A Marinha dos Estados Unidos escoltará navios de países “que nada têm a ver com o conflito no Oriente Médio”, disse Trump. De acordo com o presidente americano, a decisão é “um gesto humanitário” e de “boa vontade” em favor dos marinheiros afetados pelo fechamento da passagem estratégica.
Caso a operação — batizada de Project Freedom (“Projeto Liberdade”) — seja obstruída pelo Irã, os EUA vão “usar a força”, disse Trump, que ao mesmo tempo elogiou discussões “muito positivas” com Teerã, mediadas pelo Paquistão.
O Irã ameaçou atacar o Exército americano caso as tropas do país coloquem o plano em ação.
“Qualquer força armada estrangeira, em particular o Exército americano, que se aproxime do Estreito de Ormuz ou entre nele, será alvo de ataque”, declarou o general Ali Abdollahi, chefe do comando das Forças Armadas.
O presidente da comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, já havia alertado que qualquer intervenção americana no Estreito será considerada uma violação do cessar-fogo, que entrou em vigor em 8 de abril.
Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o Irã bloqueia o Estreito de Ormuz, por onde normalmente transita um quinto do consumo mundial de petróleo. Washington respondeu no início de abril bloqueando os portos iranianos.






