Boleeiro de fogo – Por Henrique Córdova

Sobre a sela de prata, com rédeas bem firmes, acionando bridões de ouro, Sem parar, mais para o alto, corcéis de nuvens cinzas foram conduzidos Ao...

As chamas de agosto – Por Henrique Córdoava

Ainda hoje, ferve e borbulha o sangue de outra era, antecipando, sim, mais uma primavera, com as cruéis e agônicas contorções de toda a terra, despida das cores,...

Em Alta

Águas de abril – Por Henrique Córdova

Vieram fortes, Torrenciais e bravias. Persistentes e barrentas, Deixaram os rios desfigurados, Inundaram as chapadas, E despencaram céleres, Espumosas, Das ladeiras íngremes. Arrastaram bezerros, Escorreram pelas canhadas, Depositaram, na campina crestada, Mortos e ressequidos, Brilhantes ao...

“Põe dinheiro na bolsa…” – Por Henrique Córdoava

No início do século XVII, o maior dramaturgo Inglês, William Shakespeare, na tragédia – Otelo – exibe um hábil, ambicioso, invejoso, inescrupuloso, manipulador e...

Ritual – Por Henrique Córdova

Vozes roucas, Místicas, Loucas; Atabaques em ritmos monótonos; crocitar de aves vigilantes; sangue de animais derramado; danças histéricas e acrobáticas, pelos olhos e ouvidos abertos, no seu cérebro cansado, penetraram enfáticas. O corpo dominado, em...

Vertigem – Por Henrique Córdova

De nuvens brancas, movediças, o calcário pico lentamente desceu. Taça de frágil cristal, em suave encosta brilhou, e, enquanto nela amargo fel se depositou, o sonho febril se desvaneceu . Em vigília inerte, sem...

Passagem – Por Henrique Córdova

Ao cruzar a serra, Pelas remotas vias serenas, De um anoitecer quase outonal, Pisou-me o coração inquieto, A nostalgia vagabunda Dos meus amores juvenis, Irremediavelmente perdidos. Os manacás enflorescidos, Nas encostas íngremes...
São Joaquim
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Destaques

Sancho, o Governador – Por Henrique Córdova

O duque e a duquesa, na distração ilimitada de seus ócios intermináveis, Ao valoroso Quixote e a Sancho sempre se mostraram falsamente amáveis; Levaram o Manchego,...

Dulcinéia – Por Henrique Córdova

Etérea e formosíssima senhora, Do cavaleiro andante soberana, Em Toboso sempre se demora; Impávida e casta, não o engana. De aventuras, o troféu merecedora, Das vigílias penosas, o pensamento. Nem...

Estações – Por Henrique Córdova

O sol, permanente amigo viajante, afastou-se em velocidade sideral, Meu coração arrefeceu seus ímpetos sociais e recolheu-se na inclemência da solidão, Quanto mais o acabrunhado viandante...