A lista de exceção é formada por 694 itens. Destes, 565 estão relacionados ao segmento de aeronaves e 38 a petróleo, carvão, gás natural e seus derivados, restando mais 91 de itens diversos —incluindo principalmente produtos químicos e minerais como ouro e ferronióbio. Entre os alimentos, escaparam da taxação apenas castanhas-do-pará e polpa e suco de laranja.
Na ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump, está previsto um adiamento de sete dias para o início da taxação de 50% sobre produtos brasileiros. Originalmente marcada para esta sexta-feira, 1º de agosto, a medida passa a valer a partir do dia 6 de agosto.

A mesma ordem também exclui da taxação alguns itens específicos, como suco de laranja, produtos da aviação civil, celulose, petróleo e certos componentes mecânicos. No entanto, setores importantes do agronegócio brasileiro serão fortemente atingidos, com a aplicação da tarifa sobre carne, café e frutas exportadas aos Estados Unidos.
Portanto, o chamado “tarifaço” começará efetivamente no dia 6 de agosto.
Entenda
Mais cedo, o presidente Donald Trump havia assinado o decreto que formaliza a tarifa de 50% aos produtos importados do Brasil.
Segundo o comunicado da Casa Branca, autoridades brasileiras teriam coagido empresas dos Estados Unidos a censurar discursos políticos, entregar dados sensíveis de usuários e alterar políticas de moderação de conteúdo sob ameaça de multas, processos criminais, congelamento de ativos ou exclusão do mercado brasileiro. O comunicado da Casa Branca ainda cita nominalmente o ministro Alexandre de Moraes como responsável por centenas de ordens secretas de censura, ameaças a executivos de empresas americanas e congelamento de ativos para forçar o cumprimento dessas ordens.
O texto também menciona o caso do jornalista Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente Figueiredo, o último militar da ditadura militar, que mora nos Estados Unidos e que estaria sendo, segundo esse comunicado, processado criminalmente no Brasil por declarações feitas em solo americano. Paulo Figueiredo responde um processo no STF.





