De certa forma, o Papa Leão XIV pode ter tido sorte de ter contraído câncer de pulmão agora e não, digamos, seis anos atrás. Os tratamentos mudaram tanto, dizem os especialistas, que os tempos antigos são quase irreconhecíveis.
Para muitos pacientes, disse Karen Knudsen, diretora executiva do Instituto Parker, o câncer de pulmão não é mais o diagnóstico alarmante que era no passado.
— Acho que muitas pessoas têm essa impressão inicial sobre o câncer de pulmão, de que ele pode ser rapidamente fatal, mas isso está um pouco desatualizado, especialmente se for detectado precocemente — afirmou Lecia Sequist, oncologista torácica do Mass General Brigham Cancer Institute.
— É realmente um paradigma completamente novo no câncer de pulmão, e os pacientes estão vivendo muito mais tempo e as taxas de cura são maiores do que eram há 10 ou 20 anos — acrescentou.
O câncer de pulmão ainda é a principal causa de morte por câncer tanto em homens quanto em mulheres, vitimando mais de 124.000 americanos a cada ano. Mas a taxa de mortalidade atual é metade da registrada na década de 1990, em parte porque menos pessoas fumam, mas também porque os tratamentos recentemente desenvolvidos estão funcionando.
O câncer do Papa Leão XIV, um adenocarcinoma, foi descoberto durante um exame médico de rotina. Os médicos do Pontífice removeram um lobo do pulmão dele na terça-feira e estão realizando exames adicionais para determinar quais tratamentos adicionais, se houver, serão necessários.