Estado lança nota de alerta sobre a nova variante do coronavírus

Foto: Getty Images

A Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC), por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV), lançou nesta terça-feira, 30, uma nota de alerta para o fortalecimento das medidas de prevenção diante da nova variante de preocupação Ômicron do coronavírus no mundo.

A nota traz uma série de medidas que devem ser adotadas pelas equipes de vigilância sanitária e epidemiológica, serviços de saúde e população em geral. Entre as principais orientações está a organização de estratégias de preparação e resposta frente a uma possível nova onda de casos e intensificação de vacinação. E para a população em geral, o alerta é para manter as medidas de prevenção como uso de máscaras, evitando aglomerações e ambientes com pouca ventilação e lavagem das mãos, além de buscar finalizar o esquema vacinal.

De acordo com o Superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, independentemente do tipo de variante do coronavírus, recomenda-se a adesão da população à vacinação contra a COVID-19. “É importante que todos compreendam o risco que a transmissão do coronavírus causa. Felizmente, as vacinas são eficazes e protegem contra as formas graves da doença. Portanto, compareçam aos locais de vacinação, principalmente os idosos que devem completar o esquema vacinal e tomar a dose de reforço. Lembrando que apenas com o esquema vacinal concluído a imunização tem o seu efeito, e as pessoas estarão protegidas”, afirma Macário.

A partir das informações disponíveis (OMS, 2021), o conhecimento científico atual sobre a nova variante VOC Ômicron, são:

  • Gravidade da doença: ainda não está claro se a infecção com a variante Ômicron causa doença mais grave em comparação com infecções com outras variantes. Dados preliminares sugerem que há taxas crescentes de hospitalização na África do Sul, mas isso pode ser devido ao aumento do número geral de pessoas que estão se infectando e não devido a uma infecção específica com Ômicron. Atualmente, não há informações que sugiram que os sintomas associados ao Ômicron sejam diferentes daqueles de outras variantes;
    ● Transmissibilidade: ainda não está claro se a variante Ômicron é mais transmissível em comparação com outras variantes. O número de pessoas com teste positivo aumentou em áreas da África do Sul afetadas por esta variante, mas estudos epidemiológicos estão em andamento para entender se é por causa desta nova variante ou por outros fatores.;
    ● Reinfecção: evidências preliminares sugerem que pode haver um risco aumentado de reinfecção com a variante Ômicron (ou seja, pessoas que já tiveram COVID-19 podem ser reinfectadas mais facilmente com esta variante), em comparação com outras VOCs, mas as informações são limitadas. Mais informações sobre isso estarão disponíveis nos próximos dias e semanas;
    ● Eficácia dos testes laboratoriais: os testes de RT-qPCR continuam a detectar a infecção, incluindo a infecção com a variante Ômicron. Estudos estão em andamento para determinar se há algum impacto em outros tipos de testes, incluindo detecção rápida de antígenos.

Fonte: NUCOM – Diretoria de Vigilância Epidemiológica

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