Um casal de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, consumiu parte de um bolo durante dois dias antes de encontrar um rato morto na massa ao cortar uma nova fatia, no terceiro dia. A compra foi feita em 29 de setembro na unidade Cavalhada da rede Casa de Bolos, segundo a investigação policial.
O relato levou à fiscalização do estabelecimento pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária. A proprietária, de 41 anos, foi presa em flagrante em 14 de outubro e recebeu liberdade provisória no dia seguinte. Ela responde à investigação em liberdade.
Animal foi percebido no terceiro dia
A delegada Milena Simioli, responsável pela apuração, informou que o consumidor e a esposa comeram o produto aos poucos. A presença do roedor só foi percebida quando foram servir outra porção.
Após a descoberta, o casal procurou atendimento com um infectologista. Segundo as informações divulgadas pela polícia na ocasião, os dois receberam orientação para tratamento preventivo contra leptospirose e não haviam apresentado problemas de saúde até aquele relato.
Fiscalização encontrou irregularidades
Na vistoria, as equipes relataram vestígios de roedores, alimentos fora do prazo de validade e falhas de higiene. A unidade foi interditada pela fiscalização sanitária.
Uma das hipóteses apresentadas pela Polícia Civil é que o animal estivesse no forno e tenha caído na forma durante o preparo, sendo assado com a massa. A explicação foi divulgada como parte da investigação.
O que dizem a empresa e a defesa
A franqueadora Casa de Bolos lamentou o episódio e informou que apura o caso internamente, acompanha o trabalho das autoridades e avalia medidas contratuais. A rede afirmou que os franqueados devem cumprir seus padrões sanitários.
A defesa da proprietária também informou que realiza uma auditoria interna e apura as circunstâncias do ocorrido. Entre as possibilidades levantadas pelos advogados está uma eventual sabotagem, hipótese que não equivale a uma conclusão da investigação.