De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) subiu 0,71% em março, resultado menor do que o mês anterior, quando a variação foi de 0,84%.
A desaceleração ocorreu principalmente devido à elevação do preço da gasolina, que teve um aumento de 8,33%, e do etanol, que subiu 3,2%. Com isso, o IPCA acumulou um avanço de 4,65% nos últimos 12 meses, retornando ao intervalo da meta pré-estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, fixada em 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto. Entretanto, o Banco Central avalia que a chance de o IPCA fechar 2023 dentro da meta ainda é baixa, de apenas 17%, enquanto os analistas do mercado financeiro projetam alta de 5,98% no acumulado dos 12 meses encerrados em dezembro.
O grupo de transporte foi o que mais contribuiu para a alta do IPCA em março, com variação de 2,11%, sendo a gasolina e o etanol os principais responsáveis pelo aumento. Por outro lado, a alimentação no domicílio apresentou deflação, com queda de 0,14%, com destaque para a batata-inglesa e o óleo de soja, que tiveram recuos mais intensos. Já a alimentação fora do domicílio teve alta de 0,5%.
O grupo de habitação subiu 0,57%, com a energia elétrica residencial sendo a maior contribuição para a alta. Por fim, o grupo de artigos de residência apresentou queda de 0,27%, com destaque para os itens de tv, som e informática, que foram os principais responsáveis pelo resultado negativo.






