O Brasil perdeu nesta terça-feira (13) uma das vozes mais marcantes da música baiana. Netinho morreu aos 60 anos, em Salvador, após enfrentar um linfoma não Hodgkin. Dono de sucessos como “Milla”, “Beijo na Boca” e “Prefixo de Verão”, deixou lembranças de carnavais e multidões cantando em coro.
Uma despedida marcada pela gratidão
Segundo a assessoria, o linfoma não Hodgkin do tipo B evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos. Nos últimos meses, o artista manifestava gratidão pela vida e pelo carinho dos fãs. “Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte”, dizia.
O homem que fez o Brasil cantar
Nascido em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, em 12 de julho de 1966, Ernesto de Souza Andrade Júnior ganhou projeção como vocalista da Banda Beijo antes de construir uma carreira solo de sucesso. Na década de 1990, ajudou a levar a energia dos trios elétricos para todo o Brasil. “Milla” tornou-se um hino de festas e carnavais, atravessando gerações.
Relembre Netinho cantando “Milla” ao vivo
Uma apresentação histórica de 1996, em Aracaju, registrada no canal oficial do artista, relembra a energia que fez de “Milla” um dos maiores sucessos do axé.
A batalha pela vida
Diagnosticado com linfoma em 2025, Netinho enfrentou internações e quimioterapia. Depois de um período de melhora, a doença voltou a se manifestar em 2026. Em setembro, a equipe anunciou seu afastamento temporário das redes sociais para que concentrasse as energias no tratamento.
O último adeus
Por desejo do cantor, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em cerimônia restrita a familiares e amigos próximos.
Netinho se despede dos palcos da vida, mas sua voz permanece. Cada vez que uma de suas canções voltar a tocar, haverá um pouco da alegria que ele compartilhou com milhões de brasileiros. Existem artistas que deixam sucessos e aqueles que deixam uma parte de si na história das pessoas. Netinho conseguiu fazer as duas coisas.