Lages é alvo de operação contra descaminho e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Sem Estoque. A ação tem como objetivo desestruturar uma organização criminosa especializada nos crimes de descaminho e lavagem de dinheiro com atuação em Santa Catarina.

Ao todo, os policiais federais estão cumprindo mandados de busca e apreensão em cinco endereços ligados aos investigados. Desse total, quatro ordens judiciais são executadas no município de Lages e uma na cidade de Criciúma, no Sul do Estado.

Lages é alvo de operação; origem da investigação

As diligências da Polícia Federal começaram a partir de uma ocorrência registrada no dia 13 de junho de 2025. Na ocasião, a Polícia Militar de Santa Catarina realizou a apreensão de 276 aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos que haviam entrado de forma ilegal no território nacional, sem o pagamento dos tributos devidos.

Com o aprofundamento das investigações e a análise dos dados, a PF identificou uma estrutura criminosa organizada e estável. De acordo com a corporação, o grupo possuía divisão clara de tarefas para as etapas de aquisição, transporte, distribuição e comercialização de mercadorias estrangeiras desacompanhadas de documentação fiscal. O levantamento financeiro aponta que as movimentações ilegais da rede chegaram a R$ 86 milhões.

O material coletado durante as buscas de hoje será analisado pelos policiais federais com o objetivo de reunir novos elementos probatórios e identificar outros possíveis envolvidos no esquema de lavagem de capitais.

Em nota oficial, a Comunicação Social da Polícia Federal em Santa Catarina ressaltou os impactos gerados pelo crime de descaminho na economia e na sociedade. As autoridades destacam que a evasão fiscal reduz diretamente a arrecadação de impostos que mantêm os serviços públicos essenciais, além de estabelecer uma concorrência desleal com o comércio formal regulamentado.

A corporação aponta ainda que, no caso de bens de consumo, a falta de controle sanitário adequado pode representar riscos à saúde pública e ao meio ambiente

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