Quatro restaurantes são investigados por venda de carne de cavalo no Sul de SC

Foto Divulgação/ NSC

A Polícia Civil está apurando a venda de carne de cavalo em quatro restaurantes do Sul catarinense. Segundo a investigação, o produto era vendido como se fosse bovino. O grupo que produzia as carnes foi alvo de uma operação em setembro. Na época, sete pessoas foram presas.

Um ofício assinado pelo delegado Marcos Neves no dia 7 de outubro solicita que a Vigilância Sanitária faça inspeção nos quatro locais. No documento, o delegado diz que as investigações identificaram que os estabelecimentos “possivelmente comercializavam carne animal imprópria para o consumo”.

Os restaurantes ficam em Içara, Criciúma e Laguna. Os estabelecimentos não foram fechados pela polícia e devem passar por inspeção sanitária. O documento foi anexado ao processo que está em andamento na Justiça. Segundo o delegado, o pedido foi feito durante as investigações da operação Hefesto e estava em sigilo até então.

Segundo a polícia, o produto era vendido como se fosse bovino

Em entrevista ao CBN Hub desta segunda-feira (18), o Gerente de Inspeção e Monitoramento de Produtos da Vigilância Sanitária de SC, Eduardo Bastos, comentou a informação de que restaurantes do Sul do Estado estariam vendendo carne da cavalo para os clientes. É degradante. É algo que precisamos repudiar — disse.

A Vigilânca de SC foi informada pela polícia sobre o que estaria acontecendo em quatro estabelecimentos de Criciúma, Içara e Laguna. Um alerta foi emitido para a Macroregional Sul, que atende a região, e o trabalho de inspeção está sendo feito pelas vigilâncias municipais. 

 Os fiscais vão até lá, e pedem a nota de compra e de recebimento. Se estavam vendendo carne de cavalo, o que é ilegal, certamente não terão. E irão responder administrativamente à Vigilância Sanitária completou Eduardo. 

Qualquer suspeita sobre casos semelhantes deve ser comunicada imediatamente para a Vigilâcia Sanitária de SC pelo site ou pelo telefone: (48) 99141.0834. Os municípios também podem, e devem, ser informados.

Com informações NSC

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