A Maçã Fuji lidera alta de preços no mercado brasileiro neste segundo semestre. A valorização da fruta traz otimismo renovado para os fruticultores da Serra Catarinense. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a redução gradual das frutas estocadas nas câmaras frias impulsiona as cotações nas principais regiões classificadoras.
Valorização da maçã Fuji atinge quase 10% nas classificadoras
A menor oferta do produto nos estoques acelerou a recuperação dos valores pagos aos produtores rurais. Consequentemente, a variedade Fuji registrou um salto de 9,19% na média das classificadoras, alcançando a marca de R$ 93,80 por caixa de 18 kg.
Dessa forma, o mercado distribuidor absorve a alta em ritmo consistente. Nos entrepostos atacadistas da Ceagesp, a caixa da Fuji Categoria 1 fechou cotada em R$ 120,22. Nesse sentido, o mercado ajusta as cotações ao equilíbrio entre a demanda e os volumes armazenados.
Impacto positivo para a economia de São Joaquim e região
A alta nas cotações beneficia diretamente a Capital Nacional da Maçã. Além disso, a valorização contínua reforça o papel estratégico do agronegócio para o Produto Interno Bruto (PIB) serrano. Portanto, o cenário favorável garante maior rentabilidade aos produtores locais após o encerramento da colheita.
Esse momento positivo se soma aos recentes movimentos de fortalecimento produtivo na região. Exemplo disso é quando a Cidasc iniciou a implantação do Selo de Conformidade na Serra Catarinense, garantindo mais padronização às empresas e cooperativas de frutas.
O que esperar do mercado de frutas nos próximos meses
A tendência de preços firmes deve se manter ao longo de todo o segundo semestre. Assim, os pesquisadores do Cepea preveem negociações atrativas até o início da próxima safra. Por fim, a combinação de estoques regulados e consumo aquecido consolidam as boas perspectivas para o setor frutícola.





