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Senado aprova Federalização da Rota Caminhos da Neve

O projeto de Lei da Câmara dos Deputados número 58, de 2016, foi aprovado, por unanimidade, do plenário do Senado Federal, nesta terça-feira(27). O projeto de Lei teve o parecer favorável, sob nº 820, da Comissão de Infraestrutura, tendo como relator o senador Dário Berger (PMDB-SC). A senadora Ana Amélia, teve papel decisivo para a que o presidente Eunício inverte-se a ordem do dia e colocasse em votação o item 5 a que se refere o projeto. Texto segue agora para sansão presidencial.

 A Rota Caminhos da Neve, agora Federalizada pelo Senado, liga a São Joaquim à Bom Jesus e vai integrar as BR 285, em Bom Jesus e a BR 282, em Bom Retiro. Encurta aproximadamente em 120 km a distância entre São Joaquim e Gramado, criando um caminho mais curto entre Gramado e Florianópolis, unindo a Serra Gaúcha e Serra Catarinense e impulsionando a economia de vários municípios que fazem divisa com a Rota Caminhos da Neve. A federalização da Rota Caminhos da Neve. Inclui, a construção de uma ponte sobre o Rio Pelotas, principal empecilho para o trafego de veículos nesta região do nordeste gaúcho com o planalto catarinense.

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Rota Caminhos da Neve

O trecho em questão para a Federalização pelo Senado e pelo Governo Federal, é do entroncamento da BR 285 com a Rota Caminhos da Neve, sendo 40 km., até a famigerada Ponte do Rio Pelotas, a construção da ponte  e daí se segue passando por São Joaquim, Urubicí e Bom Retiro, na BR 282 em Santa Catarina. De São Joaquim ao Rio Pelotas, já existe alguns quilômetros de asfalto por iniciativa do governo catarinense.

Federalização

A Federalização aprovado pelo Senado vai criar um novo corredor turístico entre Bom Retiro, Urubicí, São Joaquim (SC) à Bom Jesus, São José dos Ausentes, Jaquirana, Cambará do Sul, São Francisco de Paula, Canela e Gramado, de onde, facilmente, se chega a região de Caxias do Sul e dos Vinhedos, em Bento Gonçalves.

Geoparques

Por mobilização do Secretário de Turismo de SC, Leonel Pavan e do Secretário da mesma pasta no RS, Vitor Hugo, houve reunião com representante da Unesco no Brasil para incluir “os Canyons Verdes da América do Sul” no roteiro de Geoparque da Unesco. Na prática, isso é um grande impulso para trazer maior movimento de turistas estrangeiros à região montanhosa do Sul do Brasil.

Os turistas brasileiros e estrangeiros irão descobrir os Canyons Verdes da América do Sul, pois a região ainda é inóspita e conta com um dos maiores potenciais turísticos do Brasil.

Empreendimentos

Com a Rota Caminhos da Neve inúmeros novos empreendimentos surgirão nos Campos de Cima da Serra e na Serra Catarinense onde haverá grande impulsão econômico com a visitação dos hermanos. A Rota cria um novo corredor turístico integrando vários municípios como: Bom Retiro, Urubici, São Joaquim, Bom Jesus, Jaquirana, São Francisco de Paula, Cambará do Sul, São José dos Ausentes, Canela, Gramado, Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Nova Petrópolis, municípios que já exploram seu com grande potencial turístico.

Argentinos

Analisando-se apenas o fluxo de Argentinos que se utilizam da entrada de São Borja (RS), seguindo direto por Vacaria na BR285 até o litoral brasileiro, em Sombrio. A Rota Caminhos da Neve também se integra com a Serra Catarinense nos municípios de São Joaquim, serra do Avencal, e do Panelão, em Urubicí e Bom Retiro. A ligação Urubicí-Grão Pará que passa pela serra do Corvo Branco, ou por Bom Jardim, pela Serra do Rio do Rastro, que liga Bom Jardim da Serra-Orleans, o pode oferecer novas opção de acesso ao litoral Catarinense.

Fluxo de produtos

A produção de maças e uvas na Serra Catarinense e a produção de maçãs do Rio Grande do Sul se utilizam das câmaras frias de São Joaquim e Vacaria para estocagem da maça. A produção da Madeira de Bom Jesus, Jaquirana, São José dos Ausentes e Cambará, terá uma economia significativa na logística considerando a industrialização em Correia Pinto ou Curitibanos. O processamento do Arroz do Vale do Araranguá chegará a Serra Catarinense e ao Oeste Catarinense por um caminho mais curto.

A luta continua para conclusão da BR 285

A luta continua para a conclusão de um pequeno trecho de 8.3 quilômetros que ainda separa RS, SC, Argentina e Chile, através da BR 285. A rodovia não é um problema só dos municípios que se integram ao longo da rodovia, iniciada há mais de 40 anos. É um problema do sul do país. No trecho catarinense, mais conhecido como Serra da Rocinha, as obras já estão bastante adiantadas.

O presidente do Corede-Conselho de Desenvolvimento Regional dos Campos de Cima da Serra Alessandro Dalla Santa, afirma que “só a união de todos poderia influenciar parlamentares que podem injetar emendas parlamentares, ao longo de 2018, para liberação dos recursos necessários, R$ 76 milhões para a conclusão da estrada que liga Argentina ao oceano atlântico no sul do país. São apenas 8.3 quilômetros e a construção de uma ponte sobre o Vale do Rio das Antas”.

Já o trecho entre a BR 285 e a BR 282 só a Federalização, aprovada hoje é que vai impulsionar o desenvolvimento da região sul do Brasil.

Artur Hugen/Fotos Artt Brand

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