Santa Catarina volta a registrar focos de mormo

Foto: Eleanora Schmitt Machado ( Imagem ilustrativa de um treinamento )

Após quase 3 anos sem focos de mormo em SC (o último foco registrado foi em dezembro de 2017) Santa Catarina volta a registrar focos de mormo.

De acordo com a Cidasc, 3 casos estão em andamento nos municípios de Joinville, Tijucas e Rio dos Cedros. Todos já confirmados pelo teste final de Western Bloting – WB, pelo Laboratório Federal de Diagnóstico Agropecuário – LFDA de Pernambuco, pertencente ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.

Todas as ações de interdição e saneamento das propriedades foram tomadas pela Cidasc, assim como a investigação da origem da doença e de possíveis vínculos.

A coordenadora estadual do Programa de Sanidade dos Equídeos da Cidasc, médica veterinária Eleanora Schmitt Machado alerta que, em tempos de pandemia, onde os eventos permanecem suspensos na maior parte dos municípios do Estado, é muito importante que os proprietários de equídeos estejam atentos para transitar somente com os exames válidos e acompanhados da Guia de Trânsito Animal – GTA, evitando aglomerações onde estejam animais com situação sanitária desconhecida.

O Mormo é uma doença infecto-contagiosa provocada pela bactéria Burkholderia mallei, pode apresentar-se na forma aguda ou crônica, sendo que a primeira é mais comum em asininos e muares e a forma crônica acomete mais os equinos. Na forma aguda, os sintomas apresentados pelos animais são: febre, prostração, fraqueza e anorexia; surgimento de pústulas na mucosa nasal que podem evoluir para úlceras profundas gerando uma descarga purulenta, tornando-se sanguinolenta posteriormente; formação de abscessos nos linfonodos, podendo comprometer o aparelho respiratório causando dispneia. Já a forma crônica acomete a pele, fossas nasais, laringe, traqueia, pulmões e lesões cutâneas, mais brandas que na forma aguda.

Na sua grande maioria os equinos não apresentam sinais clínicos, sendo detectado somente com exames de sangue. Os exames para trânsito são realizados em laboratórios particulares credenciados pelo Mapa e quando o resultado é diferente de negativo a amostra é enviada ao LFDA-PE para realização de teste WB, confirmando ou não a presença da bactéria.

Eleanora explica que o mormo é uma importante zoonose, podendo ser fatal para o homem caso não seja diagnosticada e tratada a tempo.

“Desde o aparecimento da zoonose em solo catarinense, acendeu um sinal de alerta na busca da prevenção e, no caso de ocorrência, a rápida detecção de animais doentes ou infectados. A Cidasc está à disposição para unir esforços com demais entidades do setor e representantes públicos para contribuir da forma que for necessária para que novamente se faça a retomada da busca pelo status sanitário livre do mormo. É importante que todos os envolvidos, entre eles médicos veterinários, zootecnistas, criadores, promotores e participantes de eventos com equídeos, estejam sensibilizados em relação a essa doença, evitando dessa forma que haja uma grande disseminação e seus consequentes prejuízos”, destaca Eleanora.

Papel do cidadão 

Todo cidadão deve, por lei, comunicar a suspeita da ocorrência de mormo em equídeos devendo para isso entrar em contato com um escritório da Cidasc ou utilizando o número para denúncia anônima 0800 643 9300 ou ainda o portal do Sisbravet no link https://sistemasweb4.agricultura.gov.br/sisbravet/manterNotificacao!abrirFormInternet.action

Fonte: Departamento de Defesa Sanitária Animal

Informações: Assessoria de Comunicação – Cidasc

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