Patrimônio de Altitude: Queijo Serrano da Região dos Campos de Cima da Serra ganha destaque no Agro Estadão

O Queijo Artesanal Serrano, um dos produtos mais emblemáticos das terras altas do Sul do Brasil, da qual São Joaquim faz parte, foi o tema central de uma reportagem especial no portal Agro Estadão nesta semana. A publicação nacional destacou a iguaria como um “relicário de história”, reforçando a importância da Denominação de Origem (DO) que une os Campos de Cima da Serra em um território de excelência gastronômica.

A matéria enfatiza que o Queijo Serrano não é apenas um alimento, mas o resultado de um saber-fazer secular que sobrevive ao tempo. Por deter o selo de DO, ele goza de um nível de proteção e exclusividade que o coloca ao lado dos grandes queijos mundiais.

Veja o Vídeo:

Um Território, Uma Identidade

O ponto alto do destaque nacional é a territorialidade. A Denominação de Origem “Campos de Cima da Serra” abrange uma região geográfica específica na faixa de fronteira entre o topo da serra de Santa Catarina e o nordeste do Rio Grande do Sul.

Essa demarcação única garante que o verdadeiro Queijo Serrano só possa ser produzido legalmente nessas localidades irmãs, que compartilham o mesmo bioma, clima e tradição tropeira. Fora desse território de altitude, nenhum outro produto no Brasil pode utilizar legalmente esse nome, o que protege as famílias produtoras contra imitações e valoriza o produto no mercado de alto valor agregado.

Publicação Especial do Estadão sobre o Queijo Serrano

Tradição que Une Estados

O Agro Estadão deu visibilidade aos métodos que definem a identidade regional:

  • Maturação em Madeira: O rito de cura em prateleiras de madeira, essencial para o desenvolvimento da casca e do sabor inconfundível.

  • Leite Cru e Pasto Nativo: A produção autêntica que preserva as características naturais do solo e da vegetação da nossa região serrana.

Orgulho para a Região do Campos de Cima da Serra 

Este reconhecimento nacional consolida a força das Indicações Geográficas (IGs) da Altitude. Para os municípios que compõem este território, como São Joaquim, Bom Jesus, Cambará do Sul e entre outros, o destaque é a prova de que o produto local possui um valor imaterial imenso, sendo uma ferramenta vital para o turismo gastronômico e para a sustentabilidade das propriedades rurais da Serra.

É o reconhecimento de que o que se produz no topo da montanha tem alma e história“, conclui a reportagem, celebrando o Queijo Serrano como um patrimônio vivo do Sul do Brasil.

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