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Violência Emocional: O mal que destrói silenciosamente

Violência psicológica, muitas vezes silenciosa, pode ser tão ou mais nefasta que a violência física e pode deixar danos irreparáveis para o resto da vida. É um tipo de agressão que, em vez de machucar o corpo da vítima, traz danos a seu psíquico e emocional, fere o equilíbrio afetivo, a capacidade de tomar decisões e o estado de bem-estar necessário que para que o indivíduo possa viver com dignidade.

“Não existe nada tão raro como um homem inteiramente mau, a não ser talvez um homem inteiramente bom.” Denis Diderot.

(Parece ser unânime que ninguém é só bom ou só mau. Assim, podemos pensar que o mal e o bem coexistem em praticamente todas as pessoas, em menor ou maior grau. No entanto, felizmente, a maior parte destas consegue viver em sociedade de forma estável e adaptada ao meio envolvente sem provocar dano no(s) outro(s), como se de certa forma o seu lado bom prevalecesse.)

Entenda o que é uma Violência Emocional 

Geralmente a “estratégia” utilizada pelo agressor passa pela mobilização emocional e psicológica da pessoa vitimizada para satisfazer todas as suas necessidades de atenção, de carinho e de importância. De forma dissimulada o agressor tenta inferiorizar a pessoa, com sua violência verbal, tornando-a dependente e com sentimentos de culpa.

A desinformação e o medo por parte das pessoas pode dar força ao agressor, pelo que é urgente inverter isso e sensibilizar as pessoas para o compromisso da não violência e da não discriminação.

Mas é bom ter em mente que ninguém está verdadeiramente só e que existem “redes de apoios” e serviços que podem proteger e apoiar pessoas que são vítimas de algum tipo de agressão! Também é bom recordar que a lei portuguesa penaliza as situações de agressão identificadas e que por isso pode ser vital assinalar uma situação de violência. Seja a nível psicológico, físico, social, sexual ou de outro tipo e seja infligida a uma criança, a um adolescente, a um adulto, a uma pessoa idosa ou a uma pessoa portadora de deficiência física ou mental.

                                     Os homens também são vítimas da violência doméstica

Quando nos referimos à violência doméstica, vem automaticamente à nossa mente a imagem de um homem maltratando uma mulher. É normal, devido ao fato que esse tipo de violência é a que tem mais visibilidade e é a mais frequente. É verdade que a cifra de mulheres que são maltratadas é, sem dúvidas, superior a dos homens. Porém, apesar disso, não podemos nos esquecer deles, já que estamos falando das diversas formas de violência emocional, principalmente nos relacionamentos afetivos.

Foto foto internet

Os homens que sofrem violência doméstica também levam bofetadas e objetos também são atirados contra eles quando chegam em casa.

Uma pessoa, independentemente de ser homem ou mulher, pode ser vítima de violência.

Abuso infantil, abuso contra a mulher ou abuso contra o homem. Todos esses tipos de abusos são iguais, a única coisa que muda é a idade e o sexo da vítima. Apesar disso, por vezes achamos que a violência doméstica contra o homem é menos séria.

A maioria dos homens vítimas de violência doméstica reage “com silêncio” às agressões e os que recorrem ao sistema de apoio avaliam-no negativamente por sentirem que são incompreendidos e novamente vítimas.

A maioria dos homens envolvidos nas amostras dos estudos não procura ajuda por “não se reconhecer como vítima”, pela “vergonha e pela crença que o sistema de apoio não vai estar disponível e não os vai ajudar”.

foto fonte internet

“Apesar de termos uma lei neutra em termos de sexo os homens continuam ainda invisíveis ao nível da sociedade, pela rede de apoio e nas campanhas de prevenção”, Também à semelhança do que acontece com as mulheres, os homens mantêm-se na relação por amor, na esperança que a parceira mude e pelo desejo de manter a sua vida familiar.

“Ela ameaçava infernizar minha vida se eu a largasse”

“É difícil explicar aos outros onde está a sua dor”, diz o psiquiatra e psicanalista Jorge Forbes.

É difícil perceber quando, no relacionamento, o jogo do amor vira o da dominação. O pano de fundo é a vontade de anular o outro, torná-lo refém dos próprios desejos.

Quando um tem um limiar para tolerar frustração muito baixo e o outro, muito alto, a violência se perpetua”, diz a psicóloga Margareth dos Reis, do Ambulatório de Medicina Sexual da Faculdade de Medicina do ABC.

“Você constrange a pessoa usando os demônios dela. E ela faz o que você quer, por gostar de você”, diz Forbes.

Danos da Violência Psicológica na Saúde

A Organização Mundial da Saúde – OMS define saúde como “o completo estado de bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de enfermidade”. Desta forma podemos considerar que a saúde depende de um equilíbrio e de um bem-estar relacionados com as questões do corpo, onde se inclui a mente, a componente física e emocional (nível celular) e as questões relacionais e macro (nível social).

Fonte foto internet

Os efeitos da violência psicológica são vastos e sensíveis e podem permanecer durante muito tempo silenciosos. Podem Incluir:

  • Desenvolvimento desequilibrado da personalidade (no caso das crianças)
  • Falta de esperança
  • Dificuldade em confiar
  • Dificuldade em criar laços e em construir relações
  • Influência negativa na vida sexual da pessoa vitimada
  • A pessoa vitimizada, consoante a gravidade das agressões emocionais e psicológicas, pode mais tarde passar a ter o papel de agressor em vez do de vítima.

    Algumas Consequências de Ordem Psicológica:

    • Ansiedade
    • Angústia
    • Baixa autoestima
    • Irritabilidade
    • Depressão
    • Sentimento de incapacidade
    • Sentimento de culpa
    • Perda de memória
    • Abuso de álcool e drogas
    • Diagnóstico de pânico
    • Diagnóstico de fobias
    • Comportamentos destrutivos
    • Sensação de vazio
    • Tentativa de suicídio.
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    Saiba o que é violência psicológica e quais os tipos de agressões existentes

    Violência verbal: caracteriza-se por proferir xingamentos, obscenidades ou palavras que desclassificam e julgam o outro incapaz.

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    Indiferença: é o comportamento neutro, a omissão ou o descaso com a vida e as necessidades do outro, o que, por vezes, machuca mais do que o ódio declarado.

    Intolerância ou discriminação: despreza as características, a cultura, os valores e a crença do outro.

    Perseguição: disposição em causar dano ou mesmo só o escárnio a alguém de forma sequencial, quando não basta agredir ou ridicularizar apenas uma vez. Numa palavra mais moderna, é o famoso bullying.

    Chantagem: condicionar o bem que se pode fazer ao outro, isentá-lo de punição ou suprir uma de suas necessidades mediante uma retribuição ou satisfação imoral para o agressor.

    Causar dependência do outro: acontece quando uma pessoa identifica (ainda que inconscientemente) a carência afetiva do outro e usa disso para oprimir, sufocar e impor suas vontades na vida dele.

    Econômica: Sustentar o outro em necessidades básicas ou seus apegos e vícios; em troca, tirar sua liberdade e impor condições para satisfazer a vontade própria.

    Exposição pública: constranger, desrespeitar, causar medo ou vergonha, divulgar fatos da intimidade de alguém, de forma que muitas outras pessoas possam ver ou ter acesso. Também, denunciar em público o que deveria ser levado a uma autoridade.

    Impor condição privilegiada: O agressor argumenta que sua condição está acima da da vítima e, por isso, ninguém vai acreditar nele ou considerá-lo.

    Ameaça ou intimidação: Quando o agressor impõe uma vantagem, força ou instrumento de força (uma arma, por exemplo) apenas como forma de intimidar, ameaçando de agressão física ou obrigando a vítima a ceder algo contra sua vontade.

    Provavelmente, todos nós, ainda que num nível superficial, vivenciamos algum desses tipos de violência psicológica. Na escola, em casa, no trabalho, entre conhecidos, na rua, fomos vítimas ou quem sabe agressores. Daí a importância de tomarmos consciência do mal que podemos fazer e renunciar a esse tipo de atitude.

    Conselhos para Ajudar quem esta passando por este problema 

    Violência Psicológica Infrafamiliar

     

    Fontes de pesquisa: Cristina Madeira, Psicóloga Clínica.,Clube Negócios Femininos, Semul, Roseimeire Zago.

    Por Sandra Rosa , Bia Rosa Chiodeli

     

     

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