Nasa apresenta a imagem mais profunda do universo feita pelo telescópio James Webb

Primeira foto oficial feita pelo telescópio James Webb (Imagem: NASA, ESA, CSA e STS)

Cientistas da Nasa deram uma amostra do poder do telescópio James Webb, o maior e mais caro já construído. A imagem divulgada pela agência espacial norte-americana mostra o vislumbre das primeiras imagens do espaço profundo captadas pelo equipamento. Esse foi apenas um aperitivo — as imagens oficiais serão divulgadas apenas no dia 12 de julho.

No Twitter, a agência diz que “tirar fotos glamourosas nem é o principal trabalho” do telescópio — apesar de ter resultados espetaculares — e que a imagem “está entre as mais profundas já observadas no Universo”.

O objetivo principal do equipamento é permitir medições científicas precisas. Quando o sensor captura imagens, elas normalmente não são armazenadas dada a largura de banda de comunicação entre o telescópio e a Terra.

Quase tão empolgante quanto a imagem é imaginar que ela se trata de apenas uma pequena amostra do Fine Guidance Sensor (FGS), o sensor de orientação do telescópio. Neste momento, o observador espacial apenas tenta garantir que as câmeras e espelhos que compõem o equipamento estejam alinhados corretamente.

“A imagem de teste de engenharia resultante tem algumas qualidades grosseiras. Não foi otimizado para ser uma observação científica; em vez disso, os dados foram obtidos para testar o quão bem o telescópio poderia ficar travado em um alvo, mas sugere o poder do telescópio”, afirma a agência em seu site oficial.

Os cientistas afirmam que seria impossível, por exemplo, estudar a idade das galáxias contidas nessa imagem porque, durante o teste, o FGS não utilizou filtros de cores, como o habitual em outros instrumentos científicos.

Porém, isso não descarta que os registros possam ser úteis posteriormente.

“Quando esta imagem foi tirada, fiquei emocionado ao ver claramente toda a estrutura detalhada dessas galáxias fracas. Dado o que sabemos agora que é possível com imagens guiadas de banda larga profunda, talvez essas imagens, tiradas em paralelo com outras observações onde possível, possam ser cientificamente úteis no futuro”, disse Neil Rowlands, cientista do programa do Sensor de Orientação Fina da Webb, em Honeywell Aeroespacial.

O principal objetivo do equipamento é revelar as origens do Universo e conseguir “voltar no tempo” até 100 milhões de anos após o Big Bang.

Com informações: Uol

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