Águas do entardecer – Por Henrique Córdova

Sob a velha e ferida ponte,
Correm, límpidas e serenas,
As águas do rio Pelotas,
Para seu inexorável destino.
Levam, sem nada exigir,
Sem nada e a ninguém perquirir.
Minhas inúteis e irreparáveis ilusões,
Meus arrefecidos amores
Minhas inúmeras e duras decepções.
Alheias a quaisquer valores.
Com elas vão,
Insondáveis,
Meus inumeráveis silêncios,
Que mergulham,
Para sempre,
Nas ruidosas quedas.

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