Depois de quase um mês, o maior buraco na camada de ozônio já registrado sobre o Ártico fechou

O maior buraco na camada de ozônio detectado até hoje no Polo Norte se abriu no final de março. Depois de quase um mês pesquisadores do Serviço de Monitoramento de Atmosfera Copernicus (CAMS) relataram que ele fechou. A camada de ozônio é uma parte da atmosfera terrestre responsável por proteger o planeta da radiação ultravioleta.

O buraco na camada de ozônio abriu no Ártico quando as condições de vento incomuns prenderam ar gelado sobre o Polo Norte por várias semanas consecutivas. O vórtice polar criou uma barreira circular de ar frio que provocou o surgimento de nuvens de altitude elevada na região. Essas nuvens misturadas com poluentes produzidos pelo homem consumiram o gás ozônio até que se abriu um buraco na atmosfera com tamanho três vezes maior do que o da Groenlândia.

No Polo Sul, nos últimos 35 anos, um buraco se abre na camada de ozônio todos os anos no período da Primavera Austral. Durante esse período, o buraco registrado em 2019 foi um dos menores. Mas as condições que permitem que isso ocorra são muito mais raras no Hemisfério Norte. Só que neste ano, o ar frio se concentrou na área por muito mais tempo do que é comum.

No dia 23 de abril o CAMS anunciou que o vórtice polar se abriu criando um caminho para o ar rico em ozônio voltar à área acima do Polo Norte. Também informou que, embora parecesse que o vórtice polar não tinha chegado ao fim, o CAMS considera que os valores de ozônio nos dias seguintes não devem voltar a cari tanto quanto em abril.

No final de março deste foi medida uma redução de 90% de ozônio a uma altitude de 18 quilômetros. O Ártico passou por redução de ozônio similar em 2011, mas a desse ano foi mais forte. Faltam dados para dizer se há tendência de surgirem novos buracos na camada de ozônio como esse na região. [Live ScienceNatureCAMS]

 

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