O Brasil que queremos? – Por Henrique Córdova

O Mundo para conter a propagação do corona-vírus está tomando medidas gravíssimas: cancelamento de atividades que possam ajudar a disseminar a doença, fechamento de fronteiras, medicações preventivas e muito mais que a mídia nacional e internacional, divulgam minuto a minuto!

Considerando-se os bilhões que formam a atual humanidade, nota-se que, até o momento (18/03/20 – 1,41 hora da madrugada), morreram menos de 10000 pessoas e a contaminação atingiu menos de 200 mil pessoas. No Brasil, confirmada oficialmente a morte de uma pessoa (62 anos, em São Paulo), com contaminação de menos de 300 pessoas!

Esse o Brasil que queremos, um País que se une ante uma ameaça e que une a todos, independentemente desta ou daquela ideologia, já que a morte não tem preferência e pode atingir qualquer um…!

Diz o economista Delfim Netto “a igualdade de oportunidades, condição necessária para a a virtude social neoliberal, não existe…”!

Sim, o Brasil que queremos é o que possa assegurar ao povo a tão decantada “igualdade de oportunidades”. Ora, esse princípio humanitário, cristão e democrático, na verdade, só pode coexistir na verdadeira democracia, ou seja, naquela em que o governo milita sempre em favor do povo e dos seus direitos fundamentais: direito à vida, à liberdade, à segurança e iguais oportunidades!

Diz também o renomado economista que tal fato e situação não ocorrerá pela revolução e ou jacobinismo deste ou daquele salvador da pátria (Lula, Dilma, Bolsonaro…), mas pelo trabalho e consciência de muitas gerações…!

Assegure-se a igualdade de oportunidade e tudo dependerá da diligência de cada um, da sua capacidade inovadora (inscrita no seu DNA) e também da sua sorte.

No caso, para termos o Brasil que queremos, precisamos voltar a ter a mobilidade social que tivemos de 1947 a 1984, quando o crescimento do PIB per capita era de 4% ao ano.
Realmente, no Brasil, a distribuição da renda é desumana e se quisermos paz, temos que tomar consciência do que precisa ser feito: reformas políticas que eliminem os privilégios absurdos da elite que se farta nas mamas do governo e do Estado; geração contínua de empregos e acesso aos capacitados e não somente para os que tenham QI (=quem indica); proteção social aos necessitados, com tarifas especiais para as famílias pobres e aplicação efetiva de parte dos recursos públicos no combate à Pobreza e tudo o mais que os assistentes sociais sabem que precisa ser feito e aplicado, efetivamente!

Caros amigos e leitores, vamos usar essa força e coesão demonstrada no combate ao corona-vírus, para direcionar o Brasil na direção que queremos: democracia e Justiça Social. Itapema, 18/03/20 – Stalin Passos – cientista social.

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