Kátia Helena Fenner Rodrigues conquistou o primeiro lugar nacional na categoria Média Propriedade durante cerimônia realizada em São Paulo
A força da mulher de São Joaquim ganhou reconhecimento nacional nesta quarta-feira (26). A produtora rural Kátia Helena Fenner Rodrigues conquistou o primeiro lugar na categoria Média Propriedade da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro.
- Kátia Helena Fenner Rodrigues conquistou o primeiro lugar nacional na categoria Média Propriedade durante cerimônia realizada em São Paulo
- Alegria em representar São Joaquim e Santa Catarina
- Legado centenário na Fazenda Varginha
- Bem-estar animal e modernização da pecuária
- Projeto fortalece as mulheres do campo
- Mulheres que transformam o agronegócio
A premiação é uma iniciativa da Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG). O projeto reconhece produtoras rurais e pesquisadoras que desenvolvem trabalhos inovadores, sustentáveis e capazes de transformar o futuro do campo. A cerimônia foi realizada em São Paulo e reuniu mulheres de diferentes regiões do Brasil.
Categoria – Média Propriedade:
1º lugar – Kátia Helena Fenner Rodrigues – Santa Catarina
2º lugar – Suzana MuterleViccini – Bahia
3º lugar – Sheilane Maria Rodrigues Magalhães – Ceará
Veja o Vídeo:
Alegria em representar São Joaquim e Santa Catarina

Emocionada após receber o prêmio, Kátia destacou a alegria de representar São Joaquim e Santa Catarina em uma das principais premiações voltadas às mulheres do agronegócio brasileiro.
“É uma alegria imensa representar a minha cidade e o meu estado e estar aqui com grandes produtoras, de pequenas, médias e grandes propriedades, vindas de diferentes estados do país. Este prêmio é de todos nós: dos meus filhos, dos meus antepassados e de toda uma equipe que carrega o amor pela terra, pelo legado e pelos nossos costumes. Muito obrigada”, declarou Kátia.
A manifestação emocionada demosntra a ligação da produtora com suas origens, sua família e todas as pessoas que participam da construção diária da Fazenda Varginha.
Legado centenário na Fazenda Varginha

Aos 48 anos, Kátia Helena Fenner Rodrigues é produtora rural e gestora da Fazenda Varginha, localizada em São Joaquim, na Serra Catarinense.
Há mais de uma década, ela assumiu a liderança da propriedade, dando continuidade a uma história familiar iniciada por seus bisavós em 1920. Desde então, trabalha para preservar as tradições construídas ao longo de mais de um século, ao mesmo tempo em que moderniza as atividades na fruticultura e na pecuária bovina.
Na agricultura, Kátia se destaca pelo cultivo de frutas com Indicação Geográfica (IG), reconhecimento que reforça a qualidade da produção e sua ligação com o território da Serra Catarinense.
A Fazenda Varginha também adota práticas regenerativas, como rotação de culturas, conservação do solo e logística reversa das embalagens utilizadas nas atividades agrícolas.
Outro destaque é o extrativismo sustentável do pinhão, desenvolvido em conjunto com a preservação da floresta de araucárias nativas existente na propriedade.
Bem-estar animal e modernização da pecuária

Na pecuária, Kátia promoveu mudanças importantes ao priorizar o manejo humanizado e sem estresse para o rebanho.
A propriedade passou a adotar protocolos rigorosos de bem-estar animal, além de investir no melhoramento genético por meio da inseminação artificial. As medidas unem eficiência produtiva, tecnologia e respeito aos animais.
O trabalho desenvolvido em São Joaquim foi avaliado a partir de critérios ambientais, sociais e de governança. Entre eles estão o uso racional dos recursos naturais, a saúde do solo, a eficiência produtiva e o impacto positivo sobre a comunidade.
Projeto fortalece as mulheres do campo

O protagonismo de Kátia ultrapassa as porteiras da Fazenda Varginha.
Ela idealizou o projeto “Mulheres Araucarianas”, iniciativa que deu origem à proposta do Selo Rosa, voltada ao reconhecimento, à capacitação e ao fortalecimento das trabalhadoras rurais catarinenses. A proposta também dialoga com o Projeto de Lei nº 0395/2026, de autoria do deputado estadual Marcius Machado, que institui o Selo “Mulheres que Alimentam Santa Catarina” e estabelece diretrizes para valorizar a produção agropecuária feminina no estado. Apresentado em junho de 2026, o projeto tramita na Assembleia Legislativa de Santa Catarina e aguarda apreciação da Comissão de Constituição e Justiça.
Além disso, a produtora promove ações comunitárias e participa de redes de apoio à saúde da mulher na região. Sua atuação demonstra que respeito às raízes, sustentabilidade, inovação e liderança feminina podem caminhar juntos na transformação do agronegócio.
A vitória representa não apenas uma conquista pessoal e familiar, mas também um importante reconhecimento para São Joaquim e toda a Serra Catarinense.
Mulheres que transformam o agronegócio

Desde sua criação, em 2018, o Prêmio Mulheres do Agro já reconheceu 85 mulheres. Em 2026, nove produtoras rurais e uma pesquisadora foram premiadas.
Além de Kátia Helena Fenner Rodrigues, vencedora entre as médias propriedades, a edição reconheceu Ana Karina Klinke, de São Paulo, no primeiro lugar da categoria Pequena Propriedade, e Aline Baldim Vick, também de São Paulo, como vencedora na categoria Grande Propriedade.
Na categoria Ciência e Pesquisa, a premiada foi a bióloga Erika Valente de Medeiros, de Pernambuco. A votação popular desta categoria registrou mais de 40 mil votos.
A conquista de Kátia coloca São Joaquim no cenário nacional do agronegócio sustentável e evidencia o talento das mulheres que ajudam a construir, diariamente, o desenvolvimento rural da Serra Catarinense.
Sua trajetória demonstra que tradição e inovação não são caminhos opostos. Quando combinadas com responsabilidade ambiental, conhecimento e compromisso social, elas se tornam ferramentas poderosas para transformar o campo e inspirar novas gerações.
