Uma alpinista foi “deixada para morrer” após equipes de resgate desistirem de resgatá-la no Pico da Vitória, no Quirguistão. Foram feitas várias tentativas de socorro desde 12 de agosto, mas todas falharam. A alpinista russa Natalia Nagovitsyna, de 47 anos, está presa no local com uma perna quebrada. Seu colega morreu durante uma das tentativas de resgate.

A alpinista russa Natalia Nagovitsyna, de 47 anos, permanece isolada no Pico da Vitória, no Quirguistão, após sofrer uma fratura na perna durante uma escalada em 12 de agosto. Desde então, várias tentativas de resgate foram realizadas sem sucesso, incluindo uma de seu colega Luca Sinigaglia, de 49 anos, que morreu ao tentar socorrê-la. Imagens de drones registradas no dia 19 mostraram a mulher ainda com vida, movendo-se e acenando, embora em condições extremas: a quase 7 mil metros de altitude, sob temperaturas de -30 °C e ventos que destruíram sua tenda. Apesar dos sinais, as autoridades locais encerraram oficialmente as operações na última sexta-feira (22), alegando impossibilidade de voo e risco elevado para as equipes.
A decisão gerou forte reação pública, com acusações de que a alpinista teria sido “deixada para morrer”. Os socorristas esperavam por uma brecha no mau tempo para enviar drones ou mesmo acionar uma equipe aérea italiana especializada em alta montanha, mas a instabilidade persistente frustrou a última chance de resgate. Segundo o Ministério de Situações de Emergência do Quirguistão, a recuperação do corpo só poderá ser feita na primavera, quando as condições climáticas melhorarem. #TerraBrasil #Alpinista #Ásia #Montanha #Quirguistão