Lucas Lucco e pai são indiciados por estelionato pode pegar até 10 anos de prisão por fraude milionária

O artista se pronunciou e disse ter apresentado as autoridades todas as provas de que ele e o pai é que foram vítimas de um golpe planejado por um suposto advogado na permuta do veículo de luxo da Porsche

Lucas Lucco e o pai dele, Paulo Roberto de Oliveira, foram indiciados pela Polícia Civil de Goiás por envolvimento em um esquema de fraude na venda de dois carros de luxo. Um falso advogado também é investigado no caso.

O cantor é investigado pelos crimes de estelionato, falsificação ideológica e documental, além de associação criminosa. Se condenado por todos os delitos, a pena pode ultrapassar 10 anos de prisão.

As investigações começaram há cerca de quatro meses, após um empresário relatar ter tido prejuízo ao trocar veículos de alto valor. Segundo ele, uma Porsche GT4 foi trocada por duas Porsches Panameras, que teriam sido entregues com pendências financeiras, algo que não foi informado previamente. Cada modelo pode custar mais de R$ 1 milhão.

De acordo com o inquérito, houve falsificação de documentos, incluindo o uso indevido de uma assinatura digital atribuída ao cantor. A defesa de Lucas Lucco identificou o suposto falso advogado envolvido como Eliel Levistone Silva e Souza.

A advogada criminalista Suéllen Paulino explica que, caso os crimes sejam comprovados, a pena pode ser significativa. “A pena total, em caso de condenação por todos os crimes, pode ultrapassar 10 anos. Entretanto, é importante destacar que ainda não há sentença e Lucas responde apenas como investigado.”

Em novembro de 2023, o cantor teria comprado uma Porsche Cayman GT4 do empresário e pago com a permuta de duas Porsches Panamera. Segundo o empresário, esses veículos apresentavam “pendências graves” como impostos atrasados e gravame de alienação fiduciária. O empresário alega ter sofrido “prejuízo milionário” e estar impedido de comercializar e circular com os veículos

A ação judicial ainda aponta um “contrato de permuta simulado” entre um intermediário e Lucas Lucco, assinado em 2024, mas datado de 2023, e “comunicados de venda fraudulentos” registrados no sistema SENATRAN (Secretaria Nacional de Trânsito, anteriormente Departamento Nacional de Trânsito) em nome da Lucas Lucco Produções Ltda. e ALL Motors Shopping Car Ltda. Tais atos são classificados pelo empresário como “fraude registral” e “indício de estelionato”.

A defesa do cantor nega qualquer envolvimento e sustenta que tanto Lucas quanto o pai teriam sido vítimas do golpe. Ainda segundo a advogada, a denúncia pode ser anulada se for comprovado que o cantor não teve ciência das irregularidades.

“Do ponto de vista técnico, se for demonstrado que Lucas Lucco não teve ciência da fraude ou que agiu de boa-fé durante a negociação, a responsabilização penal pode ser afastada”, comenta.

Na última quarta-feira (16/7), Lucas Lucco se manifestou por meio de nota oficial, afirmando que ele e o pai “foram vítimas de Eliel que, apresentando-se como falso advogado, engendrou um plano criminoso fraudulento, incluindo falsificação de assinatura digital do cantor, falsificação de documentos perante a Justiça do Estado de Goiás e outros artifícios”.

Eles afirmam ter sofrido “grande prejuízo financeiro” e atualmente “não estão na posse ou propriedade de veículo algum”.

O empresário, através de sua assessoria, informou que “não se manifestará publicamente neste momento, em respeito ao sigilo das investigações”, mas reiterou sua “confiança plena na Justiça”. O caso segue sendo investigado.

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