Uma operação do Ministério Público de Santa Catarina levou à prisão preventiva do diretor do Presídio Masculino de Lages nesta quinta-feira (26). A investigação aponta que o policial penal é suspeito de beneficiar um interno da unidade em troca de vantagens pessoais, em um suposto esquema que envolveria recompensas materiais entregues de forma recorrente.

Conforme divulgado pelo G1, os investigadores relataram que o então gestor da unidade prisional teria desenvolvido vínculo com a companheira do detento e passado a interferir em decisões relacionadas ao cumprimento da pena.
Para o MP, haveria indícios de uma dinâmica contínua de favorecimentos administrativos acompanhados de contrapartidas privadas, o que pode configurar corrupção, além de possíveis crimes de violação de sigilo funcional e advocacia administrativa.
A ofensiva, batizada de Operação Carne Fraca, incluiu também o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão. O nome faz referência às supostas vantagens recebidas, entre elas carnes de alto valor.
As apurações são conduzidas pelo GAECO e pelo GEAC, com apoio da 15ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages, e tramitam sob sigilo. Os fatos investigados teriam ocorrido entre março e outubro de 2025.






