Clube do Livro: Bate-papo com o simpático e incrível escritor Beto Junqueyra

“A literatura pode ajudar a melhorar a visão de mundo. Um livro aberto é um chão, é um telhado e pode ser um abraço que vem em nossa direção. Para uma criança tão importante como aprender a dar o primeiro passo é aprender a virar sozinha a página de um livro. Só assim é que ela vai aprender a escolher realmente os melhores caminhos.”
(Beto Junqueyra, Senior Publisher da Estrela Cultural e Escritor)

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Foto: LinkedIn

 

Sejam bem-vindos a essa edição mais que especial do Clube do Livro!

 

Para esta edição, fizemos um bate-papo incrível com Beto Junqueyra. O escritor já vendeu mais de 1,5 milhão de livros no Brasil e no exterior, ficou quinze semanas entre os mais vendidos da revista VEJA, teve 2 livros selecionados para o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) em 2018 e 2020 e recebeu o importantíssimo Prêmio Jabuti em 2000, com o livro “Vivendo Melhor através da Numerologia“, um projeto editorial diferenciado, com Aparecida Liberato, Irene Brygg e Helio Rosas.

 

Sempre existe nervosismo quando entramos em contato com alguém que admiramos e, com Beto Junqueyra, não foi diferente. Depois de horas pesquisando, encontramos seu perfil em uma rede social, enviamos o link da matéria sobre o livro “Os Natos/O Código de Camões” e de imediato ele respondeu! Imaginem a nossa surpresa!

Beto Junqueyra, além de ser o autor do livro dos Natos, transformou os clássicos “O Pequeno Príncipe” e “Pinóquio” em incríveis livros-teatro, proporcionando uma produtiva interação entre toda a família. Os personagens, representados por dedoches, atuam de forma bem divertida em cenários cheios de vida, acompanhados de diálogos simples, recriados por uma dramaturga.

A experiência do livro-teatro é tão diferente que os leitores se transformam em atores que também “assistem” às suas próprias apresentações.

 

Nascido em São Paulo em 30 de janeiro de 1960, Alberto Júlio Junqueira Guimarães Araújo, Beto Junqueyra, cresceu ouvindo e lendo histórias de Monteiro Lobato. Aos nove anos já possuía um caderno de contos que, orgulhosamente, era exibido pelo seu pai a todas as visitas. Aluno dedicado, estudioso e ótimo leitor, Beto colecionavas notas 10 em redação.

Admirador dos escritores Júlio Verne, Monteiro Lobato e João Carlos Marinho, Beto queria ser médico clínico geral, como seu avô. Até o início do terceiro colegial manteve essa ideia, mas depois descobriu que gostava mesmo era de conhecer novas culturas, raças e línguas. Viajou o mundo todo, mas sua maior realização começou quando começou a escrever. Com 37 anos, conheceu personalidades da mídia e decidiu escrever seu primeiro livro. Anos após, em 2003, a paixão pelo avô e pela medicina foram estímulo para criar o personagem Tobi, no livro “Os Natos”.

Formado em Marketing Internacional pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), Beto passou pela França, Dinamarca e Luxemburgo antes de concluir sua graduação. Foram essas viagens que mostraram a importância e o interesse crescentes pela língua portuguesa, que certamente, trouxeram muitas ideias e inspirações.

Para todos aqueles que sonham em ser escritores, Beto nos deixa a seguinte mensagem:

Ler é muito importante. Ler é a matéria-prima do escritor. Ler, ler e ler. E anotar suas ideias, formatá-las aos poucos num mesmo caderno e, de repente, você está pronto para escrever seu primeiro livro. Não ter medo de escrever o quanto for necessário.
Você fica ansioso e quer terminar logo. Todavia, é preciso ter calma, escrever e reescrever até ficar realmente feliz com o enredo. E quando você sente aquele frio na barriga de que o resultado ficou legal, que você curtiu a história, é porque ela está pronta.

 

Acompanhe a entrevista com essa personalidade incrível! Autor de 29 livros, entre eles biografias, traduções, autoajuda e infantojuvenis.

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Beto, primeiramente, obrigada pela oportunidade de entrevistá-lo e divulgarmos seu trabalho.

1- Quem é Beto Junqueyra e de onde surgiu a paixão pela Língua Portuguesa?
Acho que o vídeo documentário abaixo dá uma boa ideia da minha trajetória. Tomei gosto pelos livros no colo da minha mãe, que nos contava histórias do Monteiro Lobato, sobretudo. Com nove anos eu tinha um caderno de contos que meu pai mostrava orgulhosamente para todos. “A pipa amarela’ era meu conto predileto. Na adolescência conheci o Mestre Alceu, que me encaminhou para a literatura. Ele dizia que eu seria escritor, por conta das minhas redações. Eu tirava sempre dez. Até que um dia tirei zero. Fiz um poema para minha musa, mas o tema da redação era a crise do petróleo. Sempre escrevia inspirado em uma menina que eu gostava. É a Helô, da história O Código de Camões. Logo após terminar o ensino médio soube que ela havia morrido e decidi homenageá-la, transformando-a em personagem da turma Os Natos. O Mestre Alceu também seria personagem dessa turma. E recebeu o livro final, poucos meses antes de falecer.

https://www.youtube.com/watch?v=5BT5pQS9JXs

 

2- Sabendo que as inspirações para suas personagens dos livros infanto-juvenis são amigos, colegas e professores. Existe alguma inspiração que ainda não está em um livro?
Sempre observo o comportamento das pessoas ao meu redor, no metrô, nas ruas. Procuro sempre captar a essência de cada um e levá-las ao mundo mágico dos livros.

 

3- Quantos livros você já publicou?
Mais de 20. Estou escrevendo dois. Um será lançado em novembro.
São duas biografias, dez de auto ajuda e a maioria infantojuvenil.
Dentre eles, destaco:

1. Ratinho, coisa de louco! – L&PM
2. Sou pai e agora? – Best Seller
3. Vivendo melhor através da Numerologia (Prêmio Jabuti) – Best Seller
4. Números e Aromas do Amor – Best Seller
5. Volta ao mundo falando Português (atual O código de Camões) – Planeta-Estrela Cultural
6. Uma luz na ilha escura – Caramelo – Saraiva
7. Ecopiratas em Fernando de Noronha – Planeta
8. O poder que vem do seu nome – Sextante
9. João e Maria em busca de superpoderes – IBEP – FTD
10. Pintou sujeira! – IBEP Jr
11. Brasuca e Portuga – Caramelo
12. Os números secretos dos relacionamentos – Sextabte – Estampa-Portugal
13. Los números de tu bebé – Grijalbo Random House Mexico
14. Os números e os relacionamentos – Nova Cultural
15. A grande descoberta de Gulliver – IBEP Jr
16. Você & Cia. – Best Seller
17. O pequeno príncipe, adaptação em livro-teatro – Showbook/Autêntica
16. Pinóquio, adaptação em livro-teatro – Showbook/Autêntica
17. A volta ao mundo em 80 dias, adaptação interativa – Estrela Cultural
18. Diga-me seu nome e direi quem você é – sextante – Grijalbo Mexico
19. Numerologia básica – Coleção Ediouro
20. O parto é da mulher! – Gutenberg
21. A numerologia o o poder dos nomes – Sextante
22. O labirinto de Greg (virtual)
23. Deu a louca no mundo (Os Natos 2) – Cia Editora Nacional/IBEP Jr

 

4- Você escreve para públicos muito diversos: crianças, jovens, adultos e para o meio empresarial. Para qual destes você acha mais difícil escrever? Por quê?
Gosto de escrever atualmente para crianças e pré-adolescentes. Respondem mais diretamente e têm mais interesse o que ajuda a formar leitores desde cedo.

Clique aqui e assista ao vídeo em que Beto Junqueyra fala a CBN sobre a importância de incentivar a leitura nas férias.

 

5- Como é escrever para o público infanto-juvenil? E como surgiu o desejo de falar para esse público?
Escrevo desde pequeno e por meio da literatura faço minha catarse. Rio e choro, viro personagem, vibro a cada página. Veja do outro lado , um sorriso, uma emoção, uma nova experiência. Uma esperança. Um livro é um amigo de braços abertos, sempre pronto para nos acolher, mostrar um caminho.

 

6- Sobre o livro “O Código de Camões”, além de ser um grande sucesso, é um livro de aventura, ação e muita ludicidade. Por basear-se em uma gincana, existe algum projeto para que o livro se torne um jogo de tabuleiro ou virtual?
Temos feito vários projetos para escolas. Ele foi um dos escolhidos pelo PNLD 2020 e agora os professores de cada escola estadual (Fundamental II) devem escolher os livros de aluno para o ano que vem. Estamos no páreo. O livro agrada muito a galerinha, como literatura e projeto interdisciplinar, pois une, sutilmente geografia, história, ciências e matemática, além, é claro, de língua portuguesa.

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7- De todos os países e culturas apresentados no livro O Código de Camões, quais você visitou?
Estive em Fernando de Noronha e Porto Seguro (passagens importantes da história) no Brasil, Portugal (Guimarães e Aveiro), Macau (China) e Goa (Índia).

 

8- O livro “Ecopiratas: Uma aventura ecológica em Fernando de Noronha”, traz diversos elementos para o contexto infantil: ecologia, mapas e códigos (uma marca sua) e LIBRAS, tudo isso utilizando a fantasia dos piratas. Quais foram as maiores dificuldades para incluir uma personagem muda? Como foi utilizar LIBRAS em uma história no papel?
Passei várias férias da minha infância em Uberlândia. Lá tinha várias tias, irmãs do meu avô, que eram surdas-mudas. Elas falavam em LIBRAS e eu é que me sentia um excluído das conversas. Em uma viagem de trem entre o Porto e Lisboa, acordei e como em um passe de mágica tive a inspiração, Era como se meu avô tivesse voltado e comecei a esboçar a história em um guardanapo.

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9- Como foi traduzir e adaptar o clássico “O Pequeno Príncipe” para o teatro com dedoches e cenário?
Desafiador e gratificante. Como o teatro de fantoches (e dedoches, por extensão) será muito usado na alfabetização, por conta da BNCC (Base Nacional Comum Corrícular), esse livro deverá ser muito usado nas escolas. O do Pinóquio também. Contei com a adaptação para o teatro da dramaturga e amiga Renata Bortoleto, minha autora agora aqui na Estrela Cultural. Lançaremos na Bienal um livro dela: A menina do dia.

 

10- Diria que você é o Dan Brown infantil; sempre incluindo em seus livros, uma busca por respostas através de caça pistas, o que virou uma marca sua. Por que a escolha desse tipo de história?
Gosto desse desafio, desse espírito de Sherlock Holmes nas histórias. Aliás, minha próxima adaptação, do Arthur Connan Doyle, a ser lançada em outubro é O cão dos Baskerville.

 

11- Os livros em parceria com Aparecida Liberato, Você & CIA e Diga-Me Seu Nome E Direi Quem Você É, descrevem, através da numerologia, formas de encontrar energias que abrem portas para uma trajetória de sucesso e a influência que o primeiro nome exerce sobre nossas atitudes, respectivamente. Poderia dar alguma dica para instigarmos nossos leitores que ainda não conhecem os livros?
O número mais importante é o da data de nascimento. É o que tem a energia mais forte. Nossos livros têm sido vendidos no Brasil, Portugal, Argentina, México e Estados Unidos. Já vendemos mais de 700 mil livros. Estamos escrevendo nosso décimo-primeiro livro em coautoria.

 

12- O que significa a Numerologia para você e quais os impactos em sua vida?
Mudei meu nome artístico de Beto Junqueira para Beto Junqueyra, ganhando uma energia 3, o que me deu mais desinibição para falar com as crianças e adolescentes nas escolas, Deu certo! eu era muito tímido.

 

13 –  Poderia nos explicar como isso funciona na numerologia?
Com o y no nome chega-se a um somatório 3, número da comunicação, que abre as janelas para eu me desinibir e conseguir transmitir o que desejo com facilidade. 

 

 

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Bia e Cici, grato pelo carinho e pelo espaço.
E parabéns por esse trabalho. Lindo! Emocionante!
Beto Junqueyra

 

 

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Click dos Leitores

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Eu indico esse livro porque ele mostra que o vivemos em um país voltado para a língua inglesa, deixando nossa língua de origem para trás. O livro trouxe como novidade as charadas escondidas, além de já ser legal, as charadas ajudaram a dar mais empolgação durante a leitura! Gabriela Pereira, Urupema (SC)

 

 

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O Pequeno Príncipe, infindáveis formas de ensinar a amizade. Com dedoches ainda melhor. José Marcos Ramos, Belo Horizonte (MG)
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Eu li esse livro há muito tempo, quando ainda estava na escola.
Apesar de ser um livro infanto juvenil, o interessante sobre ele é que traz uma história de um grupo de jovens que precisa completar uma gincana passando por todos os países que falam português. E nesse percurso eles tem que desvendar várias pistas, vencendo desafios.
Muitas vezes nós temos a impressão de que só o Brasil e Portugal falam português, mas como vocês podem ver pelo mapinha da foto, tem mais um pessoal que partilha da nossa língua. (@ladybook.me)

 

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Hoje eu quero fazer uma indicação diferente: um livro que eu quero na minha estante! Conheci sobre um livro graças ao “Clube do Livro: o que você está lendo?” no São Joaquim Online, uma série de matérias que escrevo em parceria com a Bia. Já falei com vocês sobre esse projeto: trabalhamos com edições de indicações feitas pelos leitores, ou seja, toda e qualquer pessoa, inclusive você. Esse livro em questão eu não conhecia até uma aluna da”E.E.B Manoel Pereira de Medeiros” enviar como sugestão para nós! E a minha amiga Bia conhecia o livro então imagina como foi?! . Eu simplesmente me apaixonei pela proposta e pela ideia dele, pela brasilidade e pertencimento que ele exala. Não li o livro! Mas a Bia leu e me contou tudo o que me deixou muito, muito curiosa pra conhecer essa proposta maravilhosa, diferente e patriota . Confesso que só pelo que li da aluna e pelo que a Bia me contou, eu percebi que esse livro deveria ser lido por todo brasileiro e utilizado nas escolas pelos professores, pois ele nutre um amor pela nossa língua que muita das vezes fica deixado de lado, não nos apropriamos com pertencimento, reconhecimento e paixão por sermos brasileiros e falarmos português: uma idioma com tantas variações e profundidade e palavras únicas . Quero deixar o convite para vocês conhecerem mais sobre “O Código De Camões” do Beto Junqueyra. (@cici_books)

 

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NatosLady

Que massa! Adorei o título e, pelo que vc falou, também já quero esse livro na minha estante! Acaba de entrar pra minha lista de desejos. Sou completamente apaixonado pela língua portuguesa, mesmo sendo um idioma tão difícil!(@bibliotecadojeff)

 

 

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Resumo

maxresdefaultNome: Alberto Júlio Junqueira Guimarães Araújo (Beto Junqueyra)
Nascimento: 30/01/1960
Cidade: Jandira, São Paulo
Publicações: 29 livros no Brasil e no exterior, mais de 1,5 milhão de cópias vendidas
Esporte: Hóquei sobre grama
Palestras: Palestras em escolas no Brasil para mostrar a estudantes do Ensino Fundamental e Médio a importância da nossa língua no mundo, com base nos seus livros de literatura “Os Natos – O código de Camões” (Estrela Cultural – Ibep), “Quem tem boca vai ao Timor” (Editora do Brasil) e na obra/palestra “Português, Língua Global”.
Prêmio: Prêmio Jabuti em 2000, com o livro “Vivendo Melhor”, por conta do projeto editorial diferenciado, com Aparecida Liberato, Irene Brygg e Helio Rosas.
Formação Acadêmia: Marketing Internacional na Fundação Getúlio Vargas

 

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Alguns livros

As sinopses foram gentilmente enviadas pela colaboradora Márcia Coelho, diretamente da Biblioteca da Fatenp.

 

 

 

A surpresa

Durante a edição desta matéria, fui agraciada com um exemplar do livro “O Código de Camões“, aquele que já era uma paixão, obteve um significado ainda maior e terá um lugar especial em minha estante.

Beto, meus mais sinceros agradecimentos pelo livro e por esse bate-papo inesquecível! A Cintia e eu, sentimo-nos muito honradas pela sua companhia durante a edição dessa matéria. Desejamos que nossos leitores conheçam e apreciem o seu trabalho, assim como nós. Acreditamos que seu amor e dedicação em incentivar a Língua Portuguesa, através de seus livros, é fundamental para a educação das nossas crianças. Você nutre um amor pela nossa língua que fica muito explícito a cada edição. Que você encontre em seu caminho, mais e mais inspirações para essas aventuras repletas de ensinamentos, brasilidade e português. Os sistemas educacionais brasileiros tem muito a agradecer pelo seu riquíssimo trabalho!

 

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Envie a sua indicação:

  • Qual livro você gostaria que todos conhecessem?
  • Qual escritor você gostaria de ver em nossas matérias?

Você pode enviar seu texto para:

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Ler é nossa paixão!
Escrever sobre livros é uma realização.

Essa é uma parceria de Bia Chiodeli, do São Joaquim Online Notícias, com Cintia Marinho, Instabooker, IG: @cici_books

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