Drink batizado e mortes: o que se sabe da intoxicação por metanol em SP; entenda

Ao menos duas pessoas morreram após ingerirem bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. Uma terceira morte está sendo investigada, e outros nove casos de internação desde o mês de junho, no estado de São Paulo, estão sendo apurados. Um deles é o de um jovem em coma, outro de uma mulher que ficou cega.

O que aconteceu


As mortes confirmadas são de dois homens, de 38 e 48 anos, em São Bernardo do Campo (SP) e São Paulo, respectivamente A relação dos casos com o metanol foi confirmada pelo Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo. O homem de 48 anos, que não teve o nome divulgado, morava na região da Mooca/Aricanduva e foi atendido em uma unidade de saúde privada em 9 de setembro.

Ao todo, há 10 casos suspeitos de intoxicação por metanol sob investigação na capital paulista. O volume de ocorrências recebido foi classificado pelas autoridades como “fora do padrão”. Nos últimos dois anos, os casos de intoxicação por metanol registrados pelo Ciatox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica) de Campinas (SP) estavam ligados ao consumo de combustíveis em contexto de abuso de substâncias, não por adulteração de bebidas. O centro informou que os casos eram considerados casos de consumo intencional. Já agora, são de consumo acidental, em que a vítima não sabe que a bebida está adulterada.

Os casos de intoxicação por metanol envolvem diferentes tipos de bebidas e consumidos em lugares diversos. O Ciatox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica) fala em gim, uísque e vodca foram consumidos em bares ou comprados em adegas. O órgão alertou que o número de casos pode estar subnotificado, pois nem todos chegam ao conhecimento dos órgãos de vigilância e controle.

Com informações:  Uol

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