Foguete chinês retorna à Terra e cai próximo às Ilhas Maldivas

Foguete Long March-5B Y2 sendo lançado de estação espacial da China, em 29 de abril de 2021Foto: Foto por VCG / VCG via Getty Images

foguete chinês que estava fora de controle e atraiu atenção mundial voltou neste sábado à atmosfera terrestre, segundo informações da agência espacial da China. Ainda de acordo com a agência, o foguete Long March 5B atingiu uma área no Oceano Índico, com as coordenadas de 72,47 graus de longitude leste e 2,65 graus de latitude norte – a oeste das Maldivas – e teve a maior parte destruída na reentrada.

O foguete, que originalmente pesava mais de 22 toneladas, foi lançado por uma estação espacial chinesa no dia 29 de abril. Depois que seu combustível foi gasto, ele foi deixado para voar pelo espaço, sem controle, até que a gravidade da Terra o arrastasse de volta. 

Geralmente, a comunidade espacial tenta evitar esses cenários. A maioria dos foguetes usados para erguer satélites e outros objetos no espaço conduzem reentradas mais controladas que miram o oceano, ou são deixados nas chamadas órbitas de “cemitério” que pode mantê-los no espaço por décadas ou séculos. 

O Long March, porém, foi projetado de uma forma que “deixa esses grandes estágios em órbita baixa”, disse Jonathan McDowell, astrofísico do Centro de Astrofísica da Universidade de Harvard. Nesse caso, era impossível saber exatamente quando ou onde pousaria.

A Agência Espacial Europeia previu uma “zona de risco” que abrangia “qualquer porção da superfície da Terra entre cerca de latitude 41,5 N e 41,5 S” – que incluía praticamente todas as Américas ao sul de Nova York, toda a África e Austrália, partes da Ásia sul do Japão e Espanha, Portugal, Itália e Grécia na Europa.

A ameaça às áreas povoadas não era desprezível, mas felizmente a grande maioria da área da superfície da Terra é consumida pelos oceanos, então as chances de evitar um confronto catastrófico eram pequenas.

Geralmente, a comunidade espacial tenta evitar esses cenários. A maioria dos foguetes usados para erguer satélites e outros objetos no espaço conduzem reentradas mais controladas que miram o oceano, ou são deixados nas chamadas órbitas de “cemitério” que pode mantê-los no espaço por décadas ou séculos. 

O Long March, porém, foi projetado de uma forma que “deixa esses grandes estágios em órbita baixa”, disse Jonathan McDowell, astrofísico do Centro de Astrofísica da Universidade de Harvard. Nesse caso, era impossível saber exatamente quando ou onde pousaria.

A Agência Espacial Europeia previu uma “zona de risco” que abrangia “qualquer porção da superfície da Terra entre cerca de latitude 41,5 N e 41,5 S” – que incluía praticamente todas as Américas ao sul de Nova York, toda a África e Austrália, partes da Ásia sul do Japão e Espanha, Portugal, Itália e Grécia na Europa.

A ameaça às áreas povoadas não era desprezível, mas felizmente a grande maioria da área da superfície da Terra é consumida pelos oceanos, então as chances de evitar um confronto catastrófico eram pequenas.

Fonte CNN

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