Movimentação de solo condena diversas casas em São Joaquim após fortes chuvas

A Defesa Civil, com a Secretaria de Planejamento interditou algumas casas em um loteamento acima da Cohab II em São Joaquim após detectar problemas de deslizamento do solo.

As primeiras interdições começaram logo na primeira temporada de chuva, no início do mês de maio, quando choveu o equivalente a 250.4 mm em apenas 04 dias. Os moradores da Rua Pedro Flores de Souza começaram a perceber os primeiros indícios da movimentação do solo após surgirem rachaduras nas paredes e o chão levantando.

Primeiros sinais da movimentação do solo em loteamento próximo a COHAB II em São Joaquim

Um laudo confeccionado pela Defesa Civil e assinado pelos Engenheiros da Secretaria de Planejamento identificaram uma movimentação de solo em pelo menos 04 lotes daquele loteamento, sendo necessária a “evacuação imediata” de três residências por conta do alto volume de chuvas, aliada a vertentes de água existentes, bem como inúmeras escavações feitas em terrenos adjacentes que provocaram uma grande movimentação do solo, segundo os relatos do laudo efetuado pelos engenheiros de São Joaquim.

Área da movimentação do solo

A situação se agravou nesta segunda temporada de chuvas, no mês de junho, quando choveu o equivalente a 194.2 mm também em 04 dias, fazendo com que a movimentação do solo fosse ainda mais incisiva. As três casas comprometidas sofreram maiores danos estruturais, rachaduras e início de desabamento. Além dessas três casas, mais duas casas também foram comprometidas com a segunda leva da chuva e também foram isoladas.

A Evolução da movimentação do solo em poucos dias – Essa casa sofreu rachaduras em sua base, porém recuperável já que apenas um pilar na parte de trás foi atingido.

Na última sexta (24, ) a Defesa Civil do município de São Joaquim, com os Engenheiros confeccionaram um novo laudo e pediram que os moradores de 03 residências, da parte baixa da Rua Pedro Flores de Souza, em frente ao local do desmoronamento, também deixem as suas casas sob risco de novos deslizamentos.

Nos próximos dias, um geólogo da Defesa Civil do Estado de Santa Catarina deverá efetuar uma avaliação mais específica da área. Assim como efetuar a vistorias dos imóveis atingidos que apresentam rachaduras, quedas de estruturas e movimentação constante.

Veja as imagens de uma das maiores catástrofes geológicas da era moderna de São Joaquim:

Essa residência sofreu apenas rachaduras na parte de trás que ainda pode ser recuperada

 

 

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.