaquinense como poucos, através de seu trabalho jornalístico e investigativo, assume a pasta com a mesma responsabilidade e o desafio de levar adiante projetos populares para mudar a realidade do cotidiano de centenas de joaquinenses.

Outro cargo é o do novo Secretário da SDR, Juliano Martorano (PMDB) assume no lugar de Solange Pagani, que no final do ano passado e início de 2015 passou por turbulências na direção do cargo de confiança. As SDR’s não terão mais, a partir deste ano, status de executora de obras, somente apresentarão projetos ao executivo – mas os mesmos salários serão mantidos.

Cabe ao novo Secretário, principalmente, conduzir o tão falado projeto Acorde da maneira como foi alardeado e de maneira transparente com diálogo com a comunidade. Assim como os Caminhos da Neve e outros projetos.

Serão cobrados.

Sucesso aos novos secretários!

 

 

Na base do grito

OGRITOÉ na base do grito. Faz tempo que o joaquinense não consegue as coisas que não dessa forma.

Os maiores gritos aconteceram há dois anos, buraqueira nas estradas, foram reivindicar e ninguém sabia de nada.

Aí o povo foi pra rua. Grito!

Atendimento no posto de saúde pífio, povo protestou na fila mesmo. Grito!

No hospital, não querem regionalizar… Grito!

Aí as estradas do interior em péssimo estado, várias manifestações…

A SC-114 naquela buraquera e ninguém dava conta, não sabiam nem onde conseguir o asfalto pra tapar os buracos…

Caminhos da Neve uma tragédia, 20 anos de promessas… Manifestação. Grito!

Calçadas do tão esperado Projeto Acorde: “Pro nível de São Joaquim tá bom”, aí não é mais grito, é surto!

Luta pelo preço da maçã. Grito!

Tiro, bala, faca, drogas rolando solto. E um ex-secretário de segurança dizia que a culpa era nossa, que não cuidamos bem de nossos filhos. Tá do mesmo jeito…

Protesto contra a violência.. “foram incidentes casuais…”, disseram

Mas, como canta Dante Ramon Ledesma em Grito dos Livres. Essa terra ainda tem dono”.

 

 

 

 

 

 

 

Um dia de paz

Passeata-28São Joaquim foi tomado hoje por um grito contido. Um gesto com mais de 1.000 pessoas em silêncio absoluto cortou a cidade. De branco, de indignação, de luto. Poucas vezes ela ficou unida por um mesmo sentimento. Foram cerca de trinta minutos cortando o coração da cidade para mandar o recado: paz e justiça. PARA TODOS!

Um filho teu…

São Joaquim começa o ano, incrédulo. Que explicação tirar a vida de um jovem cheio de sonhos, ideias. Quantas ações estúpidas, indignas ainda vamos colher em uma cidadezinha que tinha tudo para ser feliz. Toda a esperança nos desvanece nessa hora.
A sensação de dor, repúdio em uma cidade embrutecida onde não se acredita mais em justiça, mergulhada em medo, desmando.
Conversei poucas vezes com o Philipe, mas da última vez compartilhamos, no balcão de sua loja, o sentimento de ver o turismo deslanchar. E ele, como qualquer jovem joaquinense e consciente, ansioso e com pressa de ver tudo acontecer.
Diante destes sonhos ceifados tão prematuramente, e de forma tão covarde, resta enfrentar corajosamente, mesmo que impossível de cicatrizar.
Chico Buarque fala em Pedaço de Mim, que “saudade… é arrumar o quarto de um filho que já morreu”. “É uma metade afastada”.
Fica agora a ânsia, o pedido de justiça, por todos nós.

Solução para as calçadas. Chão batido!?

Chão Batido! pronto. Aí paramos de tropeçar na rua. Vamos homenagear os tropeiros, fica mais rústico, mais bonito, natural. O primeiro calçamento em São Joaquim foi feito em1950 pelo prefeito Ismael Nunes – e aquele  calçamento era bão!

Se não for de chão batido pode ser de pedra rústica, como nas trilhas do pelourinho, lá de 1800, quando faziam para receber o Dom Pedro II. Mas deixar como está não dá!

A rua Marcos Batista por exemplo, todo mundo sabe que era conhecida como a rua do sapo. Era só banhado. O paralelepido sempre oscila, com calçada crua, sem base forte, como anunciaram agora no projeto Acorde – deve ficar uma beleza.

E construir para abrir depois então. É colocar a carroça na frente dos bois. Ta aí ó? Carroça, boi, vai voltar tudo!

E calçamento com cimento puro, sem o tal ‘paver’, parece, cozinha de chão nova, mas com data pra se acabar.

A cidade era mais bonita no tempo do tropeirismo.

Não se conversa com uma pessoa na rua rua hoje sem falar da indignação do ‘baixismo’, do descaso da obra.

Tão nem aí

Por vezes, no início do mês tentei contato com a Engevix e o Deinfra (Departamento de Infraestrutura do Estadao) . Na Engevix, empresa que tem os projetos aqui em São Joaquim, disseram que só liberariam os dados dos projetos da obra com autorização do Deinfra, e lá, não houve resposta para os e-mail na assessoria de imprensa feitos por este blog. Na calçada da avenida que dá acesso a Lages, o projeto previa que a metade seria ciclovia, conforme anunciado pelo governo na imprensa, mas mudaram todos os projetos, nãoinformaram – nada sobre custos.

Aí fica um empurrando pro outro – e a obra…. anda.

Volta 1950!cavalgada