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Campanha faz Moção de Repúdio Contra Queimadas na Serra Catarinense

Um petição lançada recentemente na internet e redes sociais, através do site Avaaz, a maior e mais efetiva comunidade de campanhas online para mudança social, trás a tona uma moção de repúdio contra as Queimadas na Serra Catarinense. A campanha já contém diversas assinaturas e defende a ideologia de que a queimada de campo é uma técnica primitiva e defasada que traz inúmeros malefícios e prejuízos ao ambiente e à saúde.

 

Leia a nota na integra da moção:

A queimada das pastagens naturais na região serrana de Santa Catarina (em especial nos municípios de Lages, Correia Pinto, Otacílio Costa, São Joaquim e Bom Retiro) para muitos foram normalizadas como tradição, porém, trata-se de uma técnica primitiva e defasada que traz inúmeros malefícios e prejuízos ao ambiente e à saúde.

Tais malefícios são muito similares àqueles outrora gerados pela queima da cana de açúcar durante as colheitas (despalhamento), proibida definitivamente há quase três anos pela Justiça no Estado de São Paulo.

A queimada das pastagens ocorre principalmente nos meses secos do ano (entre julho e setembro) quando o risco já é naturalmente alto, pois se aproveita a baixa umidade para aumentar a eficiência e diminuir o custo das queimadas intencionais (controladas ou não).

As autorizações do órgão ambiental, que deveriam ocorrer em regime de exceção para situações especiais, aumentam em quantidade nessa época do ano e servem como mau exemplo, incentivando inúmeras queimadas indiscriminadas não autorizadas. Na prática se difunde a ideia: “Quer dizer que se eu pagar a taxa a queimada não faz mal ao ambiente?” E então o interessado muitas vezes escolhe correr o risco de uma multa ao invés de pagar a taxa. E comumente a área correspondente à taxa, quando paga, é excedida.

A impressão de quem vive nessas regiões afetadas é a de que não existe fiscalização no sentido de inibir a prática danosa. Caso ocorram, as autuações por parte das autoridades (Polícia Ambiental, FATMA, IMA, IBAMA) não estão servindo para atenuar o problema, que todos os anos se repete. O máximo que vemos é o Corpo de Bombeiros atuando quando há risco direto ao patrimônio ou à vida.


Mesmo com campanhas no rádio as queimadas ocorrem frequentemente e, não raro, adjacentes às áreas urbanas residenciais e industriais, aos fragmentos florestais e unidades de conservação, afetando pessoas, fauna e flora, gerando prejuízos diretos e indiretos ao patrimônio e à saúde.

Infelizmente a época seca do ano é constantemente acompanhada de notícias trágicas sobre pessoas que faleceram vítimas de incêndios descontrolados, que perderam seus bens, e até mesmo empresas atingidas, como fora o caso este ano da Serra Frutas em São Joaquim, onde caixas de madeira que armazenam maçãs serviram de combustível ao avanço do fogo.

Com as queimadas das pastagens ainda ocorre irrefutável incremento da poluição atmosférica ligada à problemas respiratórios, rinite, conjuntivite, câncer e alergias. As filas nos postos de saúde e hospitais, bem como o aumento nas vendas de remédios nas farmácias, são sintomáticos da problemática.


Uma pesquisa (USP\UFRN\ Fundação Oswaldo Cruz e UFRO) recentemente comprovou que o dano no DNA pode ser tão grave a ponto de a célula perder o controle e evoluir para câncer de pulmão.

As partículas carregadas de toxinas, liberadas durante queimadas, se inaladas involuntariamente por longo período, podem causar estresse oxidativo das células e danos genéticos irreversíveis.

Ademais, com as queimadas a visibilidade é comprometida nas estradas e rodovias aumentando risco de acidentes e há prejuízos ao turismo até mesmo pelos impactos cênicos, na paisagem. Quem visita estas regiões na época de queimadas leva consigo uma imagem negativa das localidades. A fuligem suja a cidade e até o interior dos lares, lojas, restaurantes, hotéis e pousadas. Suja também a memória afetiva.

Por fim, até mesmo o solo, as pastagens e o gado saem perdendo com as queimadas, como comprovam estudos agronômicos relacionados ao seu manejo. As queimadas matam a vida no solo e disponibilizam de forma abrupta nutrientes que são posteriormente lixiviados pela chuva, o que é incrementado nos relevos mais acidentados, normalmente os maiores alvos das queimadas, dado que não são mecanizáveis.

Os solos naturalmente pedregosos também não são mecanizáveis, a não ser que antes as pedras sejam removidas, porém, tal trabalho não é realizado em altas declividades. A aptidão natural, ou vocação de tais áreas, é a regeneração florestal, que seria de grande valia no entorno atualmente desflorestado atingido diretamente pelos ventos, também geradores de danos quando não encontram barreiras ou bordas de desaceleração. Quando somamos o sopro intensificado dos ventos com as queimadas em épocas secas temos como resultado a propagação dos incêndios, muitas vezes descontrolada.

Um solo empobrecido dá origem à pastagens menos completas ou ricas em nutrientes, em especial micronutrientes, de forma que moléculas mais complexas relacionadas à nutrição vegetal deixam de ser formadas. Um pasto menos nutritivo afeta a saúde do gado, podendo estar relacionado ao aumento de zoonoses e menores taxas reprodutivas, de engorda e secreção de leite.

Alguns fazendeiros mais antigos e tradicionais infelizmente negam o conhecimento mais moderno ou tecnologias alternativas, às vezes trazidas pelos próprios filhos que estudaram e se formaram Técnicos Agrícolas ou Engenheiros Agrônomos.

Ajude a dar um basta nas ações arcaicas que ferem a coletividade

 

 


Para assinar a petição basta clicar no link abaixo

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