Rússia simula como responderia a ataque nuclear por parte da Ucrânia

Rússia simulou, nesta quarta-feira (26), como responderia a um ataque nuclear por parte da Ucrânia.

O presidente russo observou tudo de Moscou. Os exercícios das forças nucleares estratégicas da Rússia envolveram até submarinos e mísseis balísticos intercontinentais.

“Todos os mísseis atingiram seus alvos”, divulgou o Kremlin.

O ministro da Defesa russo explicou a Vladimir Putin que os exercícios simularam um ataque nuclear maciço em resposta a um ataque nuclear inimigo.

Para o secretário-geral da Otan, as alegações da Rússia de que a Ucrânia pretende usar uma “bomba suja”, com material radioativo, em seu próprio território são falsas.

“A Rússia muitas vezes acusa outros pelo que pretende fazer”, disse Jens Stolberberg.

Diante do clima tenso, o governo ucraniano aconselhou milhões de refugiados a não voltarem até a primavera, que no hemisfério norte começa em março.

“Precisamos sobreviver ao inverno. Infelizmente, a rede elétrica não sobreviverá. Voltar é arriscado”, avisou a vice primeira-ministra.

A guerra vai além dessa tragédia humana. Um desastre também para o patrimônio cultural da Ucrânia. Em Genebra, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, a Unesco, apresentou uma nova plataforma em parceria com o Centro de Satélites da ONU. A iniciativa é para monitorar os danos na área.

80% dos 207 ataques verificados pela Unesco agora têm imagens que podem ser comparadas, como as de antes e depois do Teatro de Mariupol, usado por centenas de pessoas como abrigo, mas destruído em março por um bombardeio russo.

A diretora de Cultura e Emergências da Unesco foi clara:

“Só teremos uma noção do impacto real depois que a guerra acabar”.

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