Cortinas de barba-de-velho mudam a paisagem serrana

Barba de velho 32Com as andanças do dia a dia a gente até esquece de dar valor ao que nos cerca. A barba de velho por exemplo, só quem mora no campo ou passeia e vezes descansa sob uma árvore repleta delas se dá conta e a contempla. E pesquisando se encontra nomes para ela que faz despertar a ideia de quem a batizou. São nomes como crina vegetal, barba espanhola, entre outros.

Essa cortina do campo tem até valor comercial, no Mercado Livre, pode ser comprada por R$ 14,99 a muda. O nome dela é Tilandsia Usneoides, da família das bromélias. É planta epífeta, ou seja, não é parasita, fica ‘só de boa’ sem retirar os nutrientes das plantas.

É planta aérea e tem nomes interessantes por outras paradas, também conhecida como barba-de-pau, samambaia, barba-espanhola, barba-de-macaco, barba-de-pai-ventura, cabelos-do-rei, camambaia, crina-vegetal…  – crina vegetal é boa! – e também erva-dos-bardonos, samambaia-de-norte e hirahuasso.

E tem propriedades medicinais, é adstringente, anti-hemorroidal, anti-reumática e colagoga. É indicada para dores e inflamações no reto, engorgitamento do fígado, hérnias, úlcera varicosa e varizes.

No início do século passado era utilizada como enchimento de colchões, travesseiros, selins, almofadas. Já os índios guaranis a utilizavam depois para evitar gravidez – mas era o chá. Vê só!

Ela não suporta poluição intensa, sendo considerada bioindicadora de qualidade do ar. É usada pela CETESB, Compahia de Tecnologia que monitora a qualidade do ar de São Paulo.

Mas por aqui a maior propriedade dela para nós acredito que é a contemplativa.

Passa bastante paz.

(Foto Silvio Silveira: interior de São Joaquim)

A injustiça secular com as mulas

Em tempo de cavalgada é bom lembrar: sempre que se fala em tropeada se fala em cavalos. Tem estátua para eles, tem música, tem programa de TV, novela, filme – tudo! Mas ninguém fala da mula, que é bem mais resistente. Acontece que se não fosse por ela, os cavalos não estariam aqui e talvez nem nós.

Não tem nenhum animal que foi mais injustiçado na história do Brasil que a mula.

A primeira injustiça aconteceu já na pintura de Pedro Américo sobre o tema da independência do Brasil com seus ‘cavaleiros’ em 1822 (foto). Tudo mentira!

Mulas 2Não havia cavalos nas margens do rio Ipiranga. De Santos para a Serra do Mar o trajeto só poderia ser vencido por mulas, nunca por cavalos, já que o terreno era íngreme, rochoso e distante.

Não era comum usar cavalos na época, mas sim mulas, para fazer o trajeto da Serra. Na pintura, os uniformes também eram galantes demais para o tipo de viagem que D. Pedro I estava fazendo.

Ela foi pintada em 1888, e a Independência ocorreu em 1822

Pedro Américo se ofereceu para fazer a obra, 66 anos após o grito, e ganhou uma boa quantia pela encomenda: 30 contos de réis – como comparação, em 1888.

Trânsito

Foi desde o início do século 18 até por volta do ano de 1930 que os tropeiros cruzaram o sul do Brasil. Foi parte do Ciclo do Muar. O historiador paulista Alfredo Ellis Júnior, contava que as mulas movimentaram o século do ouro, do açúcar e do café na sul da América nesse período.Mulalas tropeiros

Na região do Prata, populações passaram fome quando não tinham animais que proporcionassem os mantimentos. O ápice do trânsito foi de 1855 à 1860, quando 100 mil mulas passaram por Sorocaba (SP).

Anita Garibaldi

Outra mentira: onde no filme Anita & Garibaldi (2013) aparece cavalos, na coluna do estado rebelde que bateu em retirada do RS na travessia de três meses nos anos 1840, estavam com eles e o recém nascido – mais 12 mulas. “Aquela retirada, empreendida na estação hibernal, no meio de uma região montanhosa e sob uma chuva incessante, foi a mais terrível e a mais fatal que jamais vi”, recorda Garibaldi nas “Memórias”. Fonte: (clique)

Serra Catarinense

Por aqui, a recém criada Vila das Lagens, depois da abertura do Caminho dos Conventos em 1730, foi inaugurada por uma tropa de 800 cavalgaduras liderada pelo coronel Cristóvão de Abreu. Por aqui os animais ficavam meses e até um ano se recuperando da viagem do Uruguai até São Paulo e Minas Gerais. Cerca de 8 mil mulas carregadas com mantimentos passavam por aqui a cada ano.

Rio do Rastro

A Serra do Rio do Rastro somente era cortada por mulas. Não faltam relatos dos tropeiros. No local ao lado direito do mirante da Serra, existe um cercado de muro de pedras (taipas), ali os animais e as tropas passavam a noite antes de descer a trilha (picada). O Trabalho começava as 5 horas e se estendia até o anoitecer, lá em Mulas 458Lauro Müller.

Não era raro encontrar tropas que subiam. Como as mulas a frente não obedeciam ao comando de parar, muitas se chocavam com as bruacas (cargas das mulas) das outras e despencavam no abismo. Algumas ainda podiam ser resgatadas alguns bons metros abaixo. Baita trabalho. ( Na foto acima, abertura da Serra, com à direita, antes havia apenas uma trilha)

Justiça

Então. O cavalo chega agora, depois de tanto trabalho das mulas, posa pra foto, filme, novela, estátua e custa muito mais caro. Chegou por último e já sentou na janela.

A coitada da mula ainda é associada à teimosia – só se for a de não desistir da luta. Nada mais oportuno que corrigirmos esse erro crasso de nossa história.

Mulas 34

 

 

São Joaquim esteve na rota da novela das seis

novela das seisProdutor da Rede Globo esteve em São Joaquim em janeiro. Procurou parreirais e fazendas para a locação de um lugar para a trama da novela das seis. A Secretaria de Turismo indicou alguns, mas a equipe optou por São José dos Ausentes (RS), o que é importante para a nossa região.

Nas primeiras imagens na novela, aparece os cânions, o ator com seu cavalo galopando saindo da cena. Na sequência, ele chega em uma fazenda de Minas, ou Rio, com suas imponentes palmeiras imperiais. Nada contra a trama, é somente ficção, mas não deixa de parecer estranho na tela.

O importante é a paisagem.

Frio no sul: roupa quente e pistola como adereço

Não foi fácil chegar até aqui com tão pouco pano e debaixo desse frio todo. Hoje a gente admira o charme e as belas roupas delas, principalmente usando botas e um casaco vermelho com o cachecol e óculos escuros que destoam do cinza do frio.

Mas por um bom tempo o que predominou foi saias rodadas e pés descalsos.

Não tinha um padrão típico, a indumentária por aqui foi se formando conforme o frio cobrava e o que se encontrava por perto para se vestir. A influência mais aparente da indumentária típica da nossa região reúne roupas dos Charruas, tribo indígena que habitava o Estado do Rio Grande do Sul, o Uruguai e a Argentina e os índios Tehuelches, do sul da argentina.

Roupa 3fMais tarde, nas confecções, o pano era vindo do reino. Para os homens eram calças folgadas de algodão grosso. Botas de cano longo em sanfona que chegavam acima da metade das cochas, onde eram amarradas. Chapelões de imensas abas e o poncho, tipo pala. Cinto largo que servia de suporte para o facão, fivela grossa e vistosa e atrás a guaiaca para guardar o dinheiro.

tropeiros4Já no século 19 ganhou mais um adereço, a pistola – antes eram carabinas ou fuzis primitivos nas costas. Foi nesses anos que entrou ‘a moda’ da bombacha e do chiripá, com a influência dos gáuchos argentinos (é com acento no A mesmo, como na influência platina).

Licurgo Costa, no livro o Continente das Lagens, lembra  que usavam um poncho de enfiar pela cabeça, de baeta azulada, para as chuvas de verão; o ‘bichará’ grosso, de lã crua, também em feitio de pala, e de enfiar na cabeça, para o frio do inverno.

Já alguns cinturões, eram aparelhados ainda com lugares para os avios de fumar: o isqueiro de pederneira, o toco de fumo de corda, e a palha de milho, aparada e bem sovada.Roupas indumentaria_img03

As botas mais comuns eram as de garrão-de-potro, que eram retiradas de vacas, burros e éguas (raramente era usado o couro de potro, que lhe deu o nome). Essas botas eram lonqueadas ou perdiam o pêlo com o uso. Em uso, as botas não duravam mais de dois meses. Normalmente, eram feitas com o couro das pernas traseiras do animal que dão botas maiores. As que eram tiradas das patas dianteiras, muitas vezes eram cortadas na ponta e no calcanhar, ficando o usuário com os dedos do pé e o calcanhar de fora. Acima da barriga da perna, era ajustada por meio de tranças ou tentos.

 

Mulheres

As mulheres indígenas usavam os seios nus e cobriam suas cinturas com um chiripá, depois um vestido. Andavam geralmente de pés descalços. Mais tarde começaram a usar uma camisa de algodão com um xale nas costas, que elas próprias teciam e tingiam com raízes de plantas.

As mais pobres usavam um casaco comprido, feito de casimira e as escravas, uma bata simples e sempre descalças. A mulher campeira vestia-se com simplicidade. Usava uma saia comprida e rodada com uma blusa.

A indumentária feminina (ainda indígena), sofre sua sua primeira intervenção com a intervenção dos jesuítas sobre os guaranis, nas famosas Missões. Os padres não gostaram de tanta perna pra fora e encheram elas de roupas, do pescoço até a metade das canelas. Aí a mulher começa a incorporar traços europeus nos trajes, como enfeites nos cabelos, saias com tecidos estampados e blusas de algodão.

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A mulher missioneira depois já usava o “tipoy”, que era um longo vestido formado por dois panos costurados entre si, deixando sem costurar, apenas duas aberturas para os braços e uma para o pescoço. Na cintura, usavam uma espécie de cordão, chamado “chumbé”. O “tipoy” era feito de algodão esbranquiçado, mas em seguida se tornava avermelhado com o pó das Missões. Em ocasiões festivas, a índia missioneira gostava de usar um alvo “tipoy” de linho sobre o de uso diário. Apenas nas vestes religiosas, sobretudo nas procissões, as índias usavam mantos de cores dramáticas, como o roxo e o negro.

Difícil precisar a mudança dos trajes em seu tempo, principalmente das mulheres. Mas o inverno hoje, definitivamente, além do charme, trás nas belas roupas de inverno um motivo a mais para gostarmos do frio – e delas. Principalmente com aquele casaco vermelho, botas, cachecol e óculos escuros.

 

 

Estratégia milenar dos ‘joaquinenses’ para fugir do frio

Casa índioNão faltam relatos em São Joaquim sobre as formas de habitação dos índios caigangues na nossa região. Os colhedores de pinhão daqui, que conhecem cada palmo da nossa terra por entre as matas fechadas, sabem exatamente onde ficam os vestígios indígenas.

Os locais não podem ser divulgados sem a autorização dos proprietários dos terrenos, que geralmente não gostam de estranhos em suas terras e nem de história.

Pero, ‘que las hay, las hay’.

Mas o fato é que durante milênios os ‘joaquinenses’ que por aqui cruzaram – os caigangues eram nômades – tinha a sua própria forma de se esquivar do frio. Com pouca roupa, mas adaptados e inseridos na natureza. Ao contrário de nós, ‘os evoluídos’, que ainda penamos para se adptar.

Foi assim

Há mais de 2.500 anos, os caigangues desenvolveram amplo domínio territorial e construíram casas subterrâneas para se abrigarem do frio e dos fortes ventos da região.

De acordo com os estudos realizados nos sítios arqueológicos encontrados nas terras caigangues, as casas subterrâneas eram construídas pelos indígenas em formas cônicas e circulares, cobertas por palhas, sempre em interflúvios dos grandes rios e em áreas de planaltos com altitude entre 400 m e 1.200 m, longe dos perigos de inundação.

As moradias tinham de 1 m a 2 m de profundidade e diâmetro que variava entre 5 m e 10 m. A datação provável das habitações subterrâneas indica que tenham predominado na região dos séculos 4 ao 18, quando já são referidos por cronistas e etnógrafos novos registros de habitações.

A entrada da habitação era por um lado, e por outro, havia uma abertura superior para a saída da fumaça do fogo de chão.

Casas subterrâneas desapareceram no século 19

Sandoval Amparo, escritor que publicou livro sobre o tema, afirma que este estilo de moradia foi abandonado pelos indígenas durante o século 19, data dos últimos registros de ocupação das casas subterrâneas. O desaparecimento das moradias coincide com o período, segundo o estudo, da política de colonização da região por imigrantes europeus.

Daí, os indígenas passaram a morar em palhoças e depois em casas similares aos postos indígenas da Funai, isto é, habitações de madeira com telhas de barro ou amianto.

Segundo Amparo, apesar dessas perdas, muitas características ancestrais foram mantidas pelos caigangues. “Entre elas, a importância do pinhão e do milho na dieta alimentar, o sistema de cacicado associado a territórios específicos, delimitados pelos bosques de araucária (Araucária Angustifólia) que eram manejados e marcados com grafismos característicos dos diferentes caciques, e, principalmente, a organização espacial e os sítios escolhidos para construção dos assentamentos e moradias, sempre localizados nos platôs que formam os interflúvios dos grandes rios do planalto meridional”, disse ele.

E agora?

E será assim, pelos milênios restantes? O que é difícil de entender a demora em construírmos residências melhor adaptadas ao frio com baixo custo para todas as classes. Ou estudamos, ou encontramos uma adaptação deixada pelos nossos ancestrais há séculos.

Um ‘prato’ servido há 3 mil anos na Serra Catarinense

sapecadaQue tal uma iguaria servida na Serra Catarinense há 3.000 anos. É o que revelam pesquisas históricas e arqueológicas sobre as populações indígenas que viveram no planalto sul-brasileiro.

A gente degusta do mesmo jeito – como naquela época. Não pode ser servida em restaurantes, somente no campo. Era o prato dos chamados araucacianos. Simples, gostoso e nutritivo. Somente sementes de pinhão sobre a grinfas (palhas secas de pinheiro) fogo, pedrada na casca e pronto!

Os índios degustaram por milhares de anos. Segundo estudos, um depósito de restos de pinhões em meio a uma espessa camada de argila evidencia não apenas a existência do pinhão na dieta diária dos grupos, mas também uma engenhosa solução para conservá-lo durante longos períodos, evitando o risco de deterioração pelas ações do clima ou do ataque de animais.

O inglês Thomas Bigg-Wither, dois séculos atrás escreveu: “Os coroados costumam guardar esse fruto para comê-lo mais tarde: Isto eles fazem enchendo diversos cestos de pinhão, colocados dentro da água corrente durante quarenta e oito horas. No fim desse tempo os cestos são tirados fora e o conteúdo é espalhado para secar ao sol. Assim conservados, os frutos ficam secos e sem gosto, perdendo sem dúvida grande parte de suas propriedades nutritivas”.

Sabe-se também que o pinhão servia de alimento para inúmeras espécies animais, inclusive o caititus selvagens (espécie de porco), atraindo-os durante a época de amadurecimento das pinhas. Assim, ao lado da coleta anual do pinhão, os indígenas igualmente caçavam esses animais.

Comida indioEles também criaram outras formas de conservação, como a farinha do pinhão e o “pinhão d’água” ou õkór (os pinhões eram colocados num cesto com tampa e este amarrado a um cipó era colocado em um poço de rio). Também usavam o pinhão para produzir uma de suas bebidas fermentadas.

E que não é que nós aqui, sem saber, despertamos os instintos mais primitivos e imitamos os pratos dos nossos ancestrais. É o caso da paçoca de pinhão e o entrevero, ambos com carne de porco e pinhão. Apesar dessa nossa dita “evolução da espécie”, nos lambusamos e nos orgulhamos com o que tinha de melhor por aqui – há 3.000 anos.

 

 

São Joaquim recebe projeto Acolhida na Colônia

São Joaquim tem agora a Central do Projeto de turismo Acolhida na Colônia. Na praça da igreja, onde antes era a Casa da RBS TV, e depois Casinha do Papai Noel, existe agora um novo projeto, inaugurado no mês passado. Quatro estabelecimentos rurais já estão incluídos e os turistas podem ter informações ali.

AcolhidaO Projeto Acolhida na Colônia, uma idéia nascida na França, começou no Brasil na região da Grande Florianópolis (município de Santa Rosa de Lima) em 1998.
Em 2005 a idéia se estendeu para o alto Vale Europeu, mais precisamente nas regiões de Rio do Sul, Ituporanga e Ibirama.Consiste em criar alternativas para o meio rural, proporcionando uma melhor qualidade de vida para os proprietários rurais e uma nova opção ao turista, que passa a poder conviver com as atividades agrícolas, hospedando-se e participando diretamente das atividades na propriedade.

Os pequenos proprietários rurais se comprometem a produzir produtos orgânicos, preservar o meio ambiente, compartilhar com os visitantes seu modo de vida, sua cultura e suas histórias contadas durante um almoço ou jantar com uma mesa farta, com pratos produzidos a partir do que há na propriedade, além das inúmeras belezas naturais e sossego do meio rural.formações sobre os serviços. (Acesse o site da Acolhida na Colônia)

Previsão de neve em São Joaquim no sábado (4/7)

Ela vai voltar. Prepare a máquina fotográfica, lenha para o fogão e agasalho. Sente em frente a janela e espere. O espetáculo pode acontecer sábado, desde Caxias do Sul (RS) até São Joaquim.

É o que indica alguns modelos de previsão do tempo. A imagem abaixo é de um modelo de previsão americano – o frio será predominante e até bem forte em vários dias. Neve? “Começa a ter indicativo,certeza se vem ou não, só nos dados de quarta/quinta”, disse Ronaldo Coutinho no twitter. Mais informações na Climaterra.
Neve prev

São Joaquim em 218º lugar no índice estadual do Firjan

São Joaquim aparece em 218º lugar entre os 295 municípios de Santa Catarina no índice Firjan divulgado esta semana.

Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal – é um estudo do Sistema FIRJAN que acompanha anualmente o desenvolvimento socioeconômico de todos os mais de 5 mil municípios brasileiros em três áreas de atuação: Emprego & renda, Educação e Saúde. Ele é composto por cinco indicadores nas gestões de cada município:


Receita própria: Mede a dependência em relação às transferências dos Estados e da União;


Gastos com Pessoal: Mostra gastos pessoal, em relação ao total da receita corrente líquida;


Investimentos: Acompanha o total de investimentos em relação à receita corrente líquida;


Liquidez: Verifica se as prefeituras estão deixando em caixa recursos suficientes para honrar obrigações de curto prazo;


Custo da Dívida: Correspondente às despesas de juros e amortizações em relação ao total das receitas líquidas reais.

Com base nesses critérios, o Índice Firjan atribui escala de 0,0 a 1,0. Sendo que aqueles municípios mais próximos de 1,0 são aqueles que reúnem o conjunto de fatores que confirmam uma boa gestão.

Os números se referem a 2013.

De leitura simples, o índice varia de 0 (mínimo) a 1 ponto (máximo) para classificar o nível de cada localidade em quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4 a 0,6), moderado (de 0,6 a 0,8) e alto (0,8 a 1) desenvolvimento. Ou seja, quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento da localidade. Confira mais dados (Clique aqui)

 

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São Joaquim e a estética do frio

Frio pássaro SJMas tá frio demais! Galo não canta mais, aí você vai lá ver se ele morreu lá pelas 8 horas  e fica indignado. É só preguiça dele. O gado se esconde no mato e só sai com  sol convincente.

O cachorro campeiro, aquele amarelão que é o que mais se adapta as temperaturas daqui e a personalidade do seus donos na serra se encolhe naos galpóes e nas cozinhas de chão batido  com fogo de chão – não levantam nem com alarme de quero-quero.

Na árvore, canários inflados com as penas – parece ritual de acasalamento, mas é só frio. Hoje está 5ºC abaixo de zero, após 90 mm de chuva dias antes, a umidade e o frio combinam: vamos detonar com esses caras. Mas tem outra história aí, como resumiu Vitor Ramil, o milongueiro, na Estética do Frio:

“Ao me reconhecer no frio e reconhecê-lo em mim, eu percebera que nos simbolizávamos mutuamente; eu encontrara nele uma sugestão de unidade, dele extraíra valores estéticos. Eu vira uma paisagem fria, concebera uma milonga fria. Se o frio era a minha formação, fria seria a minha leitura do mundo. Eu apreenderia a pluralidade e diversidade desse mundo com a identidade fria do meu olhar. A expressão desse olhar seria uma estética do frio.”
… “Não estamos à margem de um centro, mas no centro de uma outra história.”